O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Fornasier, Gerente de Processos e Qualidade:

O entrevistado de hoje é nosso integrante Tomás Hartmann, Advogado e conselheiro do Grêmio:
O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Karan, Advogado e conselheiro do Grêmio:

O entrevistado de hoje é nosso integrante Thiago Brum, Administrador de Empresas e blogueiro do Grêmio:
O entrevistado de hoje é nosso integrante Flávio Ribeiro de Vasconcellos, conselheiro do Grêmio FBPA, membro da Comissão Eleitoral do Conselho Deliberativo, e um dos diretores da Escolinha de Futebol na gestão 2011/2012:
MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.
Na realidade foram dois jogos inesquecíveis. O primeiro Gremio 0×1 Ponte Preta. Estávamos eu, meu pai e meu irmão, e assistimos ao jogo sentados nas arquibancadas das cadeiras cativas, haja vista que, não conseguimos ter acesso aos nossos assentos, pois havia cerca de 97 mil pessoas. Foi um jogo emblemático, e apesar da derrota, nos classificamos para a grande final. O outro, sem dúvida alguma, foi àquela noite de Julho/1983, quando o GFPA sagrou-se campeão da América pela primeira vez. Eu tinha 15 anos de idade, assisti ao jogo das sociais, quando o César fez o gol de cabeça, que nos deu o título continental. Foi um jogo muito tenso, numa noite muito fria e úmida, mas que estava com uma energia altamente positiva, e não tinha como deixarmos escapar o título.
MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?
Eram os idos de 2004, assistia àquela campanha horrorosa de nosso imortal no Brasileiro, onde fatalmente cairíamos. Em 2005, enquanto levava meus dois filhos (na época com 6 10 anos) ao Olímpico, via jogos muito ruins e desanimadores, e pensava: sou associado desde criança – 1977 – como será que posso ajudar o meu clube, além de só pagar a mensalidade. Foi quando surgiu o MGN, conhecido por mim através das panfletagens que eram feitas nas sociais. Fui a uma reunião de novos, onde estavam presentes uns 7 ou 8 integrantes do MGN, dentre os quais, um Diretor do QS (Sérgio Bombassaro) e um Vice-Presidente (Jorge Bastos), onde passaram aos associados comuns como eu, mais os amigos Luciano Brasil e o Maneca, a real e calamitosa situação do clube. Ante a transparência e a forma amplamente democrática como fui recebido, resolvi entrar no MGN e tentar ajudar o clube.
MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?
Inicialmente, procurei ajudar o Presidente da época, o Rodrigo Karan, na Comissão de Eventos, ajudando na organização de eventos do MGN, como festas, panfletagens, ações sociais e etc. No segundo ano, passei a integrar a Comissão Jurídica (minha área) onde fui responsável por auxiliar na elaboração de várias proposições e projetos que o MGN apresentava no CD. Dentre estes, destaco a proposta de redução da claúsula de barreira, (apresentada pelo MGN por três vezes), o de Conselheiro Jubilado (ainda não deliberado no CD) , o Regimento Eleitoral, e a proposta de levar votação da A.G.Sócios para o interior do Estado, em cidades pólos. Em 2007 tornei-me Conselheiro do clube, e passei a me inteirar ainda mais dos problemas do clube, a fim de lançar proposições. Sinto muito orgulho de ter faltado apenas a duas sessões do CD, sendo uma Sessão Solene de Aniversário (por questão profissional) e outra sessão de apresentação de balancete (por estar com meu filho de 2 anos a época, baixado em Hospital). Da mesma forma, fui em todas as sessões que debateram e aprovaram o projeto Arena (foram umas 15) , bem como, um dos 81 Conselheiros que se dignificaram a comparecer na ante-sala da Presidência (por três tardes seguidas), para conhecer bem o Projeto Arena, seus contratos, tirando e dirimindo todas minhas dúvidas e incertezas, na época com o Cristiano Koeller e o companheiro de MGN, Eduardo Antonini. Após isto, fui Secretário Geral do MGN, trabalhando no auxílio da Diretoria, visando o crescimento e o fortalecimento do MGN junto ao GFPA e seu Conselho. No começo de 2010, fui convidado pelo Presidente do CD Raul Régis, a integrar a Comissão Eleitoral do clube, a qual integro até esta data.
MGN- Conte sobre o seu trabalho na Direção da Escolinha de Futebol do Grêmio.
Quando entrei no MGN, o meu filho Guilherme, de 7 anos, havia acabado de entrar no Grupo A da escolinha do GFPA, e por lá permaneceu até os seus 15 anos. Inicialmente, passei a colaborar como voluntário na Escolinha, como Orientador de Equipe nos Grupos B, C e D e Coordenador. Após a eleição do Presidente Paulo Odone na eleição de 2010, fui convidado juntamente com os companheiros Fábio Andretta, Tomás Hartmann e Nílton César Lima, a trabalhar na Escola de Futebol do GFPA, onde fiquei responsável pela parte Administrativa e Técnica. Foram realizadas várias e significativas melhorias, dentre as quais destaco: reformulação de todo o organograma funcional dos colaboradores da Escola, de acordo com o novo Planejamento de Cargos e Salários implementado pelo clube; investimento na qualificação dos funcionários com função de Coordenação e Supervisão; mudança na forma de disputa do campeonato interno; alto investimento nas seleções Sub-10 e Sub-11, com a participação destas em vários campeonatos – inclusive torneios Internacionais na Argentina e no Uruguai; valorização do Projeto Tricolor (selecionado das Equipes da Escolinha); reforma física dos campos e instalações físicas do vestiário, Wcs e outros.
MGN- Quais os resultados obtidos por nossa Escolinha durante a gestão 2011/2012.
Procurou-se adequar os treinamentos semanais da Área Recreativa, com a mais moderna metodologia técnica das Escolas de Futebol, realizando oficinas de treinamento com 12 a 15 alunos no máximo por monitor, o que resultou numa performance melhor e mais aprimorada do trabalho empreendido, e consequentemente, uma evolução técnica mais rápida e apurada dos alunos durante já os primeiros meses do trabalho.
Já na Área Competitiva (Seleções e Projeto), procuramos implementar o sistema de treinamento mais aproximado possível do realizado pela base, a partir da equipe Sub-12, a fim de que, os garotos que fossem aproveitados nos selecionados da Base de Eldorado do Sul – promovidos da nossa Seleção Sub-11 – , sentissem o mínimo possível as mudanças do ambiente e principalmente, a forma dos treinamentos. Destaco ainda, a participação com êxito de nossas seleções em Torneios Internacionais – Argentina em 2011 e Uruguai 2012 – , fazendo com que os jovens atletas e nossa Comissão Técnica, acumulem experiência e vivência do futebol em outros países, o que com certeza, os deixou muito mais “preparados” e “cascudos” , para enfrentar os anos seguintes de Categoria de Base.
MGN- Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar a Comissão para Assuntos Eleitorais do Conselho Deliberativo? Qual a importância desta comissão, no momento em que o clube se democratiza com a redução da cláusula de barreira e votação por correspondência?
Foi uma honra poder contribuir de Uma forma tão importante para o clube, nestes três anos, trabalhando nas eleições de 2010 e de 2012. É uma Comissão plural e amplamente qualificada, onde buscamos sempre a valorização do associado, destacando a sua importância na participação da vida do clube. Entendo que, quanto maior for à democracia do clube, visando a escolha de seus Conselheiros e Dirigentes, menor será a chance de erro. Não é crível que um clube do tamanho do GFPA, tenha decidido seu norte e destino, por meia dúzia de cardeais e/ou, por 300 Conselheiros, apenas. E para isto, mister se faz, uma Comissão Eleitoral forte, isenta e qualificada, como a que trabalhou nestes últimos três anos pelo clube, capitaneada pelo Conselheiro Francisco José Moesch. Tivemos uma eleição no final de 2012, entre dois dos maiores Presidentes do clube, onde excetuando alguns pequenos excessos, foi feita no mais alto nível e da forma mais democrática possível. A única frustração minha, foi não termos levado a eleição para cidades pólos do interior de forma física – por falta de estrutura do TRE – e a votação pela Internet . Mas o fato de termos efetuado a votação por correspondência, já foi um grande avanço, pois democratizou ainda mais o clube, com uma grande participação do associado (6.000 votos pelos Correios) .
MGN- O Grêmio intensificou o processo de profissionalização no clube nos últimos anos. Qual o seu comentário a respeito disso? Estamos ainda longe do cenário considerado ideal?
O clube – seus dirigentes e Conselheiros – tem de atualizar e principalmente, fazer os Conselhos de Administração que se suscedem, cumprir rigorosamente os ditames do Planejamento Estratégico proposto, mantendo os Executivos remunerados que tenham atingido as metas propostas, independente da gestão que entra ou que sai. A manutenção destes profissionais, como por exemplo a Colaboradora Márcia Bortolon no QS e Christina Muniz no Planejamento, por vários anos, garante uma melhor continuidade da gestão administrativa. No entanto, acho que o GFPA precisa dar urgentemente, um choque de gestão na esfera financeira, que a meu ver, ainda é muito precária e desorganizada. Nas demais áreas – Futebol, QS, Jurídica, MKT e Base – temos não só que manter, mas principalmente, ampliar o trabalho profissional – cobrando as metas traçadas pelo CA, sempre em consonância com o Planejamento Estratégico traçado e aprovado pelo CD visando os próximos 10 anos do clube.
MGN- Qual sua expectativa para 2013, onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores, empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?
Espero que a gestão do Presidente Fábio Koff, consiga inicialmente, resolver esta questão da Gestão Financeira do clube, com a inteira profissionalização dessa área, com o auxílio direto do CA eleito (que possui pessoas qualificadas e preparadas para este fim) e aproveite bem os novos recursos advindos de receitas da Arena. Já com nossa atividade FIM – o Futebol – que o nosso Presidente consiga cumprir suas promessas de campanha – manutenção da maior parte do elenco com pelo menos cinco contratações pontuais (atacante de velocidade, Zagueiro Xerifão, mais um armador de qualidade, e laterais), visando a formação de um ótimo elenco e um grande time, para que consigamos o TRI da América, com o que, o o GFPA estará recuperando sua característica de clube vencedor e de vanguarda, aqui no RS.
MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor
Que o associado continua “fiel e parceiro” do clube, pois só com os recursos do QS e uma ampla utilização da Arena, é que o nosso GFPA vai auferir boas receitas e por conseguinte, montar boas equipes, para conquistarmos grandes títulos nos cenários nacional e internacional, quiçá, ainda em 2013, no primeiro ano de nossa Gloriosa Arena. Saudações Tricolores, com um ano recheado de títulos para nosso amado Grêmio e para toda nação gremista.
O entrevistado de hoje é o novo presidente do Movimento Grêmio Novo, o conselheiro do Grêmio Pablo Rodrigo Nicolau. Eleito para presidir o MGN no biênio 2013/2014:

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.
São vários jogos, mas lembro de dois em especial. A final do Brasileiro de 96, contra a Portuguesa é um deles. Aquele título foi a coroação de uma era vitoriosa do clube. Não adiantou de nada o País inteiro torcer contra o Grêmio. Era a taça que aquele grupo ainda não tinha conquistado, além de ser um campeonato que não ganhávamos há muito tempo. Outra partida é a final da Copa do Brasil de 2001. O chocolate no Corinthians, em pleno Morumbi, provou para todos que o Grêmio não é somente um clube que tem suas conquistas baseadas no “futebol força”. Aquele time, além da raça, tinha muita técnica. Fugia do padrão ao qual a torcida tricolor está acostumada – não tínhamos, por exemplo, o centroavante “de área”, fixo -, mas era um timaço. Zagueiros que impunham respeito e tinham muita técnica, time com velocidade, cultura tática. Um verdadeiro cano.
MGN – Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento? Pode contar um pouco da tua história no MGN?
Ingressei no MGN no início de 2008. Basicamente, queria deixar de contribuir com o clube sendo “apenas” um associado que comparece a todos os jogos. Acreditava que existia a chance de conhecer e fazer parte do processo de decisões administrativas do clube. Recebia sempre pela internet e nos jogos os informativos do MGN. Identificava-me com as bandeiras defendidas pelo grupo – democracia, profissionalismo, valorização da participação do associado – e resolvi participar de uma Reunião de Novos, evento que o grupo realiza periodicamente para recepcionar torcedores e sócios interessados em conhecer o MGN. A partir de então, e da acolhida que tive do grupo, minha participação internamente teve uma evolução natural. Em 2009 passei a colaborar oficialmente com a Comissão de Comunicação e nos dois últimos anos exerci o cargo de Vice-Presidente desta área.
MGN – Porque encaraste o desafio de presidir o MGN? Quais as principais bandeiras que defenderá na sua gestão?
Não costumo fugir dos desafios que são impostos. Mas, antes de ser um desafio, ocupar o cargo de Presidente do MGN é uma grande responsabilidade. Somos um movimento que teve seu início nas sociais do Olímpico, sem qualquer tipo de apadrinhamento político e hoje temos uma das maiores representações no Conselho Deliberativo do clube. Independente das pessoas que estavam, estão ou estiverem à frente da gestão do clube, nosso compromisso será sempre o de colaborar, de forma construtiva e responsável, com o crescimento da instituição Grêmio FBPA. Isto é o que sempre caracterizou o MGN ao longo dos seus quase 13 anos de existência. Estes dois próximos anos são muito importantes na vida do clube. Temos o início da operação na Arena, além de eleições e definições políticas significativas tanto em 2013 como em 2014. Isto só aumenta a responsabilidade de ocupar este cargo. As bandeiras a serem defendidas – não por mim, mas pelo MGN – são as já comentadas acima. Não há como ser diferente.
MGN – Você desempenhou o cargo de vice-presidente de Comunicação do MGN. Qual sua opinião sobre a forma do uso das redes sociais por partes de conselheiros do clube?
Esta é uma questão que inclusive já levantou uma série de polêmicas nas redes sociais ao longo de 2012. Creio que o clube – como todos os outros, na verdade – não está totalmente preparado para esta nova realidade. Hoje, a informação circula com uma velocidade absurda, e entendo que as instituições devem se adequar e se preparar para esta mudança. Defendo a maior transparência possível na relação clube – torcedor, em especial com o seu associado. Porém, entendo que algumas informações ainda devam ser tratadas com maior cuidado. A chamada “economia interna”, que é cada vez mais difícil de ser mantida hoje em dia. Não acho que seja produtivo, por exemplo, que dados de reuniões do Conselho Deliberativo sejam informados por conselheiros durante as próprias sessões. No meu entender, estas informações deveriam ser repassadas de forma oficial pelo clube, se este assim o entendesse necessário. Mas este é um tema controverso, e que, honestamente, entendo que deve ser debatido pelo clube para que seja criado, eventualmente, um regramento para a questão.
MGN - O Grêmio é hoje um clube pacificado politicamente? Comente um pouco sobre isso.
Creio que estamos a caminho da pacificação. Totalmente pacificado, não podemos afirmar que está. A falta de títulos de maior relevância nos últimos anos, infelizmente, contribui para este ambiente nem sempre pacífico. Felizmente, boas iniciativas surgiram nos últimos anos na tentativa de aproximar pessoas que, de fato, querem contribuir para a evolução do clube. O Fórum de Debates, que reuniu ao longo de 2012 representantes de todos os movimentos políticos, é o maior exemplo. Foi uma iniciativa extremamente válida e que, pessoalmente, entendo que deve continuar nos próximos anos. Além desta e de outras iniciativas, é nítido que um número cada vez maior de associados – muitos impulsionados pelas redes sociais, – está demonstrando interesse em participar, propor, questionar e, principalmente, colaborar com o Grêmio. Este interesse do associado pelos assuntos do clube é imprescindível para que a evolução administrativa seja possível e, mais importante ainda, é que há o entendimento nítido por parte destes novos agentes de que esta evolução só será viável com a pacificação política. É fundamental que novas lideranças sejam consolidadas no clube nos próximos anos, e para isto é imprescindível que todos nós que vivemos o ambiente político tenhamos maturidade o suficiente para reconhecer estes nomes e impedir que pessoas com grande competência sejam “queimadas” antes mesmo de terem a oportunidade de contribuir com o Grêmio.
MGN – Qual sua expectativa para 2013, onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores, empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?
A expectativa é a melhor possível. Mesmo com algumas reconhecidas carências, creio que o plantel vem com uma base no mínimo razoável de 2012. A comissão técnica, como desejada pela maior parte da torcida, também foi mantida. A Arena deve ser um diferencial ao longo do ano, devendo impulsionar ainda mais a nossa já espetacular torcida. Algumas críticas que são vistas especialmente nas redes sociais são normais, até pela ansiedade do torcedor. Mas, pelo que posso acompanhar, tenho confiança de que entraremos em condições de disputar de igual para igual todas as competições ao longo do ano. Nós, como torcedores, necessitamos demais de um título importante. E nada melhor para marcar o primeiro ano de Arena do que a conquista de uma Libertadores, esta que é e sempre será a nossa obsessão.
MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.
Que o torcedor gremista continue sempre demonstrando este amor e devoção ao clube de uma forma como nenhuma outra torcida consegue igualar. Este clube que faz parte das nossas vidas prepara-se para viver um novo momento, o início de uma nova era com a inauguração de nossa Arena. Mais do que a nossa nova casa, porém, precisamos é da força de nossa torcida ao longo do ano. E tenho certeza de que a Nação Tricolor está consciente do papel que terá de desempenhar, especialmente na campanha da Libertadores. Dias 30 já temos nosso primeiro desafio e transformaremos a Arena em um caldeirão, para os equatorianos e para os demais que vierem na sequência.