A Diretoria do Movimento Grêmio Novo vem a público expressar sua preocupação com os últimos acontecimentos envolvendo a gestão de futebol do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
As decisões tomadas pelo Departamento de Futebol, em especial a quarta mudança de treinador em 14 meses, não indicam a existência de um planejamento de longo prazo, tão necessário ao reerguimento do clube.
Além disso, decisões importantes estão sendo tomadas sem consulta a amplos setores do clube, dando-se pouca atenção à opinião dos associados e conselheiros.
O Movimento Grêmio Novo luta por profissionalização, transparência e democracia. A persistir esse quadro, será nosso dever reavaliar o apoio que temos prestado à atual gestão.
Diretoria do Movimento Grêmio Novo
MGN – Lembrança de um jogo inesquecível do Grêmio.
Grêmio 5×0 Palmeiras, pela Libertadores de 1995. Acho que esse jogo deve ter sido inesquecível pra uma infinidade de gremistas da nossa geração, por toda a dramaticidade e teatralidade que existiu nele, com o balé protagonizado pelo Danrlei, a goleada, enfim, quase uma ópera sendo encenada no Olímpico.
MGN – Por que o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento Grêmio Novo?
Sou integrante do movimento desde 2001, num primeiro momento sendo levado a participar de reuniões por vínculos de amizade, sem nem muito bem saber o que poderia acontecer no futuro, já que participação de associados era uma utopia na época. A medida que o tempo foi passando, fomos acreditando um pouco mais em tudo que gostaríamos que acontecesse até que conseguimos nossos objetivos, de participação. A tão sonhada profissionalização ainda está em andamento, mas como um dia, nem sonhávamos em sermos Conselheiros do Clube, quem sabe um dia não tenhamos muito o que dizer sobre a profissionalização plena do clube. Esses fatores que me fizeram acreditar que o MGN era diferenciado. Mas não escolhi o MGN. Não existiam uma serie de escolhas e optei pelo nosso movimento. Como costumo dizer, foi o MGN que me acolheu e a relação foi se desenvolvendo dia a dia. Se hoje eu discordar de alguma coisa e sair do MGN não entraria em nenhum outro grupo, por uma questão de fidelidade com as pessoas que me abriram as portas do Grêmio.
MGN – Conta um pouco da tua história no MGN.
No inicio de 2001, a convite do Rodrigo Karan, fui assistir a uma reunião de “um grupo de torcedores da social” que estavam se reunindo para refletir sobre uma maior participação do associado na vida do Clube. Sendo publicitário, ocupei uma parte do grupo ainda não bem desenvolvida, que era sua comunicação com o associado. A partir dai, contribuí, primeiro como membro depois como Vice Presidente de Comunicação e depois de Marketing, a fazer com que a marca Grêmio Novo se consolidasse na cabeça do torcedor gremista. Procurei fazer com que nossos valores e quem somos fosse bem entendido por todos. Participei das campanhas de renovação do Conselho desde 2004, tendo sido o responsável pela parte criativa de todas essas campanhas. Como Vice Presidente de Marketing, em 2009, fizemos toda uma reformulação nas redes sociais do Movimento, fazendo com que hoje o MGN seja o Movimento que mais cedo e que melhor sabe usar essas ferramentas dentre os grupos organizados do Grêmio.
MGN – Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar a Comissão para Assuntos Relativos ao Marketing do Conselho Deliberativo? Qual o papel efetivo desta Comissão?
Foi uma grande honra ter sido indicado a participar dessa Comissão. Confesso que me decepcionei um pouco, principalmente, por que a função da Comissão é auxiliar o Presidente do Conselho quando de algum tema especifico a ser tratado pelo Deliberativo. Hoje no Clube, estatutariamente, os contratos de marketing, imagem e comercialização são decididos exclusivamente pelo Conselho de Administração, o que deixa a nossa Comissão num limbo entre as instâncias. Pra não ficarmos completamente sem função, tentamos auxiliar o executivo, mas, honestamente, sem muito sucesso. Enfim, creio que a saída seria, ou termos mais uma cara de comitê executivo ou que as demandas de marketing do Clube passem por apreciação do Conselho Deliberativo. Imagino que com a profissionalização do clube em progressão, a primeira alternativa seria a mais indicada, desde que todos os integrantes fossem técnicos no assunto.
MGN – O marketing é uma área sensível para o clube. Quais são as tuas sugestões e propostas para o marketing do Grêmio?
Eu acredito que marketing deva ser feito 24h por dia, todos os dias, em qualquer instituição. Desde a forma como os colaboradores do Clube atendem ao telefone até o visual da nossa camiseta, tudo é contabilizado no tal “valor agregado de marca” que muita gente fala, é “especialista” mas ninguém sabe explicar muito bem o que é. Numa era de mídias digitais, deveríamos ser onipresentes, estar em todos os lugares que possam ser pontos de contato com torcedores, o que hoje ganhou uma escala global. Precisamos acima de tudo saber qual a personalidade da nossa instituição, nossa filosofia, pra saber como nos vendermos e pra quem nos vendermos. Pensar em tendências, ter um grupo permanentemente reunido para pensar no clube daqui a 10, 20, 50 anos… Isso fará com que sejamos inovadores, antecipando movimentos de mercado e capitalizando em cima disso. Marketing deveria ser bem mais do que apenas geração de receita a curto prazo, como apenas arrecadação de Quadro Social. É uma ciência aplicada que deveria ser multidisciplinarizada pra que possamos fazer com que nossa marca não seja pega desprevenida nunca.
MGN – Profissionalização, marketing e participação do associado. Podes falar um pouco sobre esses temas?
O marketing é um descendente direto da profissionalização. Vejo o associado como nosso cliente. Pode ser uma mera questão retórica, que levanta polêmicas por aí, mas vejo como a forma mais respeitosa e comprometida de fazer com que o torcedor seja parte do processo. Não interessa se nosso “consumidor” seja mais fiel do que o consumidor de qualquer outro produto, não é isso que determina um cliente/consumidor/associado. Vendemos um produto, agregado a ele milhares de itens de merchandising e pra isso precisamos de uma cadeia de distribuição até chegar no nosso publico final. E nesse processo precisamos sempre ter em mente o resultado, o melhor produto para que nosso cliente esteja sempre satisfeito e gerando receitas pra que o ciclo continue. O tempero, o gosto disso tudo é a paixão, que faz com que nosso produto tenha um conteúdo muito mais emocional. Mas não vejo nisso um diferencial. Existem cultos a produtos de consumo tão fortemente religiosos quanto a paixão pelo futebol, basta ver o culto a marcas como Apple, por exemplo. Pra esse consumidor, não existem outras marca que dividam a sua atenção, assim como no futebol. Apesar de todos acreditarem que no futebol é diferente, acho que podemos aplicar os mesmos conceitos de qualquer instituição corporativa nele, focando sempre no resultado final, que no nosso caso, são títulos. A grande diferença está no fato de que nosso cliente, faz parte diretamente do espetáculo que vendemos, nos dias de jogo, mas ele só estará lá se entregarmos bons produtos e bons relacionamentos.
MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.
Acredite sempre no nosso clube, na nossa força de marca, na nossa história e tradições e mais do que tudo no futuro, pois estamos pensando um clube para os próximos anos. Mesmo que as vitorias não venham em um curto prazo, o planejamento estratégico quer tornar o Grêmio um dos maiores clubes do mundo novamente. A infra-estrutura para isso está sendo montada, bastando agora começarmos a produzir nossos novos títulos. Muito obrigado pelo espaço!
Retomamos hoje a seção MGN Entrevista. O objetivo deste espaço é apresentar ao associado e torcedor gremista um pouco mais de cada integrante do MGN, suas idéias e visões sobre o Clube. Eventualmente, poderão ser entrevistadas personalidades gremistas que não necessariamente façam parte do MGN.
O entrevistado de hoje é o nosso integrante Jeferson Thomas. Conselheiro do Grêmio, integrante do Conselho Fiscal do Clube e um dos representantes do MGN no Fórum de Debates dos movimentos políticos do Clube.
MGN – Qual o jogo que não sai da memória?
Grêmio 3 x 1 Palmeiras, quartas-de-final do campeonato brasileiro de 1996. Frequento o Olímpico desde 1987 – e, desde então, dá pra mencionar muitos jogos nesse sentido, mas o que referi antes é o que me traz maior carga de emoção. Escrevi até uma crônica publicada há algum tempo atrás num blog de torcedores gremistas (blogremio.blogspot.com/...) com a narrativa deste jogo – mas o mais marcante foi o fato da superação, união e força de vontade vencer qualquer dificuldade. A sintonia que havia entre equipe (tanto coletivamente quanto individualmente), comissão técnica e torcida era como poucas já vistas no futebol. E, como descrevo no texto, a foto de capa da Zero Hora no dia seguinte traduz o sentimento de cada gremista ao final do jogo.
MGN – Por que o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento Grêmio Novo?
Sou um dos integrantes de primeira hora do MGN – e, dessa forma, ajudei a moldar junto com os companheiros de ontem e de hoje o que se tornaram os valores máximos do MGN: transparência e participação, sempre buscando a subsistência e rentabilização do clube através da gestão profissional. Acredito nesses valores como os que representam os principais anseios do associado em relação ao clube – e também entendo que são os que fundamentam uma gestão que permita fortalecer tanto os processo meio (por exemplo, a administração da relação com o quadro social) quanto os fim do clube (vitórias no futebol). Creio fortemente que, aonde o MGN tem condições de aplicá-los, se pratica esses valores quando ocupa espaços dentro do clube – mas, como toda e qualquer estrutura que esteja em constante processo de modernização, ainda há espaço dentro do Grêmio para que essas práticas sejam ainda aperfeiçoadas e aplicadas a pleno para que possamos tornar ainda mais sólida e vitoriosa a instituição.
MGN – Conte um pouco de sua história no MGN.
Como já disse na resposta anterior, sou um dos integrantes de primeira hora do MGN. Só não participei da reunião de fundação do grupo – mas, a partir da primeira reunião, sempre me mantive ativo nas discussões do grupo (alguns diriam que até demais… mas isso faz parte do perfil que tenho: sem ser excessivamente contestador, mas querendo sempre ter uma visão crítica sobre nossas intenções em relação ao que fazemos para que possamos agregar valor no que propomos e queremos fazer pelo clube). Isso data já de 2000… com o correr dos anos, passei por diversas funções dentro do movimento, atuando nas comissões internas de planejamento estratégico, finanças ou como secretário-geral do MGN, dentre outras. Em 2004, fui um dos escolhidos do grupo para participar da chapa que elegeu quatro conselheiros titulares e seis suplentes – e, em 2007, da mesma forma fui um dos escolhidos pelo movimento para ser candidato a conselheito titular. Como corolário dessa atuação, fui escolhido no final de 2009 para concorrer e posteriormente integrar também o Conselho Fiscal do clube.
Dentro do MGN, sempre procurei fazer o contraponto de nossas idéias para que pudéssemos extrair o melhor de todo grupo – muitas vezes, sem contestação não conseguimos evoluir no nosso planejamento e mesmo nas práticas executadas. Esse tipo de conduta, aliás, é o que entendo também que deva ser desenvolvido dentro do clube – proporcionando um ambiente amplo de discussão conceitual de idéias – fazendo com que estas fomentem tanto a manutenção de um planejamento estratégico que contemple todos os cenários em que o Grêmio esteja inserido quanto os desdobramentos e ações que devem ser tomadas para que este planejamento seja colocado em prática. Entendo que essa prática é essenciamente válida dentro de um ambiente de harmonia mínima que deva ser construído ao longo dos próximos anos.
Como conquistas ao longo desse tempo dentro do processo democrático que me deixaram satisfeito, preciso fazer uma menção especial: a queda das cláusulas de barreira (primeiro, a criação da cláusula de 30%, em 2007, e a posterior redução dessa cláusula para 20% em 2011). Fui um dos primeiros defensores dessa idéia dentro do conjunto de propostas do MGN – e, ao vê-las implementadas, já tenho um sentimento de dever cumprido (ou de um dos deveres cumpridos). É claro que essa cláusula pode ser ainda menor – mas esse processo precisa ter maturidade suficiente entre todos os agentes políticos do clube para que seja adotado a pleno.
MGN – Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar o Conselho Fiscal do Grêmio?
Desde que dentro dos limites éticos impostos pela função, claro que sim! Ao longo dos anos, o Conselho Fiscal sempre foi tido pela imprensa e pelo próprio clube como um órgão “referendador” (se é que a palavra existe) das ações já executadas pela administração. Entretanto, as últimas composições desse órgão tem alterado essa prática – fazendo com que este seja realmente um órgão fiscalizador do cumprimento de todos os postulados presentes no Estatuto do Grêmio e nas boas práticas de governança corporativa. Meu sentimento com relação a essa proposta de trabalho é a melhor possível – dado que precisamos ainda evoluir muito nessas questões dentro do clube (não desconhecendo, obviamente, os avanços que as gestões passada e atual já fizeram no sentido da implementação dessas práticas).
MGN – A profissionalização é hoje o problema mais urgente no clube. Como encaras essa questão?
Vejo que existem vários paradigmas para serem rompidos no Grêmio quando se fala de profissionalização. O primeiro, mais urgente, vem sendo quebrado com a contratação de profissionais específicos como determina o Estatuto do Clube. Entretanto, não basta apenas isso para que possamos considerar o clube profissionalizado – e o próximo desafio é estabelecer uma gestão profissional, coordenada entre o Conselho Deliberativo, Conselho de Administração e os executivos do clube (cada um com seu papel específico: o Conselho Deliberativo com o papel de elaboração e acompanhamento constante do planejamento estratégico, o Conselho de Administração do clube determinando quais são as ações a serem praticadas enquanto gestão para o cumprimento desse planejamento e os executivos do clube, comandados pelo CEO, executando as ações determinadas). Pelo que vejo na atual gestão, esse caminho está sendo seguido com a execução do desdobramento do planejamento estratégico – e, agora, devemos (como membros do Conselho Deliberativo) acompanhar os indicadores de desempenho do cumprimento de cada desdobramento para validar esse desempenho – ou, dentro do possível, colaborar na adequação do planejamento para que estes reflitam a realidade tanto do clube quanto dos cenários aonde ele esteja inserido.
Um exemplo claro, para mim, é a Arena e as adequações de projeto que vêm sendo realizadas desde a primeira contratação da OAS – ainda em 2008 até agora. Se conseguirmos fazer isso em todas as áreas do clube, mediante um processo de melhoria contínua, poderemos ter também esse sucesso em outras áreas.
MGN – Uma mensagem final ao torcedor.
O Grêmio só é o gigante que é em função de sua torcida. Não quero dizer aqui que devemos dar o apoio incondicional ao clube – até porque, como comentei antes, se não houver uma análise crítica sobre o que vem sendo feito, não há como evoluir em suas atividades e processos. Entretanto, essa crítica precisa ser despersonalizada – e relacionada diretamente com os pontos que precisam ser melhorados. Digo ao torcedor que procure o seu conselheiro – seja ele de qual grupo pertencer, esteja na situação ou na oposição – para cobrar esse posicionamento de forma a colaborar com o clube. Tenho a certeza de que os companheiros do MGN estarão sempre à disposição para fazer essa ponte e procurar tanto esclarecer as dúvidas dos torcedores quanto levar aos diferentes órgãos representativos do clube as sugestões e idéias propostas – afinal, é esse o papel de um representante eleito pelo torcedor.
Jeferson Thomas tem 38 anos e é administrador formado pela UFRGS, com MBA em Administração em Tecnologia da Informação pela UNISINOS. Atua profissionalmente em gerenciamento de riscos em uma instituição financeira gaúcha, tendo passado por várias áreas de conhecimento ao longo de sua carreira profissional. Dentro dessa atividade, liderou vários fóruns e comitês de discussão no RS sobre gerenciamento de risco e governança corporativa.
O Movimento Grêmio Novo realizou, na última quarta-feira, a sua primeira reunião de trabalho em 2012. O encontro, realizado em um restaurante, assinalou a retomada oficial dos trabalhos do grupo neste ano.
Este será um ano de extrema importância para a história do Grêmio FBPA, principalmente pela transição do Olímpico para a nova casa gremista, a Arena. O Movimento Grêmio Novo, ciente de sua responsabilidade e representatividade no Conselho Deliberativo, na gestão do Clube e da Grêmio Empreendimentos, não irá medir esforços para que as suas bandeiras históricas de democracia, profissionalismo e representatividade do associado perante o clube sejam defendidas e respeitadas ao longo deste e dos próximos anos.
Com a certeza de que dedicação e trabalho não irão faltar, o Movimento Grêmio Novo deseja, também, que 2012 seja o ano de retomada das vitórias e das grandes conquistas tricolores. Para o ano de despedida do Estádio Olímpico, nada melhor do que uma grande conquista para homenagear o palco de nossas maiores glórias.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
O Movimento Grêmio Novo realizou, na última terça-feira, dia 13, uma confraternização de final de ano. O evento, realizado em um restaurante da Capital, reuniu também familiares dos integrantes do MGN.
A ocasião reforçou ainda mais a união do grupo e integrou os familiares que não participam ativamente do MGN, propiciando, assim, uma noite agradável e festiva.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
O Movimento Grêmio Novo promoverá, no dia 19 de novembro, o seminário “A organização profissional do futebol – do roupeiro ao centroavante”. O evento ocorre das 9h às 12h, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255).
A atividade inaugura o projeto “Futebol, que negócio é esse?”, que pretende proporcionar aos interessados no esporte uma série de seminários sobre a gestão estratégica dos clubes de futebol e o panorama do mercado esportivo, de modo a contribuir na formação de profissionais alinhados com as novas tendências de governança das agremiações.
Os painelistas serão o ex-superintendente do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha, e o ex-jogador Sandro Blum, que já atuou em times como Palmeiras, Atlético Mineiro, Juventude e que hoje exerce a função de superintendente do Novo Hamburgo. A apresentação e mediação ficará a cargo do jornalista Carlos Guimarães. As inscrições estão encerradas, pois as 120 vagas oferecidas já foram preenchidas. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail futebolquenegocioeesse@gmail.com e pelo twitter @QNegocioEhEsse
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo