Visualizando categoria: Eleições

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Uma quimera alcançada. Faltam ainda outras!

Em 1999, nenhum dos movimentos políticos existentes hoje no clube havia sido fundado. O Grêmio tinha cerca de sete mil sócios registrados com o quadro social – número que, nos anos seguintes, oscilaria nos dois sentidos até chegarmos no patamar atual de sessenta e cinco mil sócios em dia. Era o final de uma década gloriosa do clube – que ainda conquistaria mais um título de relevância nacional em 2001 – mas, indo frontalmente contra toda a tendência de estabilização da democracia (praticamente dez anos já se passavam do impeachment de Collor) e do avanço contínuo da participação popular em todas as instituições brasileiras, percebia-se que a participação do associado tricolor era mínima na definição dos rumos do clube.

Baseando-se nessa vicissitude e constatando essa disparidade com o momento vivido, alguns gremistas reuniram-se para fundar em 2000 o Movimento Grêmio Novo. Das reuniões executadas durante o primeiro ano, surgiu o mote que rege até hoje as ações trabalhadas pelo grupo: “transparência e participação”. E como ter essa janela aberta para a participação mais ativa do sócio? Através da proporcionalidade das eleições. Até então, o Conselho Deliberativo do Grêmio somente permitia a eleição para os seus membros através de chapas que obtivessem a maioria absoluta dos votos – e, com a falta de proporcionalidade, a oxigenação necessária para que acontecesse uma renovação efetiva e gerasse uma representatividade maior do associado não era permitida. No mesmo sentido, a campanha “Eu quero votar para presidente!” atingiu grande repercussão, colocando o MGN na mídia como o primeiro grupo representativo de associados na vida política do Grêmio – e modificando inexoravelmente a história da participação do associado no clube.

Em 2001, visando exatamente criar o ambiente necessário para o estabelecimento de uma proporcionalidade efetiva, o MGN, através de seus dois conselheiros suplentes à época, apresentou sua primeira proposta de proporcionalidade no Conselho Deliberativo – com um percentual mínimo de 20%. Entretanto, a baixa receptividade que a proposta teve mostrou que o órgão ainda era conservador e refratário à idéia de que o sócio deveria ser representado por seus pares – e não por membros escolhidos dentre a nata da sociedade ou por hereditariedade. Essa primeira proposta nem foi levada a plenário.

Em 2004, já com os ventos de um ambiente democrático começando vagarosamente a rodar em volta do Olímpico, a proposta foi defendida pelas duas chapas concorrentes ao Conselho Deliberativo, com percentual indefinido. Elegendo mais conselheiros do que na eleição de 2001 (quatro titulares e seis suplentes), novamente tornou a apresentar à Presidência do Conselho Deliberativo proposta de reforma estatutária que, dentre outros pontos, contemplava a proporcionalidade como fato a ser gravado. Nesta reforma, conclusa em 2005, a proporcionalidade foi aprovada – mas com uma cláusula de barreira que ainda não atendia aos anseios do grupo proponente (no caso, 30%). Já era um avanço, mas que poderia ser estendido futuramente.

Em 2007, já com a proporcionalidade vigendo, efetivou-se a pluralidade de pensamento: duas chapas diferentes elegeram representantes para o Conselho Deliberativo. Entretanto, a representatividade ainda não era adequada, dado que uma das chapas teve um terço dos eleitos apenas por oito votos – ou seja, caso não tivessem feito um último esforço de arregimentamento eleitoral, não elegeriam representantes para àquele mandato. A simples apuração dos fatos demonstrou que era absolutamente necessário um novo percentual para a cláusula de barreira – e, nesse caso, o MGN, em conjunto com os demais movimentos componentes da chapa eleita em 2007 (Movimento Grêmio Independente e Movimento Grêmio Sem Fronteiras), apresentou a mesma proposta de reforma estatutária já tão decantada anteriormente.

Esta proposta foi levada à votação em 2009 – e, não se sabe por quais razões, outros grupos que não os proponentes da emenda ao estatuto não cumpriram seus compromissos de campanha de 2007 e ausentaram-se da discussão – fazendo com que a proposta não tivesse o quórum suficiente para aprovação e deliberação.

A eleição de 2010 sobreveio – e a mesma constatação de 2007 tornou a concretizar-se: caso a cláusula de barreira fosse de 20%, as três chapas eleger-se-iam, aumentando a pluralidade do Conselho Deliberativo e permitindo a real representatividade do associado nas suas mais diversas matizes ideológicas. Como, pelos cenários descritos anteriormente, a cláusula ainda era de 30%, somente uma chapa obteve sucesso na eleição.

Diferentemente do acontecido anteriormente, para os eleitos pelos movimentos em 2007 e 2010 que defenderam incondicionalmente a proposta compromisso assumido só pode tornar-se compromisso cumprido ao final de um exercício. Com efeito, logo após a eleição de 2010, a mesma proposta de reforma estatutária foi apresentada – reduzindo o percentual da cláusula de barreira para 20% – com as assinaturas de todos os eleitos nessas legislaturas.

Em 25 de maio de 2011, após onze anos de árduos esforços de convencimento e debate, a proposta de proporcionalidade com cláusula de barreira para 20% foi aprovada. O Movimento Grêmio Novo festeja a aprovação e congratula-se com todos os seus integrantes e ex-integrantes – do mais antigo ao mais novo – dizendo que uma de suas metas foi finalmente aprovada e que ainda outras metas sobrevirão para continuarmos lutando pela transparência e participação, mote inicial do grupo e que perdura até hoje como linha base de atuação para garantir ao associado tricolor que sua voz seja ouvida.

É fato que reduções maiores ainda poderão ser planejadas – mas com a pertinente avaliação da maturidade política dos envolvidos com o clube e com o desacirramento de ânimos que persiste, ainda, em existir em todos os pólos da política tricolor. O MGN estará atento a esses anseios e desejos do associado tricolor, estudando e acompanhando a maturidade política do clube. É preciso entender que o fim de todo esse ambiente é o clube – e que todos tem que ser ouvidos, dentro das regras estabelecidas de convivência, para que possamos fazer um clube ainda maior do que já é hoje o Grêmio – o maior do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Mundo!

 

Eleições para presidente do Grêmio e do Conselho Deliberativo

Os movimentos Grêmio Novo, Grêmio Sem Fronteiras, Grêmio Democrático e a Geral do Grêmio, além do grupo de conselheiros ligados ao ex-presidente Paulo Odone, estão programando uma reunião para a próxima semana.

Como pauta, exclusivamente, estará a criação de um bloco único de representação destes movimentos, com vistas a definir os pressupostos que nortearão as eleições para o Conselho de Administração e para o Conselho Deliberativo, que ocorrerá em seguida.

Esta coligação de forças, com cerca de 163 conselheiros, deverá consolidar a candidatura de Paulo Odone para a Presidência do Grêmio e formatar um conjunto de propostas com ações de governança em todas as áreas do Clube.

Saudações tricolores!

Movimento Grêmio Novo