Visualizando categoria: Entrevista

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MGN Entrevista – Rodrigo Fornasier

O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Fornasier, Gerente de Processos e Qualidade:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

Embora sejam muitos os jogos do Grêmio que ficam na lembrança, que perduram eternamente na memória, os jogos aos quais até hoje consigo reviver em detalhes a emoção do momento são, sem dúvida alguma, as finais da Libertadores da America de 1995 e 2007.

Aquelas finais de 1995 com o primeiro jogo no estádio Olímpico, são a minha primeira identidade viva do Grêmio multi-campeão, consigo ainda hoje relembrar com exatidão aqueles momentos, a mobilização em Porto Alegre em torno daquele jogo, a expectativa e aquele sentimento vivo de confiança no título da América e naquele grande time. Lembro também da consagração, da festa que vivenciei nas ruas de Porto Alegre, onde literalmente um mar azul saudava os campeões da America pelas principais ruas e avenidas da capital, culminando em uma grandiosa recepção no estádio Olímpico. Estas lembranças serão sempre inesquecíveis para mim, jamais as suprirei da memória, por maior que sejam as conquistas que ainda virão pela frente.

As finais de 2007 também me rebatem a momentos inesquecíveis, mesmo após sermos derrotados na Argentina, toda aquela semana que antecedeu a grande final no estádio Olímpico foi marcada pelo entusiasmo da torcida, pela expectativa de viver aquele momento novamente, a confiança e o apoio eram enormes. Ver o estádio Olímpico completamente lotado e empurrando o time foi emocionante, mas com certeza a maior emoção foi ver aquele templo consagrar de pé um time que saia derrotado. Foi a maior manifestação de amor pelo Grêmio que presenciei na minha vida.

MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?

Desde sempre fui gremista apaixonado pelo Grêmio, e no ano de 2004 foi muito difícil acompanhar e assimilar o que acontecia com o Grêmio. Aquela frustração que vinha de dentro de campo aliada a indignação e vontade de fazer algo pelo clube, me fez começar a acompanhar as coisas do Grêmio fora de campo. Comecei a me interar das coisas do Grêmio, dos movimentos que circundavam o clube e etc.

Foi justamente daí que conheci o MGN, e desde o princípio me chamou muito a atenção. Causava-me admiração ver um movimento nascido das Sociais do Olímpico, um movimento criado por sócios e para os sócios. Isto era um diferencial, era pioneiro.

Pra mim o MGN é o grande marco na historia democrática do Grêmio. O MGN em apenas 13 anos de vida já tem muitas contribuições em prol do Grêmio, e com certeza muitas outras virão.

MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?

Ingressei no MGN a convite do amigo Jorge Bastos, e desde o princípio me sinto lisonjeado por integrar um grupo composto por pessoas tão distintas que compartilham do mesmo objetivo, de doar seus conhecimentos profissionais e pessoais em prol do clube do coração.

No início procurei ser um bom ouvinte, e aprender com aqueles que ali estavam a mais tempo e por conseqüência já possuíam uma vasta bagagem de Grêmio, meu objetivo era o de aprender o máximo possível para que também pudesse contribuir de alguma forma com o Grêmio.

Como profissional de TI, pude participar de um grupo de trabalho que auxiliou no plano de migração da TI do Olímpico para a Arena. Também pude contribuir com meu conhecimento em TI na organização para o pleito de 2012.

Hoje como integrante do MGN, procuro dar o meu melhor e me fazer sempre presente para ajudar da melhor maneira possível e estar sempre a postos para qualquer coisa que possa fazer pelo Grêmio.

Este é o objetivo, puro e simples, ajudar o Grêmio em tudo que estiver ao meu alcance.

MGN- A profissionalização do departamento de futebol e demais áreas do Grêmio. Qual tua opinião sobre o tema ? Como vê o estágio atual do clube neste processo ?

Hoje a profissionalização do departamento de futebol e das demais áreas do Grêmio é uma realidade, embora ainda estejamos vivendo um período transitório, não vejo espaço no futebol moderno para os clubes que não seguirem por este caminho.

O departamento de futebol, vejo como sendo o mais complicado de se realizar esta transição. A própria cultura estabelecida no futebol brasileiro, onde se trabalha muito em cima de resultados imediatistas, e a falta de planejamento e projetos de longo prazo, dificulta muito a profissionalização da gestão de futebol. No meu entender, neste período transitório de profissionalização da gestão do clube, o departamento de futebol deve ter em seu comando um gestor profissional, contratado especificamente para este fim. E ainda contar com um assessor político, nomeado pela gestão do clube, onde este ente político seria responsável por dar o suporte necessário ao profissional contratado, garantindo a excelência na gestão do departamento.

O clube necessita encontrar um equilíbrio que permita a convivência de uma gestão política com uma gestão profissional de forma independente, porém com ambas trabalhando no mesmo sentido, no mesmo objetivo. Enquanto não se encontrar esta formula teremos sempre a gestão profissional como subsidiária da gestão política do momento no clube.

Nas demais áreas da gestão do clube, vejo como imprescindível a utilização de um gestor profissional. Um clube como o Grêmio que hoje possui um faturamento anual equivalente a grandes empresas, necessita ser administrado por profissionais capacitados para gerir o clube como em uma grande empresa.

Embora um clube de futebol como o Grêmio não vise o lucro, a gestão do clube em suas diversas áreas deve visar possibilitar recursos financeiros para a área fim, o futebol profissional.

Assim formaremos um circulo virtuoso onde o futebol profissional será o fiador do seu próprio sucesso, e as demais áreas do clube impulsionadas pelo sucesso dentro de campo, terão condições de financiar o futebol profissional com a grandeza que o Grêmio merece.

MGN- Você sendo um profissional de TI, acredita que o Grêmio ainda precisa evoluir nesta área ?

Vejo a tecnologia hoje como uma forte aliada na comunicação global, e acredito que justamente neste ponto o Grêmio poderia evoluir muito. Temos a maior torcida do sul do Brasil e talvez a mais apaixonada do país, e este público consome Grêmio, respira Grêmio. Este público é ávido por informações do seu clube do coração, basta ver a quantidade de blogs que existem hoje na internet falando de Grêmio que se têm uma idéia do tamanho deste público. Se o clube explorar este público, inovando nesta comunicação entre clube e torcedor, acredito que esta paixão abrangerá ainda mais suas fronteiras pelo Brasil e pelo mundo.

Acredito também que o Grêmio poderia se utilizar da tecnologia para prestar melhores serviços ao seu sócio e torcedor, proporcionando conforto e agilidade na venda de seus serviços, seja na venda de ingressos para jogos, na venda de produtos, ou até mesmo no atendimento do Quadro Social.

Enfim, acredito que em uma instituição como o Grêmio, a TI deve servir como ferramenta para as demais áreas do clube, a fim de alavancar o trabalho e os resultados destas. No mundo de hoje é imprescindível que a TI tenha um papel de destaque em qualquer instituição e creio que com clubes de futebol como o Grêmio não deva ser diferente. Por conseqüência deve a TI também ter um profissional da área a frente de sua gestão profissional.

MGN- Qual sua expectativa do futebol do Grêmio em 2013 ?

Particularmente estou confiante, acho que o Grêmio acertou muito na formação do elenco para este ano de 2013, o departamento de futebol atuou com muita competência preenchendo as principais carências do plantel e assim qualificando o grupo para a disputa das competições que temos este ano, principalmente a Libertadores da América no primeiro semestre.

O que me preocupa um pouco é que embora tenhamos um time de primeira e um treinador de ponta, vejo o Grêmio em um momento conturbado fora de campo, tanto o clube como instituição como os próprios torcedores e associados que acabam refletindo este ambiente. No meu entender temos um time com capacidades técnicas para ser muito vitorioso este ano, porém não vejo um ambiente favorável.

Lembrando campanhas recentes como da Libertadores de 2007 e o Brasileirão de 2008, onde tínhamos em ambas ocasiões um elenco não tão qualificado, mas em contra-ponto tínhamos um ambiente totalmente favorável fora de campo, com a torcida jogando junto com o time, literalmente “empurrava” o Grêmio para as vitórias. Tenho convicção que com esse plantel e com a mobilização do clube e torcida e clube em torno deste time, teremos um 2013 excepcional.

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.

O Grêmio vive um ano especial de sua historia, que o associado ajude a fazer do Grêmio em 2013 o time multi-campeão de outrora.

Temos uma bela casa nova, a Arena mais moderna da América Latina, temos um presidente eleito democraticamente pelo associado justamente alicerçado no sonho do tricampeonato da América, temos um ótimo time montado com jogadores de primeira linha e acima de tudo temos uma torcida apaixonada !

Chegou a hora da mobilização pela re-conquista da América e do Mundo !

Todos os gremistas devem fazer este pacto, pelo Grêmio !

MGN Entrevista – Tomás Hartmann

O entrevistado de hoje é nosso integrante Tomás Hartmann, Advogado e conselheiro do Grêmio:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

Essa para mim é fácil: foi Grêmio 2 x 0 Portuguesa, pois foi meu primeiro jogo no estádio! Sim, tinha 16 anos e, como era do interior, morando há quase 500km de distância, não tinha tido a  oportunidade de vir. Mas que jogo para se iniciar: Grêmio bicampeão brasileiro! Paulo Nunes, o diabo loiro, inaugurou o placar logo cedo, aos 5 minutos do primeiro tempo, dando a impressão de que golearíamos com facilidade. Depois, um jogo tenso até o gol consagrador do contestadíssimo Aílton. Simplesmente inesquecível para minha memória de torcedor. O primeiro jogo, um grande título com toques de muita dramaticidade, assim como é a história do grêmio.

MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?

O ingresso foi quase um acaso: fui convidado para ir a uma reunião por uma amigo, que tinha recebido um convite para ingressar no movimento, mas estava com vergonha de ir sozinho. Fui sem a pretensão de retornar… Porém, estou há 4 anos no movimento. De cara, senti o clima de gremismo, democracia e diálogo dentro do grupo. Manifestei-me na primeira reunião, e fui ouvido como se integrasse o grupo desde o início. Esse ambiente democrático e a paixão incondicional pelo Grêmio de seus integrantes cativaram-me. Por isso, permaneço até hoje!

MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?

Ingressei em setembro de 2.009, quando, desde logo, passei a integrar a comissão de futebol do movimento. Passado algum tempo, convidado pelo companheiro Nilton César, fui para a comissão jurídica porque tinha maior afinidade na área. Nessa comissão, tivemos a oportunidade trabalhar, auxiliando o jurídico do Grêmio na gestão Paulo Odone, com a migração dos sócios – mais especificamente na questão de estudar os direitos de cada categoria de associado, de forma a preservá-los quando da mudança para a Arena. Foi muito interessante, pois foi possível fazer um agrupamento das quase infinitas categorias para quatro grandes grupos, o que, entendo, facilitou o estudo da migração e o próprio trabalho do Quadro Social. Acho que, no ponto, o movimento contribuiu muito para o Grêmio, o que é nossa razão de existir.

MGN- Conte sobre o seu trabalho na direção da Escolinha do Grêmio.

Primeiramente, um esclarecimento: a Escolinha do Grêmio tem dois nortes distintos, quais sejam, iniciação e formação. Na parte de iniciação (recreativa, lúdica), funciona como uma escola de futebol paga, ou seja, qualquer menino pode inscrever-se, treinar e jogar – há, exigência, entretanto, por óbvio, de que se vista com o uniforme tricolor para treinos. Há dois treinos semanais e um torneio interno, aos sábados. São seis categorias com crianças de 05 a 16 anos divididas pela idade (dois em dois anos). Na parte de formação (competitiva), a escolinha coordena as duas primeiras categorias de base do Grêmio, a sub-10 e a sub-11. No período em que estive a frente da escolinha, o primeiro trabalho foi redefinir o organograma dos profissionais, estabelecendo funções definidas a cada um deles e readequando alguns quadros. O resultado que tivemos é que, na categoria sub-11, de cinco torneios disputados, vencemos todos. Foram o Campeonato Gaúcho, o torneio de Uruguaiana, uma competição em Córdoba na argentina, o tradicional torneio de Três Coroas e um torneio inaugural na região metropolitana. Tínhamos um grande projeto, que era a remodelagem do CT Cristal, em frente ao Barra Shopping, para exploração inclusive mediante a colocação de alguns campos de grama sintética, mas, em razão de o Grêmio estar, com razão, priorizando a transição para arena (aumento do CT de Eldorado, construção do centro de treinamentos, área administrativa na Arena) não havia verba para tanto – também não conseguimos patrocinadores interessados no investimento, que é alto (embora a área seja nobre, ainda mais agora com o Shopping Barra e com o pier do Catamarã). De resto, buscamos a máxima profissionalização da Escolinha, em todos os setores, que é o que o MGN idealiza também para o Grêmio, como um todo.

MGN- Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar a Comissão para Assuntos Legais e Estatutários do Conselho Deliberativo?

A comissão é importantíssima, pois analisa, previamente, as condições de procedibilidade de todas as propostas de alteração estatutária. Desde que ingressei na comissão, analisamos temas importantes como, por exemplo, a redução da cláusula de barreira (finalmente aprovada pelo CD). Outro assunto de destaque que analisamos foi o denominado “caso Guerreiro”, em que a comissão, por unanimidade, entendeu pela reabertura do processo, o que, contudo, democraticamente, não foi acatado no plenário do Conselho Deliberativo. Atuei, no caso, como revisor do parecer, relatado pelo colega de comissão Leandro Vidal. É uma honra e uma responsabilidade enorme fazer parte dessa comissão tão vital aos interesses do clube.

MGN- Qual a sua expectativa para 2013, um ano com competições importantes incluindo a Libertadores?

Minha expectativa é das melhores, pois, apesar desse início difícil e um tanto irregular na Libertadores, tenho convicção que o Grêmio passará de fase. A partir disso, entendo que o elenco e o time devem incorpar. Teremos mais opções qualificadas com as prováveis inscrições do Fábio Aurélio e do menino Guilherme Biteco – ambos seriam, por exemplo, ótimas alternativas para suprir o desfalque do Elano no último jogo. Entendo que o Grêmio carece, ainda, de um zagueiro, seja para grupo, seja para disputar vaga de titular. Bressan é um menino com futuro, tem qualidade e potencial, mas é normal que se afobe um pouco entrando em fogueiras como a de quarta-feira. Entendo que o Grêmio, nesse ano, tem todas as condições de buscar o tão almejado grande título, e, aqui, quero enaltecer o grande trabalho da direção anterior que deixou o clube saneado e uma bela base de time que, com os reforços contratados, nos permite sonhar concretamente!

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor

Acredite na Arena e seja feliz! A Arena é nossa, é o nosso estádio, a nossa casa, o nosso (novo) templo do futebol. Abraçe-a e, quando tiver que criticar alguma falha, faça-o propositivamente, com intuito de melhorá-la e não de denegrir sua imagem. Ademais não acredite em tudo que se ouve e lê na mídia, pois às vezes, as informações são divulgadas pela metade, somente a parte que dá audiência, ou são apenas “meias-verdades” – quando não invencionices totais. Por fim, torça e empurre o time, compre produtos oficiais – é uma forma de ajudar o clube -, enfim, viva o clube!

MGN Entrevista – Rodrigo Karan

 O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Karan, Advogado e conselheiro do Grêmio:
 

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

São tantos os jogos inesquecíveis do nosso Grêmio, mas acredito que para mim a final da Copa do Brasil de 1989 tem um sentimento especial.

Neste jogo eu tinha 13 anos e lembro de ter ido nesta final acompanhado de meu pai, meu irmão Thiago e meu avô materno. Este acredito que tenha sido o único jogo que meu avô me acompanhou e assistimos juntos nas cadeiras do estádio Olímpico. Acabou se tornando um jogo inesquecível não só pelo fato do Grêmio ter ganho de 2 x 1 do Sport e conquistado a primeira Copa do Brasil, mas sem dúvida nenhuma por eu ter tido a oportunidade de comemorar o meu primeiro título brasileiro no estádio Olímpico ao lado de meu avô materno que foi sem dúvida alguma a minha maior referência para me tornar um grande gremista.  Meu avô nem gaúcho era, pois nasceu em Sergipe, mas quando chegou para morar em Porto Alegre e descobriu que existia um time com as cores de seu Confiança e que comemorava aniversário no mesmo dia que o seu, virou um dos gremistas mais fanáticos que eu já conheci. Saudades de meu avô e saudades do tempo em que a gente comemorava grandes títulos.

MGN- Você é um dos mais antigos integrantes do Grêmio Novo? Conte como surgiu o MGN?

Na verdade não tive a honraria de ser um dos fundadores do Grêmio Novo, pois iniciei no movimento no inicio de 2001 e o movimento foi fundado no ano 2000. Lembro que estava cursando a faculdade de Direito no PUC, quando em uma noite de aula um colega meu, hoje também Conselheiro do Grêmio, Fernando Bonato, levou para a aula uma matéria publicada no jornal Zero Hora sobre a existência de um grupo de associados do Grêmio que haviam fundado um movimento político chamado Grêmio Novo.

Convidado pelo Fernando Bonato resolvi participar da reunião do movimento e para a mesma também convidei nosso colega Jorge D’avila e meu irmão Thiago Karan. Isso ocorreu em março de 2001 e depois desta primeira reunião em que tomei conhecimento do que era o MGN, aceitei o desafio, pois me identifiquei muito com os ideais do grupo que pregava uma maior participação do associado na vida política e administrativa do Grêmio, lutava pela eleição direta do Presidente pelos seus associados e pela eleição proporcional para o Conselho Deliberativo. Além de defender mecanismos de profissionalização do clube e tantas outras coisas mais.

Com orgulho eu e meus colegas de faculdade Fenando Bonato e Jorge D’avila, além de meu irmão Thiago Karan, continuamos até hoje no movimento, grupo político este que me acolheu muito bem e que me possibilitou conhecer gremistas valorosos e de um caráter sem igual.

MGN- Podes contar um pouco da tua trajetória tanto no MGN quanto no Grêmio?

Em março de 2001 ingressei no MGN e desde a primeira reunião já me coloquei a disposição da diretoria da época para auxiliar no que fosse preciso.

Lembro que o movimento estava organizando as festividades de seu primeiro ano de existência e resolvi auxiliar na organização da festa.  A festa ocorreu em um restaurante chamado Buona Pasta onde realizávamos a maioria de nossas reuniões. Infelizmente não contamos com a presença de nenhum integrante da diretoria do Grêmio da época, mas da ilustre presença do nosso grande jogador Anchieta.

Depois, com o passar dos anos fui conquistando meu espaço no grupo e tenho orgulho de hoje olhar para trás e perceber que já tive a oportunidade de ser coordenador de eventos, vice-presidente jurídico do MGN e presidente do MGN de 2005 a 2008.

Já em nosso Grêmio tive a oportunidade de assessorar o quadro social nos anos de 2003/2004 também realizando a função de orientador de jogos neste mesmo período.

Em 2004 fui eleito Conselheiro do Grêmio pela primeira vez e em 2010 meu mandato foi renovado novamente.

Nas eleições para a diretoria do Grêmio no biênio 2009/2010 e 2013/2014 tive a honra de ser escolhido como candidato do MGN para o cargo de integrante do Conselho de Administração.

Dentro do Conselho Deliberativo participei da Comissão relativa ao Projeto Arena e também da Comissão Especial de Reforma Estatutária.

Em 2011 fui convidado pelo então Presidente Paulo Odone e sua diretoria para assumir a função de diretor político jurídico do Grêmio, onde tive a oportunidade de liderar um grupo de Conselheiros Advogados que, juntamente com os advogados remunerados do Grêmio, conduziram o processo de transferência das diversas modalidades associativas do Grêmio do Olímpico para a Arena.

MGN- Quais as contribuições mais importantes que o Grêmio Novo trouxe ao Grêmio ao longo dos anos de existência do movimento?

Acredito que a principal contribuição que o MGN trouxe para o Grêmio foi mostrar para o associado comum do clube que era possível sim, com vontade e organização, participar da vida política e administrativa do Grêmio. Acho que o movimento foi fundamental para mostrar que o Grêmio não era de poucas pessoas, que as decisões importantes não poderiam mais ser tomadas pela vontade de uma minoria. O Grêmio precisa olhar mais para seu associado, escutar mais o mesmo e trazer ele para compartilhar as decisões do clube. Como diria nosso colega de MGN Jeferson Thomas após a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as eleições proporcionais para o Conselho Deliberativo e eleições da Diretoria do Clube pelos seus associados.  “Se hoje o MGN deixasse de existir e eu deixasse de ser Conselheiro do Grêmio, sairia de cabeça erguida e feliz, pois nossa principal missão estaria cumprida”.

Claro que as contribuições para o Grêmio não se resumem apenas nisso, mas sem dúvida nenhuma isso foi o principal para que o clube possibilitasse a participação de novos dirigentes e pudesse comemorar o fato de possuir mais de 60 mil associados. Nossa contribuição não parou por ai e nem ira parar, tenho orgulho em dizer que o MGN possui em seus quadros gremistas de muita competência e que sempre que assumiram desafios no Grêmio desempenharam bons trabalhos. Posso destacar dentre tantos o trabalho desenvolvido por Sérgio Bombassaro, Ronei, Jorge D’avila, André Morini e Lucas Sacchet no quadro social, reestruturando e preparando o mesmo para poder oferecer um serviço de qualidade para os mais de 60 mil sócios hoje existentes. O trabalho desenvolvido na condição de integrante do Conselho de Administração do Grêmio desempenhado pelos colegas Jorge Bastos e Eduardo Antonini. O trabalho desenvolvido na ouvidoria por Evandro Janovik, bem como a dedicação desempenhada por Gabriel Mello no auxilio a área administrativa do Grêmio. Esta é uma pequena amostra de tudo que o MGN já contribuiu para o nosso Grêmio nestes quase 13 anos de existência. Sem contar ainda a participação ativa de nossos conselheiros nas comissões que os mesmos representam no Conselho Deliberativo e o trabalho do secretário geral do Conselho, Luciano Brasil.

MGN- Você acompanhou o desenrolar do Projeto Arena desde o seu embrião. Comente um pouco quando a idéia de construir este fantástico estádio foi tomando corpo.

Com relação ao projeto Arena realmente tive uma participação muito atuante, pois acompanhei de perto quando este assunto iniciou em nosso Grêmio, no ano de 2006, quando o associado e integrante no MGN, Francisco Dal Forno, apresentou, ao então Vice-Presidente Jorge Bastos, os representantes da empresa Amsterdam Arena Advisory que tinham interesse em apresentar ao Grêmio uma proposta de construção de um estádio moderno (Arena).

Depois esta idéia, na época impensável, amadureceu e criou forma na segunda gestão do Presidente Paulo Odone, que teve na liderança de todo o projeto o então Vice-Presidente Eduardo Antonini, dirigente que soube conduzir e ainda está conduzindo este projeto, que hoje é uma realidade, com extrema competência para orgulho de todos nós gremistas.

Além de acompanhar todo o projeto arena nas gestões do presidente Paulo Odone em que o movimento Grêmio Novo teve a oportunidade de conduzir o mesmo, tive também a honra de fazer parte da Comissão criada no Conselho Deliberativo para acompanhar o desenvolvimento do Projeto Arena e nesta comissão acompanhei a evolução ao longo de todos estes anos daquilo que era somente um projeto, passando pelos contratos, pelas aprovações no Conselho Deliberativo até a assinatura final da documentação que selou a parceria existente hoje entre Grêmio e a construtora OAS.

Ao contrário de uma minoria de Gremistas, tenho orgulho de ter atuado de forma direta neste projeto que hoje é uma realidade e que tenho certeza que é um divisor de águas na vida de nosso Grêmio para melhor.

Neste momento o que mais me preocupa é se realmente iremos conseguir realizar essa transição institucional do Grêmio para a arena, assim como já foi realizada a transição do associado para a mesma, pois se a empresa OAS conseguir cumprir o contrato no prazo determinado, a Arena será entregue para o Grêmio 100% pronta no dia 31 de março de 2013. Será que o Grêmio conseguirá fazer a sua parte e realizar a migração institucional nesta data? Espero que sim.

MGN- Qual sua expectativa para 2013 onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?

Com relação ao nosso time estou otimista, pois entendo que a nova administração teve a sabedoria de manter o técnico e a base de time do ano de 2012, acrescentando ao mesmo qualidade e experiência com a contratação de Vargas, Cris, André Santos e Barcos. Entendo que para campeonatos curtos como Copa Libertadores, Copa do Brasil este time tem grandes possibilidades de conquistar títulos, entretanto para campeonatos longos, como o Brasileirão, acredito que ainda precisamos de peça de reposição mais qualificadas, principalmente no setor defensivo e no setor de criação (leia-se, reserva para Elano e Zé Roberto). Com um time bom, uma Arena espetacular só falta mesmo o torcedor do Grêmio abraçar a causa para transformar a Arena em um verdadeiro caldeirão.

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.

A mensagem que eu deixaria para o Associado do Grêmio é que ele tenha consciência que a participação vai muito além de simplesmente torcer para o Grêmio em dias de jogos, pois não tenho dúvidas de que o nosso Grêmio irá retomar o caminho dos grandes títulos se tiver um quadro associativo atuante que participa da vida política e administrativa de nosso clube, fiscalizando e cobrando nossos dirigentes. Nunca esqueçam que no futebol chegar ao topo não é difícil, difícil sim é conseguir permanecer no mesmo. Nós do MGN seguiremos na luta para que nosso clube permaneça nos trilhos de uma boa gestão administrativa e financeira para que esta base possibilite o clube conquistar títulos e permanecer no topo para sempre.

MGN Entrevista – Thiago Brum

O entrevistado de hoje é nosso integrante Thiago Brum, Administrador de Empresas e blogueiro do Grêmio:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

Um jogo que foi muito marcante por todo o contexto foi aquele Grêmio x Guaraní-PAR pelas oitavas da Libertadores de 1997. Aquilo não foi jogo, foi um filme de terror! Me lembro que meu irmão a recém tinha se recuperado de um acidente e ele foi junto comigo, mais o meu padrinho e meu pai. Foi tensão o tempo todo: tínhamos perdido no Paraguai, o jogo estava 1×1 e, quando tudo parecia acabado, o Rodrigo Gral fez um gol aos 47 do 2º tempo. O estádio veio abaixo! Nas cobranças de pênaltis, foi um erro atrás do outro e ganhamos pelo “gordo” placar de 2×1. Meu padrinho quase teve um ataque do coração nas cadeiras e a gente não sabia se acudia ele ou meu irmão. Foi uma zona! Mas passamos. Aos trancos e barrancos, mas passamos. Pena que a felicidade durou pouco, já que caímos diante do Cruzeiro na fase seguinte. Mas com certeza, aquele jogo foi muito diferente.

MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?
Um dos principais motivos de estar no MGN é que dentro do Movimento todos têm voz para expressar suas opiniões livremente. É um grupo multidisciplinar e muito qualificado de pessoas que se dedicam e trabalham em prol do Grêmio. Fui muito bem acolhido e rapidamente consegui conquistar grandes amizades aqui. Dentro do MGN, mesmo em momentos onde algumas ideias divergem, todos têm maturidade para discutir seus pontos de vista sempre respeitando uns aos outros, tornando o movimento verdadeiramente democrático. E esta liberdade de pensamento e expressão é pra mim o motivo mais forte de me manter como parte do Grêmio Novo.

MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?
Entrei no MGN a convite do Odorico Roman e do Valdomiro Rischtter que, infelizmente, não fazem mais parte dos nossos quadros. Desde que entrei, procurei focar nos assuntos relacionados a gestão do clube, especialmente nas áreas de Planejamento Estratégico e Tecnologia da Informação. Por ser Administrador de Empresas por formação trabalhar na área de negócios relacionados a TI, procurei agregar com minha experiência de mercado para propor melhoria de processos, visando atender melhor os torcedores e sócios em geral. Um dos resultados dos meus “pitacos” foi minha participação em um grupo que fez a análise da infraestrutura de TI necessária para a Arena. Foi um esforço muito específico e de curta duração, mas já me deu uma oportunidade bacana de trazer percepções diferentes sobre o assunto a fim de auxiliar na tomada de decisão do clube.

MGN- A profissionalização do departamento de futebol e demais áreas do Grêmio. Qual tua opinião sobre o tema? Como vê o estágio atual do clube neste processo?
Fazendo uma análise fria, penso que falar em profissionalização no ano de 2013 é estar atrasado em relação à história. O Grêmio e tantos outros clubes do Brasil não tiveram a capacidade e a competência de acompanhar as mudanças na forma como os torcedores e entusiastas do esporte consomem o “produto futebol”. Em um mercado tão focado na exposição da marca como temos hoje, é necessário que o Grêmio tenha uma estrutura tática e operacional altamente especializada de ponta a ponta para se expor mais e consequentemente agregar mais receitas. Muito se fala em montar times competitivos para conquistar campeonatos. Mas o que muitas vezes as pessoas não veem é que um time em condições de ganhar uma Libertadores, por exemplo, é apenas o final do processo. Antes disso são necessárias várias atividades que passam desde marketing e quadro social, até TI, comunicação, jurídico, etc. E são estas “atividades meio” que vão sustentar/influenciar a cadeia de valor que o clube vai propor a sua torcida.
Vejo o Grêmio hoje muito mais organizado a nível de gestão do que no passado, mas ainda muito aquém do que podemos fazer. Ainda vivemos muito presos ao componente político o que gera incertezas quanto a continuidade de um plano estratégico de gestão a longo prazo.Isto afeta muitos, senão todos os processos de suporte do clube, gerando impacto justamente no futebol. Houve recentemente o Fórum de Debates e um protocolo de intenções com diretrizes a ser seguidas pelas futuras gestões independente de vertente política. Já é um avanço mas, sinceramente, é muito pouco pois ainda depende da boa vontade política de quem assume. Precisamos que haja uma mudança cultural radical em relação a gestão do Grêmio, que ele seja gerido de maneira holística, para que a repetição e aprimoramento dos processos torne o clube cada vez mais eficiente e eficaz, dando subsídio pra que os resultados de campo sejam um reflexo destes avanços.

MGN- Você é um dos blogueiros gremistas. Fale um pouco desta atividade e comente a interação com o torcedor e associado do Grêmio.
Começamos em 2009 um blog chamado Azul, Preto e Branco. Foi logo após aquele jogo contra o Cruzeiro que deu problemas com a BM no Olímpico. Nisto, um grupo de amigos se reuniu e decidimos criar um blog para reclamar das atitudes da direção na época daquele jogo. No entanto, vimos que tínhamos potencial para fazer muito mais e ser uma alternativa pra torcida em relação a informações sobre o Grêmio. Logo após criarmos o nosso blog, conhecemos outros blogueiros e disto nasceu o BloGrêmio, com o intuito de juntar blogueiros identificados com o Grêmio. Nosso objetivo sempre foi o de tentar promover o clube e fazer com que a torcida se mobilizasse em torno do time. Temos uma interação bastante interessante por meio dos blogs, mas ela é mais forte no Twitter, onde as pessoas acabam nos encontrando e trocando ideias. Esta experiência de troca com as pessoas é muito proveitosa. Damos e recebemos feedbacks das nossas opiniões o tempo todo. Claro que, nem sempre nossas opiniões são bem recebidas, o que é normal em um meio onde tua existência se resume a um avatar e algumas linhas de texto. Mas, no geral, este contato com nossos irmãos de Gremismo nos proporciona saber o que as pessoas estão pensando e, em cima disto, pensar no que o clube podia fazer de melhor para agradar a nós Gremistas.

MGN- No ano de 2013 teremos Libertadores e o fator Arena. Qual sua expectativa?
Penso que o Grêmio tem a faca e o queijo na mão para ganhar a Libertadores deste ano. Temos uma boa base de time que terminou a temporada passada de maneira satisfatória, se considerarmos o cenário do início de 2012. Temos o estádio mais moderno da América Latina: um caldeirão para 60 mil pessoas empurrarem o Grêmio pra dentro dos adversários. Também temos reforços importantes somados ao elenco. E temos no comando o homem que já nos deu duas Libertadores. Com tudo isto, não tem como a expectativa ser menor. Queremos o Tri da Libertadores e, espero que no fim do ano conquistemos o Bi Mundial no Marrocos!

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.

É importante que a torcida esteja irmanada com o time. Mas isto não significa apenas ir apoiar no estádio e alentar nossos atletas enquanto estão em campo. Quanto mais os torcedores buscarem participar do dia a dia do clube, mais forte iremos nos tornar. Vejo muitas vezes uma torcida ansiosa, com fome de títulos , mas por não entender um pouco melhor como esta “caixa preta” chamada Grêmio funcionam, se deixam influenciar por intrigas, fofocas, feitas por pessoas com interesses excusos, mesmo que o principal objetivo seja tão somente tumultuar. Portanto, torcedor, participe, associe-se se ainda não é sócio, pois a tua participação na vida do Grêmio é extremamente importante pra que possamos triunfar novamente.

MGN Entrevista – Flávio Ribeiro de Vasconcellos

O entrevistado de hoje é nosso integrante Flávio Ribeiro de Vasconcellos, conselheiro do Grêmio FBPA, membro da Comissão Eleitoral do Conselho Deliberativo, e um dos diretores da Escolinha de Futebol na gestão 2011/2012:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

Na realidade foram dois jogos inesquecíveis. O primeiro Gremio 0×1 Ponte Preta. Estávamos eu, meu pai e meu irmão, e assistimos ao jogo sentados nas arquibancadas das cadeiras cativas, haja vista que, não conseguimos ter acesso aos nossos assentos, pois havia cerca de 97 mil pessoas. Foi um jogo emblemático, e apesar da derrota, nos classificamos para a grande final. O outro, sem dúvida alguma, foi àquela noite de Julho/1983, quando o GFPA sagrou-se campeão da América pela primeira vez. Eu tinha  15 anos de idade,  assisti ao jogo das sociais, quando o César fez o gol de cabeça, que nos deu o título continental. Foi um jogo muito tenso, numa noite muito fria e úmida, mas que estava com uma energia altamente positiva, e não tinha como deixarmos escapar o título.

MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?

Eram os idos de 2004, assistia àquela campanha horrorosa de nosso imortal no Brasileiro, onde fatalmente cairíamos. Em 2005, enquanto levava meus dois filhos (na época com 6 10 anos) ao Olímpico, via jogos muito ruins e desanimadores, e pensava: sou associado desde criança – 1977 – como será que posso ajudar o meu clube, além de só pagar a mensalidade. Foi quando surgiu o MGN, conhecido por mim através das panfletagens que eram feitas nas sociais. Fui a uma reunião de novos, onde estavam presentes uns 7 ou 8 integrantes do MGN, dentre os quais, um Diretor do QS (Sérgio Bombassaro) e um Vice-Presidente (Jorge Bastos), onde passaram aos associados comuns como eu, mais os amigos Luciano Brasil e o Maneca, a real e calamitosa situação do clube.  Ante a transparência e a forma amplamente democrática como fui recebido, resolvi entrar no MGN e tentar ajudar o clube.

MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?

Inicialmente, procurei ajudar o Presidente da época, o Rodrigo Karan, na Comissão de Eventos, ajudando na organização de eventos do MGN, como festas, panfletagens, ações sociais e etc. No segundo ano, passei a integrar a Comissão Jurídica (minha área) onde fui responsável por auxiliar na elaboração de várias proposições e projetos que o MGN apresentava no CD. Dentre estes, destaco a proposta de redução da claúsula de barreira, (apresentada pelo MGN por três vezes),  o de Conselheiro Jubilado (ainda não deliberado no CD) , o Regimento Eleitoral, e a proposta de levar votação da A.G.Sócios  para o interior do Estado, em cidades pólos. Em 2007 tornei-me Conselheiro do clube, e passei a me inteirar ainda mais dos problemas do clube, a fim de lançar proposições. Sinto muito orgulho de ter faltado apenas a duas sessões do CD, sendo uma Sessão Solene de Aniversário (por questão profissional) e outra sessão de apresentação de balancete (por estar com meu filho de 2 anos a época, baixado em Hospital). Da mesma forma, fui em todas as sessões que debateram e aprovaram o projeto Arena (foram umas 15) , bem como, um dos 81 Conselheiros que se dignificaram a comparecer na ante-sala da Presidência (por três tardes seguidas), para conhecer bem o Projeto Arena, seus contratos, tirando e dirimindo todas minhas dúvidas e incertezas, na época com o Cristiano Koeller e o companheiro de MGN, Eduardo Antonini. Após isto, fui Secretário Geral do MGN, trabalhando no auxílio da Diretoria, visando o crescimento e o fortalecimento do MGN junto ao GFPA e seu Conselho.  No começo de 2010, fui convidado pelo Presidente do CD Raul Régis, a integrar a Comissão Eleitoral do clube, a qual integro até esta data.

MGN- Conte sobre o seu trabalho na Direção da Escolinha de Futebol do Grêmio.

Quando entrei no MGN, o meu filho Guilherme, de 7 anos, havia acabado de entrar no Grupo A da escolinha do GFPA, e por lá permaneceu  até os seus 15 anos. Inicialmente, passei a colaborar como voluntário na Escolinha, como Orientador de Equipe nos Grupos B, C e D e Coordenador. Após a eleição do Presidente Paulo Odone na eleição de 2010, fui convidado juntamente com os companheiros Fábio Andretta, Tomás Hartmann e Nílton César Lima, a trabalhar na Escola de Futebol do GFPA, onde fiquei responsável pela parte Administrativa e Técnica. Foram realizadas várias e significativas melhorias, dentre as quais destaco: reformulação de todo o organograma funcional dos colaboradores da Escola, de acordo com o novo Planejamento de Cargos e Salários implementado pelo clube; investimento na qualificação dos funcionários com função de Coordenação e Supervisão; mudança  na forma de disputa do campeonato interno; alto investimento nas seleções Sub-10 e Sub-11, com a participação destas em vários campeonatos – inclusive torneios Internacionais na Argentina e no Uruguai; valorização do Projeto Tricolor (selecionado das Equipes da Escolinha); reforma física dos campos e instalações físicas do vestiário, Wcs e outros.

MGN- Quais os resultados obtidos por nossa Escolinha durante a gestão 2011/2012.

Procurou-se adequar os treinamentos semanais da Área Recreativa, com a mais moderna metodologia técnica das Escolas de Futebol, realizando oficinas de treinamento com 12 a 15 alunos no máximo por  monitor, o que resultou numa performance melhor e mais aprimorada do trabalho empreendido, e consequentemente, uma evolução técnica mais rápida e apurada dos alunos durante já os primeiros meses do trabalho.

Já na Área Competitiva (Seleções e Projeto), procuramos implementar o sistema de treinamento mais aproximado possível do realizado pela base, a partir da equipe Sub-12, a fim de que, os garotos que fossem aproveitados nos selecionados da Base de Eldorado do Sul – promovidos da nossa Seleção Sub-11 – , sentissem o mínimo possível as mudanças do ambiente e principalmente, a forma dos treinamentos.  Destaco ainda, a participação com êxito de nossas seleções em Torneios Internacionais – Argentina em 2011 e Uruguai 2012 – , fazendo com que os jovens atletas e nossa Comissão Técnica, acumulem experiência e vivência do futebol em outros países, o que com certeza, os deixou muito mais “preparados” e “cascudos” , para enfrentar os anos seguintes de Categoria de Base.

MGN- Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar a Comissão para Assuntos Eleitorais do Conselho Deliberativo? Qual a importância desta comissão, no momento em que o clube se democratiza com a redução da cláusula de barreira e votação por correspondência?

Foi uma honra poder contribuir de Uma forma tão importante para o clube, nestes três anos, trabalhando nas eleições de 2010 e de 2012. É uma Comissão plural e amplamente qualificada, onde buscamos sempre a valorização do associado, destacando a sua importância na participação da vida do clube. Entendo que, quanto maior for à  democracia do clube, visando a escolha de seus Conselheiros e Dirigentes, menor será a chance de erro. Não é crível que um clube do tamanho do GFPA, tenha decidido seu norte e destino, por meia dúzia de cardeais e/ou, por 300 Conselheiros, apenas. E para isto, mister se faz, uma Comissão Eleitoral forte, isenta e qualificada, como a que trabalhou nestes últimos três anos pelo clube, capitaneada pelo Conselheiro Francisco José Moesch.  Tivemos uma eleição no final de 2012, entre dois dos maiores Presidentes do clube, onde excetuando alguns pequenos excessos, foi feita no mais alto nível e da forma mais democrática possível. A única frustração minha, foi não termos levado a eleição para cidades pólos do interior  de forma física – por falta de estrutura do TRE – e a votação pela Internet .  Mas o fato de termos efetuado a votação por correspondência, já foi um grande avanço, pois democratizou ainda mais o clube, com uma grande participação do associado (6.000 votos pelos Correios) .

MGN- O Grêmio intensificou o processo de profissionalização no clube nos últimos anos. Qual o seu comentário a respeito disso? Estamos ainda longe do cenário considerado ideal?

O clube – seus dirigentes e Conselheiros – tem de atualizar e principalmente, fazer os Conselhos de Administração que se suscedem, cumprir rigorosamente os ditames do Planejamento Estratégico proposto, mantendo os Executivos remunerados que tenham atingido as metas propostas, independente da gestão que entra ou que sai. A manutenção destes profissionais, como por exemplo a Colaboradora Márcia Bortolon no QS e Christina Muniz no Planejamento, por vários anos, garante uma melhor continuidade da gestão administrativa. No entanto, acho que o GFPA precisa dar urgentemente, um choque de gestão na esfera financeira, que a meu ver, ainda é muito precária e desorganizada.  Nas demais áreas – Futebol, QS, Jurídica, MKT e Base – temos não só que manter, mas principalmente, ampliar o trabalho profissional – cobrando as metas traçadas pelo CA, sempre em consonância com o Planejamento Estratégico traçado e aprovado pelo CD visando os próximos 10 anos do clube.

MGN- Qual sua expectativa para 2013, onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores, empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?

Espero que a gestão do Presidente Fábio Koff, consiga inicialmente, resolver esta questão da Gestão Financeira do clube, com a inteira profissionalização dessa área, com o auxílio direto do CA eleito (que possui pessoas qualificadas e preparadas para este fim) e aproveite bem os novos recursos advindos de receitas da Arena. Já com nossa atividade FIM – o Futebol – que o nosso Presidente consiga cumprir suas promessas de campanha – manutenção da maior parte do elenco com pelo menos cinco contratações pontuais (atacante de velocidade, Zagueiro Xerifão, mais um armador de qualidade, e laterais), visando a formação de um ótimo elenco e um grande time, para que consigamos o TRI da América, com o que, o o GFPA estará recuperando sua característica de clube vencedor e de vanguarda, aqui no RS.

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor

Que o associado continua “fiel e parceiro” do clube, pois só com os recursos do QS e uma ampla utilização da Arena, é que o nosso GFPA vai auferir boas receitas e por  conseguinte, montar boas equipes, para conquistarmos grandes títulos nos cenários nacional e internacional, quiçá, ainda em 2013, no primeiro ano de nossa Gloriosa Arena. Saudações Tricolores, com um ano recheado de títulos para nosso amado Grêmio e para toda nação gremista.

MGN Entrevista – Pablo Rodrigo Nicolau

O entrevistado de hoje é o novo presidente do Movimento Grêmio Novo, o conselheiro do Grêmio Pablo Rodrigo Nicolau. Eleito para presidir o MGN no biênio 2013/2014:

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.

São vários jogos, mas lembro de dois em especial. A final do Brasileiro de 96, contra a Portuguesa é um deles. Aquele título foi a coroação de uma era vitoriosa do clube. Não adiantou de nada o País inteiro torcer contra o Grêmio. Era a taça que aquele grupo ainda não tinha conquistado, além de ser um campeonato que não ganhávamos há muito tempo. Outra partida é a final da Copa do Brasil de 2001. O chocolate no Corinthians, em pleno Morumbi, provou para todos que o Grêmio não é somente um clube que tem suas conquistas baseadas no “futebol força”. Aquele time, além da raça, tinha muita técnica. Fugia do padrão ao qual a torcida tricolor está acostumada – não tínhamos, por exemplo, o centroavante “de área”, fixo -, mas era um timaço. Zagueiros que impunham respeito e tinham muita técnica, time com velocidade, cultura tática. Um verdadeiro cano.


MGN – Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento? Pode contar um pouco da tua história no MGN?

Ingressei no MGN no início de 2008. Basicamente, queria deixar de contribuir com o clube sendo “apenas” um associado que comparece a todos os jogos. Acreditava que existia a chance de conhecer e fazer parte do processo de decisões administrativas do clube. Recebia sempre pela internet e nos jogos os informativos do MGN. Identificava-me com as bandeiras defendidas pelo grupo – democracia, profissionalismo, valorização da participação do associado – e resolvi participar de uma Reunião de Novos, evento que o grupo realiza periodicamente para recepcionar torcedores e sócios interessados em conhecer o MGN. A partir de então, e da acolhida que tive do grupo, minha participação internamente teve uma evolução natural. Em 2009 passei a colaborar oficialmente com a Comissão de Comunicação e nos dois últimos anos exerci o cargo de Vice-Presidente desta área.

MGN – Porque encaraste o desafio de presidir o MGN? Quais as principais bandeiras que defenderá na sua gestão?

Não costumo fugir dos desafios que são impostos. Mas, antes de ser um desafio, ocupar o cargo de Presidente do MGN é uma grande responsabilidade. Somos um movimento que teve seu início nas sociais do Olímpico, sem qualquer tipo de apadrinhamento político e hoje temos uma das maiores representações no Conselho Deliberativo do clube. Independente das pessoas que estavam, estão ou estiverem à frente da gestão do clube, nosso compromisso será sempre o de colaborar, de forma construtiva e responsável, com o crescimento da instituição Grêmio FBPA. Isto é o que sempre caracterizou o MGN ao longo dos seus quase 13 anos de existência. Estes dois próximos anos são muito importantes na vida do clube. Temos o início da operação na Arena, além de eleições e definições políticas significativas tanto em 2013 como em 2014. Isto só aumenta a responsabilidade de ocupar este cargo. As bandeiras a serem defendidas – não por mim, mas pelo MGN – são as já comentadas acima. Não há como ser diferente.

MGN – Você desempenhou o cargo de vice-presidente de Comunicação do MGN. Qual sua opinião sobre a forma do uso das redes sociais por partes de conselheiros do clube?

Esta é uma questão que inclusive já levantou uma série de polêmicas nas redes sociais ao longo de 2012. Creio que o clube – como todos os outros, na verdade – não está totalmente preparado para esta nova realidade. Hoje, a informação circula com uma velocidade absurda, e entendo que as instituições devem se adequar e se preparar para esta mudança. Defendo a maior transparência possível na relação clube – torcedor, em especial com o seu associado. Porém, entendo que algumas informações ainda devam ser tratadas com maior cuidado. A chamada “economia interna”, que é cada vez mais difícil de ser mantida hoje em dia. Não acho que seja produtivo, por exemplo, que dados de reuniões do Conselho Deliberativo sejam informados por conselheiros durante as próprias sessões. No meu entender, estas informações deveriam ser repassadas de forma oficial pelo clube, se este assim o entendesse necessário. Mas este é um tema controverso, e que, honestamente, entendo que deve ser debatido pelo clube para que seja criado, eventualmente, um regramento para a questão.

MGN - O Grêmio é hoje um clube pacificado politicamente? Comente um pouco sobre isso.

Creio que estamos a caminho da pacificação. Totalmente pacificado, não podemos afirmar que está. A falta de títulos de maior relevância nos últimos anos, infelizmente, contribui para este ambiente nem sempre pacífico. Felizmente, boas iniciativas surgiram nos últimos anos na tentativa de aproximar pessoas que, de fato, querem contribuir para a evolução do clube. O Fórum de Debates, que reuniu ao longo de 2012 representantes de todos os movimentos políticos, é o maior exemplo. Foi uma iniciativa extremamente válida e que, pessoalmente, entendo que deve continuar nos próximos anos. Além desta e de outras iniciativas, é nítido que um número cada vez maior de associados – muitos impulsionados pelas redes sociais, – está demonstrando interesse em participar, propor, questionar e, principalmente, colaborar com o Grêmio. Este interesse do associado pelos assuntos do clube é imprescindível para que a evolução administrativa seja possível e, mais importante ainda, é que há o entendimento nítido por parte destes novos agentes de que esta evolução só será viável com a pacificação política. É fundamental que novas lideranças sejam consolidadas no clube nos próximos anos, e para isto é imprescindível que todos nós que vivemos o ambiente político tenhamos maturidade o suficiente para reconhecer estes nomes e impedir que pessoas com grande competência sejam “queimadas” antes mesmo de terem a oportunidade de contribuir com o Grêmio.

MGN – Qual sua expectativa para 2013, onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores, empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?

A expectativa é a melhor possível. Mesmo com algumas reconhecidas carências, creio que o plantel vem com uma base no mínimo razoável de 2012. A comissão técnica, como desejada pela maior parte da torcida, também foi mantida. A Arena deve ser um diferencial ao longo do ano, devendo impulsionar ainda mais a nossa já espetacular torcida. Algumas críticas que são vistas especialmente nas redes sociais são normais, até pela ansiedade do torcedor. Mas, pelo que posso acompanhar, tenho confiança de que entraremos em condições de disputar de igual para igual todas as competições ao longo do ano. Nós, como torcedores, necessitamos demais de um título importante. E nada melhor para marcar o primeiro ano de Arena do que a conquista de uma Libertadores, esta que é e sempre será a nossa obsessão.

MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.

Que o torcedor gremista continue sempre demonstrando este amor e devoção ao clube de uma forma como nenhuma outra torcida consegue igualar. Este clube que faz parte das nossas vidas prepara-se para viver um novo momento, o início de uma nova era com a inauguração de nossa Arena. Mais do que a nossa nova casa, porém, precisamos é da força de nossa torcida ao longo do ano. E tenho certeza de que a Nação Tricolor está consciente do papel que terá de desempenhar, especialmente na campanha da Libertadores. Dias 30 já temos nosso primeiro desafio e transformaremos a Arena em um caldeirão, para os equatorianos e para os demais que vierem na sequência.

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