A Assembleia Geral, constituída pelos associados do Grêmio e convocada anteriormente para este fim específico, ratificou no último sábado as alterações estatutárias previamente aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Clube. No total, foram apurados 448 votos, dos quais 409 foram favoráveis às mudanças propostas:
- Redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários na Assembleia Geral, para eleição proporcional de uma chapa do Conselho Deliberativo do Grêmio;
- Redução de 30% para 20% % do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo para aprovação prévia de uma chapa concorrer ao Conselho de Administração do Grêmio;
- Substituição, em reuniões do Conselho Deliberativo, de membros titulares ausentes por suplentes presentes, a este conferindo, na hipótese, direito a voto;
- Inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio;
- Obrigação de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo;
O Movimento Grêmio Novo, que formulou diretamente algumas das proposições e expressou publicamente apoio às alterações, parabeniza os 448 associados que cumpriram seu dever com o clube e compareceram às urnas no último sábado.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
Na Assembléia Geral Extraordinária que ocorrerá no próximo sábado, dia 29 de outubro de 2011, das 9 horas às 15 horas, o associado gremista que for maior de 16 anos, pertencente ao quadro social há mais de 2 anos, ininterruptamente, e em situação regular com o GRÊMIO nos 12 meses anteriores, poderá exercer o seu direito de escolha sobre o futuro do clube.
A votação será por cédulas, com cinco campos de votação, que darão ao associado tricolor a opção de ratificar ou não (cada tópico sendo votado individualmente) as alterações estatutárias promovidas pelo Conselho Deliberativo no ano de 2011, a saber:
Se aprovadas pelo associado gremista, com a conseqüente ratificação em Assembléia Geral, as alterações estatutárias passarão a valer no próximo processo eleitoral no âmbito do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
Se rejeitadas pelo associado gremista, com a conseqüente não-ratificação, permanecerá vigente o texto do Estatuto do Grêmio com a atual redação; ou seja, persistirá a cláusula de barreira em 30%, não haverá a necessidade de “Ficha Limpa”, os suplentes não poderão substituir na ausência dos conselheiros titulares, etc.
Por essas razões, e pelos motivos já expostos em textos anteriores, divulgados nas mídias sociais, o Movimento Grêmio Novo reafirma seu apoio à ratificação das alterações estatutárias promovidas pelo Conselho Deliberativo em 2011, convocando todos os sócios tricolores ao comparecimento maciço na Assembléia Geral Extraordinária do próximo sábado.
Porto Alegre, 27 de outubro de 2011.
Movimento Grêmio Novo
A Assembléia Geral Extraordinária convocada para o dia 29 de outubro de 2011 constitui um marco na história da relação entre o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e seus associados. Na ocasião, serão apreciadas importantes decisões do Conselho Deliberativo sobre a participação dos sócios na vida do clube, em prol do fortalecimento de um ambiente mais democrático, ético e transparente.
Ao contrário do que se possa eventualmente pensar, esses avanços não foram obtidos com facilidade. Ao contrário, foram conquistados com muito esforço, muitas vezes em meio a uma atmosfera de debates francamente hostil, sendo o resultado da luta incessante e atuação desprendida de torcedores que amam profundamente o clube e que desejam o melhor o futuro do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
O Movimento Grêmio Novo tem o justificado orgulho de, em seus onze anos de existência, ter sido o proponente de mudanças fundamentais em prol da democratização das relações entre o clube e o associado, formulando diretamente e apoiando expressamente algumas das matérias que serão levadas a votação na Assembléia Geral Extraordinária do próximo dia 29 de outubro:
Além disso, o Movimento Grêmio Novo apoiou abertamente a inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio, pois considera que o compromisso com a ética constitui premissa indeclinável da participação ativa na vida do clube.
As propostas levadas à Assembléia Geral Extraordinária são o resultado prático de anos de luta e argumentação, significando a realização do ideário de um grupo de gremistas intensamente preocupados com o futuro e desenvolvimento do clube.
Em razão disso, o Movimento Grêmio Novo conclama os associados ao comparecimento às urnas no próximo dia 29 de outubro, para ratificar as transformações essenciais demandadas por toda a comunidade tricolor e consolidar definitivamente as conquistas democráticas no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
Porto Alegre, 24 de outubro de 2011
Movimento Grêmio Novo
Em 1999, nenhum dos movimentos políticos existentes hoje no clube havia sido fundado. O Grêmio tinha cerca de sete mil sócios registrados com o quadro social – número que, nos anos seguintes, oscilaria nos dois sentidos até chegarmos no patamar atual de sessenta e cinco mil sócios em dia. Era o final de uma década gloriosa do clube – que ainda conquistaria mais um título de relevância nacional em 2001 – mas, indo frontalmente contra toda a tendência de estabilização da democracia (praticamente dez anos já se passavam do impeachment de Collor) e do avanço contínuo da participação popular em todas as instituições brasileiras, percebia-se que a participação do associado tricolor era mínima na definição dos rumos do clube.
Baseando-se nessa vicissitude e constatando essa disparidade com o momento vivido, alguns gremistas reuniram-se para fundar em 2000 o Movimento Grêmio Novo. Das reuniões executadas durante o primeiro ano, surgiu o mote que rege até hoje as ações trabalhadas pelo grupo: “transparência e participação”. E como ter essa janela aberta para a participação mais ativa do sócio? Através da proporcionalidade das eleições. Até então, o Conselho Deliberativo do Grêmio somente permitia a eleição para os seus membros através de chapas que obtivessem a maioria absoluta dos votos – e, com a falta de proporcionalidade, a oxigenação necessária para que acontecesse uma renovação efetiva e gerasse uma representatividade maior do associado não era permitida. No mesmo sentido, a campanha “Eu quero votar para presidente!” atingiu grande repercussão, colocando o MGN na mídia como o primeiro grupo representativo de associados na vida política do Grêmio – e modificando inexoravelmente a história da participação do associado no clube.
Em 2001, visando exatamente criar o ambiente necessário para o estabelecimento de uma proporcionalidade efetiva, o MGN, através de seus dois conselheiros suplentes à época, apresentou sua primeira proposta de proporcionalidade no Conselho Deliberativo – com um percentual mínimo de 20%. Entretanto, a baixa receptividade que a proposta teve mostrou que o órgão ainda era conservador e refratário à idéia de que o sócio deveria ser representado por seus pares – e não por membros escolhidos dentre a nata da sociedade ou por hereditariedade. Essa primeira proposta nem foi levada a plenário.
Em 2004, já com os ventos de um ambiente democrático começando vagarosamente a rodar em volta do Olímpico, a proposta foi defendida pelas duas chapas concorrentes ao Conselho Deliberativo, com percentual indefinido. Elegendo mais conselheiros do que na eleição de 2001 (quatro titulares e seis suplentes), novamente tornou a apresentar à Presidência do Conselho Deliberativo proposta de reforma estatutária que, dentre outros pontos, contemplava a proporcionalidade como fato a ser gravado. Nesta reforma, conclusa em 2005, a proporcionalidade foi aprovada – mas com uma cláusula de barreira que ainda não atendia aos anseios do grupo proponente (no caso, 30%). Já era um avanço, mas que poderia ser estendido futuramente.
Em 2007, já com a proporcionalidade vigendo, efetivou-se a pluralidade de pensamento: duas chapas diferentes elegeram representantes para o Conselho Deliberativo. Entretanto, a representatividade ainda não era adequada, dado que uma das chapas teve um terço dos eleitos apenas por oito votos – ou seja, caso não tivessem feito um último esforço de arregimentamento eleitoral, não elegeriam representantes para àquele mandato. A simples apuração dos fatos demonstrou que era absolutamente necessário um novo percentual para a cláusula de barreira – e, nesse caso, o MGN, em conjunto com os demais movimentos componentes da chapa eleita em 2007 (Movimento Grêmio Independente e Movimento Grêmio Sem Fronteiras), apresentou a mesma proposta de reforma estatutária já tão decantada anteriormente.
Esta proposta foi levada à votação em 2009 – e, não se sabe por quais razões, outros grupos que não os proponentes da emenda ao estatuto não cumpriram seus compromissos de campanha de 2007 e ausentaram-se da discussão – fazendo com que a proposta não tivesse o quórum suficiente para aprovação e deliberação.
A eleição de 2010 sobreveio – e a mesma constatação de 2007 tornou a concretizar-se: caso a cláusula de barreira fosse de 20%, as três chapas eleger-se-iam, aumentando a pluralidade do Conselho Deliberativo e permitindo a real representatividade do associado nas suas mais diversas matizes ideológicas. Como, pelos cenários descritos anteriormente, a cláusula ainda era de 30%, somente uma chapa obteve sucesso na eleição.
Diferentemente do acontecido anteriormente, para os eleitos pelos movimentos em 2007 e 2010 que defenderam incondicionalmente a proposta compromisso assumido só pode tornar-se compromisso cumprido ao final de um exercício. Com efeito, logo após a eleição de 2010, a mesma proposta de reforma estatutária foi apresentada – reduzindo o percentual da cláusula de barreira para 20% – com as assinaturas de todos os eleitos nessas legislaturas.
Em 25 de maio de 2011, após onze anos de árduos esforços de convencimento e debate, a proposta de proporcionalidade com cláusula de barreira para 20% foi aprovada. O Movimento Grêmio Novo festeja a aprovação e congratula-se com todos os seus integrantes e ex-integrantes – do mais antigo ao mais novo – dizendo que uma de suas metas foi finalmente aprovada e que ainda outras metas sobrevirão para continuarmos lutando pela transparência e participação, mote inicial do grupo e que perdura até hoje como linha base de atuação para garantir ao associado tricolor que sua voz seja ouvida.
É fato que reduções maiores ainda poderão ser planejadas – mas com a pertinente avaliação da maturidade política dos envolvidos com o clube e com o desacirramento de ânimos que persiste, ainda, em existir em todos os pólos da política tricolor. O MGN estará atento a esses anseios e desejos do associado tricolor, estudando e acompanhando a maturidade política do clube. É preciso entender que o fim de todo esse ambiente é o clube – e que todos tem que ser ouvidos, dentro das regras estabelecidas de convivência, para que possamos fazer um clube ainda maior do que já é hoje o Grêmio – o maior do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo!
Na sessão do Conselho Deliberativo desta quarta-feira (25 de maio de 2011) entrará em pauta a proposta de autoria do MOVIMENTO GRÊMIO NOVO e de outros movimentos, buscando a redução da denominada “cláusula de barreira” de 30% para 20%, tanto para as eleições ao Conselho de Administração quanto para as eleições ao Conselho Deliberativo do GRÊMIO.
Conforme deliberação interna do Movimento, e atendendo compromisso assumido na campanha eleitoral de 2010, os integrantes do Conselho Deliberativo vinculados ao MOVIMENTO GRÊMIO NOVO votarão em bloco a favor da proposta de redução de 30% para 20% na cláusula de barreira.
Além do cumprimento de uma promessa de campanha, a democratização das instâncias diretivas do Clube sempre foi um dos princípios fundamentais de atuação do MOVIMENTO GRÊMIO NOVO. Com a redução da cláusula de barreira, espera-se que os associados possam ampliar sua participação no dia-a-dia do Clube, contribuindo decisivamente para o engrandecimento do nosso GRÊMIO.
Em relação à segunda proposta a ser votada no Conselho Deliberativo, que remete à supressão de percentual limitante para participação de chapas concorrentes aos Conselho Deliberativo e de Administração do clube (cláusula zero), o MOVIMENTO GRÊMIO NOVO, após intensos debates internos, entende que a demanda carece de um estudo maior das suas repercussões no ambiente de governança e na própria política do clube.
Não obstante, sem fugir do dever a ele atribuído nas duas últimas eleições para o Conselho Deliberativo (2007 e 2010), decidiu em assembléia liberar os seus conselheiros para votarem de acordo com suas convicções pessoais a respeito da cláusula zero.
MOVIMENTO GRÊMIO NOVO