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MGN Entrevista – Rodrigo Fornasier

O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Fornasier, Gerente de Processos e Qualidade:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.

Embora sejam muitos os jogos do Grêmio que ficam na lembrança, que perduram eternamente na memória, os jogos aos quais até hoje consigo reviver em detalhes a emoção do momento são, sem dúvida alguma, as finais da Libertadores da America de 1995 e 2007.

Aquelas finais de 1995 com o primeiro jogo no estádio Olímpico, são a minha primeira identidade viva do Grêmio multi-campeão, consigo ainda hoje relembrar com exatidão aqueles momentos, a mobilização em Porto Alegre em torno daquele jogo, a expectativa e aquele sentimento vivo de confiança no título da América e naquele grande time. Lembro também da consagração, da festa que vivenciei nas ruas de Porto Alegre, onde literalmente um mar azul saudava os campeões da America pelas principais ruas e avenidas da capital, culminando em uma grandiosa recepção no estádio Olímpico. Estas lembranças serão sempre inesquecíveis para mim, jamais as suprirei da memória, por maior que sejam as conquistas que ainda virão pela frente.

As finais de 2007 também me rebatem a momentos inesquecíveis, mesmo após sermos derrotados na Argentina, toda aquela semana que antecedeu a grande final no estádio Olímpico foi marcada pelo entusiasmo da torcida, pela expectativa de viver aquele momento novamente, a confiança e o apoio eram enormes. Ver o estádio Olímpico completamente lotado e empurrando o time foi emocionante, mas com certeza a maior emoção foi ver aquele templo consagrar de pé um time que saia derrotado. Foi a maior manifestação de amor pelo Grêmio que presenciei na minha vida.

MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?

Desde sempre fui gremista apaixonado pelo Grêmio, e no ano de 2004 foi muito difícil acompanhar e assimilar o que acontecia com o Grêmio. Aquela frustração que vinha de dentro de campo aliada a indignação e vontade de fazer algo pelo clube, me fez começar a acompanhar as coisas do Grêmio fora de campo. Comecei a me interar das coisas do Grêmio, dos movimentos que circundavam o clube e etc.

Foi justamente daí que conheci o MGN, e desde o princípio me chamou muito a atenção. Causava-me admiração ver um movimento nascido das Sociais do Olímpico, um movimento criado por sócios e para os sócios. Isto era um diferencial, era pioneiro.

Pra mim o MGN é o grande marco na historia democrática do Grêmio. O MGN em apenas 13 anos de vida já tem muitas contribuições em prol do Grêmio, e com certeza muitas outras virão.

MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?

Ingressei no MGN a convite do amigo Jorge Bastos, e desde o princípio me sinto lisonjeado por integrar um grupo composto por pessoas tão distintas que compartilham do mesmo objetivo, de doar seus conhecimentos profissionais e pessoais em prol do clube do coração.

No início procurei ser um bom ouvinte, e aprender com aqueles que ali estavam a mais tempo e por conseqüência já possuíam uma vasta bagagem de Grêmio, meu objetivo era o de aprender o máximo possível para que também pudesse contribuir de alguma forma com o Grêmio.

Como profissional de TI, pude participar de um grupo de trabalho que auxiliou no plano de migração da TI do Olímpico para a Arena. Também pude contribuir com meu conhecimento em TI na organização para o pleito de 2012.

Hoje como integrante do MGN, procuro dar o meu melhor e me fazer sempre presente para ajudar da melhor maneira possível e estar sempre a postos para qualquer coisa que possa fazer pelo Grêmio.

Este é o objetivo, puro e simples, ajudar o Grêmio em tudo que estiver ao meu alcance.

MGN- A profissionalização do departamento de futebol e demais áreas do Grêmio. Qual tua opinião sobre o tema ? Como vê o estágio atual do clube neste processo ?

Hoje a profissionalização do departamento de futebol e das demais áreas do Grêmio é uma realidade, embora ainda estejamos vivendo um período transitório, não vejo espaço no futebol moderno para os clubes que não seguirem por este caminho.

O departamento de futebol, vejo como sendo o mais complicado de se realizar esta transição. A própria cultura estabelecida no futebol brasileiro, onde se trabalha muito em cima de resultados imediatistas, e a falta de planejamento e projetos de longo prazo, dificulta muito a profissionalização da gestão de futebol. No meu entender, neste período transitório de profissionalização da gestão do clube, o departamento de futebol deve ter em seu comando um gestor profissional, contratado especificamente para este fim. E ainda contar com um assessor político, nomeado pela gestão do clube, onde este ente político seria responsável por dar o suporte necessário ao profissional contratado, garantindo a excelência na gestão do departamento.

O clube necessita encontrar um equilíbrio que permita a convivência de uma gestão política com uma gestão profissional de forma independente, porém com ambas trabalhando no mesmo sentido, no mesmo objetivo. Enquanto não se encontrar esta formula teremos sempre a gestão profissional como subsidiária da gestão política do momento no clube.

Nas demais áreas da gestão do clube, vejo como imprescindível a utilização de um gestor profissional. Um clube como o Grêmio que hoje possui um faturamento anual equivalente a grandes empresas, necessita ser administrado por profissionais capacitados para gerir o clube como em uma grande empresa.

Embora um clube de futebol como o Grêmio não vise o lucro, a gestão do clube em suas diversas áreas deve visar possibilitar recursos financeiros para a área fim, o futebol profissional.

Assim formaremos um circulo virtuoso onde o futebol profissional será o fiador do seu próprio sucesso, e as demais áreas do clube impulsionadas pelo sucesso dentro de campo, terão condições de financiar o futebol profissional com a grandeza que o Grêmio merece.

MGN- Você sendo um profissional de TI, acredita que o Grêmio ainda precisa evoluir nesta área ?

Vejo a tecnologia hoje como uma forte aliada na comunicação global, e acredito que justamente neste ponto o Grêmio poderia evoluir muito. Temos a maior torcida do sul do Brasil e talvez a mais apaixonada do país, e este público consome Grêmio, respira Grêmio. Este público é ávido por informações do seu clube do coração, basta ver a quantidade de blogs que existem hoje na internet falando de Grêmio que se têm uma idéia do tamanho deste público. Se o clube explorar este público, inovando nesta comunicação entre clube e torcedor, acredito que esta paixão abrangerá ainda mais suas fronteiras pelo Brasil e pelo mundo.

Acredito também que o Grêmio poderia se utilizar da tecnologia para prestar melhores serviços ao seu sócio e torcedor, proporcionando conforto e agilidade na venda de seus serviços, seja na venda de ingressos para jogos, na venda de produtos, ou até mesmo no atendimento do Quadro Social.

Enfim, acredito que em uma instituição como o Grêmio, a TI deve servir como ferramenta para as demais áreas do clube, a fim de alavancar o trabalho e os resultados destas. No mundo de hoje é imprescindível que a TI tenha um papel de destaque em qualquer instituição e creio que com clubes de futebol como o Grêmio não deva ser diferente. Por conseqüência deve a TI também ter um profissional da área a frente de sua gestão profissional.

MGN- Qual sua expectativa do futebol do Grêmio em 2013 ?

Particularmente estou confiante, acho que o Grêmio acertou muito na formação do elenco para este ano de 2013, o departamento de futebol atuou com muita competência preenchendo as principais carências do plantel e assim qualificando o grupo para a disputa das competições que temos este ano, principalmente a Libertadores da América no primeiro semestre.

O que me preocupa um pouco é que embora tenhamos um time de primeira e um treinador de ponta, vejo o Grêmio em um momento conturbado fora de campo, tanto o clube como instituição como os próprios torcedores e associados que acabam refletindo este ambiente. No meu entender temos um time com capacidades técnicas para ser muito vitorioso este ano, porém não vejo um ambiente favorável.

Lembrando campanhas recentes como da Libertadores de 2007 e o Brasileirão de 2008, onde tínhamos em ambas ocasiões um elenco não tão qualificado, mas em contra-ponto tínhamos um ambiente totalmente favorável fora de campo, com a torcida jogando junto com o time, literalmente “empurrava” o Grêmio para as vitórias. Tenho convicção que com esse plantel e com a mobilização do clube e torcida e clube em torno deste time, teremos um 2013 excepcional.

MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.

O Grêmio vive um ano especial de sua historia, que o associado ajude a fazer do Grêmio em 2013 o time multi-campeão de outrora.

Temos uma bela casa nova, a Arena mais moderna da América Latina, temos um presidente eleito democraticamente pelo associado justamente alicerçado no sonho do tricampeonato da América, temos um ótimo time montado com jogadores de primeira linha e acima de tudo temos uma torcida apaixonada !

Chegou a hora da mobilização pela re-conquista da América e do Mundo !

Todos os gremistas devem fazer este pacto, pelo Grêmio !

CONVITE – Lançamento da Chapa Gestão para Vencer

MGN Entrevista – Evandro Janovik

O papo de hoje é com o conselheiro Evandro Janovik. Gremista desde Abril de 1970, nascido em 29 de Dezembro de 1970 e Sócio Gremista desde 1994, Engenheiro e Mestre Cervejeiro, Evandro é integrante do MGN desde a origem. Nunca perdeu uma partida em Mundial de Clubes, tendo sempre honrado a história do futebol Sul-Americano.

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.

Jogos inesquecíveis foram muitos, isso é próprio de um clube multi campeão e com a personalidade do Grêmio. Mas para eleger um entre tantos, vou usar o critério de estar presente, onde escolho Grêmio x Portuguesa, final do Campeonato Brasileiro de 1996, exemplo clássico do que o Grêmio é e representa, do “não se entregar nunca”, do “crescer na adversidade”, da “força indestrutível da torcida Gremista”, do “contra tudo e contra todos” (lembram da “namoradinha do Brasil”, todos querendo a Lusa campeã?).

Por fim, um motivo mais que especial para escolher essa partida: foi a primeira partida que minha mãe assistiu no estádio Olímpico. Minha mãe, meu maior amuleto da boa sorte!

MGN – Porque o MGN? Podes contar um pouco da tua história no Movimento?

Uma tarde de domingo, num jogo no Olímpico, em maio de 2000, recebi na arquibancada social do estádio Olímpico um panfleto, metade de uma folha A4, convidando a participar de reuniões de associados que seriam realizadas num restaurante da Felix da Cunha. Era o surgimento do MGN, as primeiras reuniões do Movimento Grêmio Novo. No começo duas mesas eram suficientes para as reuniões daquele pequeno grupo de associados Gremistas que buscavam um Grêmio com “Transparência e Participação”.

Como não tínhamos nenhum laço familiar, político, de amizade ou profissional com integrantes do conselho deliberativo e da direção da época, nosso começo, como quase todo começo sem “padrinhos” teima em ser, foi bastante duro com nosso desejo de obter espaço dentro do Grêmio para nossas idéias e propostas. Com um claro foco em implantação de conceitos (e práticas) de gestão e de melhorias, associado à uma postura propositiva, fomos nos fazendo ouvir aos poucos dentro da administração e do conselho do clube, com idéias entregues na forma de projetos razoavelmente estruturados e efetivamente aplicáveis.

Porque o MGN? Na realidade, na época, início do ano 2000, não havia a pluralidade de Movimentos que se vê hoje. O que eu vi em nossas primeiras reuniões foi um grupo, ainda pequeno, de Gremistas que pensavam o Grêmio aberto ao seu sócio, vivendo para atender aos anseios dos seus sócios e torcedores, plural em representatividade de pensamentos, de administração profissional e competente, com gestão por indicadores, dividido em áreas e unido em prol dos resultados de fora e de dentro do campo. Um Grêmio que trilhasse caminhos modernos em gestão administrativa e esportiva, com foco em resultados.

O MGN foi o pioneiro como Movimento. Foi pioneiro em agrupar Gremistas desejosos de participar ativamente da vida administrativa e política do clube. Rompemos barreiras, afinal, ainda no começo dos anos 2000 apenas entravam para o conselho associados com laços familiares, políticos ou profissionais com os “cardeais” da política tricolor ou com conselheiros influentes. Foi o MGN que propôs e defendeu a inovadora campanha “Presidente do Centenário, Eu quero votar!” Era o embrião das atuais eleições para Presidente do Grêmio abertas aos sócios que hoje são uma realidade. Foi o MGN que propôs pela primeira vez eleições proporcionais para o Conselho, permitindo que o acesso a vagas no Conselho Deliberativo deixasse de ser apenas sonho de sócios Gremistas não apadrinhados. E por fim foi e é o MGN quem se mantém firme na busca de democratizar cada vez mais nosso clube.

Dentro do MGN, participei em comissões na primeira diretoria, fui Presidente do MGN durante um curto espaço de tempo, pude liderar alguns dos primeiros trabalhos apresentados ao Grêmio, tais quais a primeira pesquisa de satisfação dos associados com o clube, projeto de implantação de placar eletrônico em formato de negócio como fonte de receita, projeto de estratificação de dados da nossa primeira ouvidoria, dentre outros trabalhos levados à frente pelo grupo. Desde o seu início o MGN foi um grupo que pensava o Grêmio em constante evolução e modernização. Também muito me orgulho dos trabalhos na linha de frente, tais quais a função de orientador de jogos, o trabalho realizado como ouvidor na implantação da nossa primeira ouvidoria junto ao líder e amigo Saul Berdichevski, as diversas atividades de distribuição de informativos do MGN aos sócios em dias de jogos (sob sol e chuva), eleições, e, por fim, a participação em trabalhos que eram o embrião e as primeiras ações efetivas do Projeto da nossa Arena.

Tenho uma satisfação pessoal muito grande em ter participado do surgimento de um grupo de associados que fez o Grêmio democratizar-se e modernizar sua gestão. E que está dando uma obra do tamanho da Arena a toda a torcida Gremista.

MGN – Como integrante da Comissão para Assuntos Relativos ao Patrimônio do Conselho Deliberativo, podes falar um pouco sobre as atividades desenvolvidas por essa Comissão e sobre a sua importância para o clube?

A oportunidade que me foi dada de participar da Comissão para Assuntos Relativos ao Patrimônio do Conselho Deliberativo está sendo algo que me apresentou um enorme prazer de poder estar muito próximo da construção da Arena e dos outros itens deste Projeto e ao mesmo tempo me desafiou como Engenheiro que sou, por formação.

Esta Comissão trata, dentro do escopo de atividades do conselheiro deliberativo, das questões que envolvam o patrimônio do Grêmio. É comum imaginarmos como patrimônio do Grêmio apenas seus estádios (Olímpico e Arena), CT de Eldorado do Sul e suas áreas sociais (Ilha, Cristal, Remo, Ginásio David Gusmão), mas patrimônio é muito mais abrangente, envolve sim as posses de prédios e terrenos, mas também envolve outros bens de valores tangíveis e intangíveis do Grêmio, como, por exemplo seus atletas, sua peça de orçamento, e o mais importante de todos os itens que compõem nosso patrimônio, que é a imagem do Grêmio.

Nosso trabalho dentro da comissão é o de usarmos nossos conhecimentos técnicos, nosso espírito Gremista e nosso olhar crítico de conselheiros sobre todos estes ítens e sobre a forma que a diretoria Gremista os administra. Somos os olhos do Conselho e de todos os Associados do Grêmio sobre a administração dos itens do nosso Patrimônio.

A comissão realiza reuniões onde são debatidos tópicos, realizadas avaliações e sugeridas novas demandas. Além disso, estamos realizando um acompanhamento especial das obras da Arena, que sem dúvidas é o principal ponto atual de atenção não apenas do patrimônio, mas dos corações Gremistas.

MGN – A profissionalização do departamento de futebol. Qual tua opinião sobre o tema? Qual o modelo que acreditas que seja o ideal para o clube?

Profissionalização do clube é uma bandeira há muito tempo levada em frente pelo MGN. E o departamento de futebol não escapa dessa necessidade. A representação amadora e abnegada pode continuar existindo apenas como o braço dos associados e demais torcedores Gremistas na definição das premissas, dos princípios que norteiam a condução da administração do clube, mas a Gestão PRECISA ser profissional. É necessária a presença de profissionais competentes em suas áreas, remunerados, com responsabilidades de gestão nas diversas Diretorias do clube. Como exemplo, um Gestor de Marketing do Grêmio precisa entender de gestão de Marketing esportivo, precisa ser dinâmico, estar sempre um passo à frente do Futebol, mas antes de tudo isso, precisa conhecer o que quer e o que sensibiliza um aficcionado pelo Grêmio e também por futebol. Achar que o universo de mercado do Grêmio no cenário Mundial se restringe apenas à sua torcida é não conhecer e não querer explorar o potencial de mercado que o Grêmio representa.

Sobre modelos de Gestão Profissional do Futebol, sou contrário a encampar no Grêmio um modelo único, completo, baseado em algum case de sucesso no futebol mundial. Buscar adotar alguns procedimentos como base, que possam ser adequados à nossa realidade e, em especial, à PERSONALIDADE do Grêmio é saber explorar aquilo que já foi criado e deu certo, não reinventando a roda. Mas acredito que cada clube tem uma realidade e uma personalidade, e assim, aquele modelo de gestão que deu certo em um clube não irá, necessariamente, dar certo em outro.

O que vejo sem dúvida como benéfico ao Grêmio é uma manutenção do modelo de gestão dinâmico e alinhado com o mercado, que venha a ser adotado e que apresente resultados no médio/longo prazo, na forma de compromisso dos candidatos à Presidência e seu Conselho de Administração. Resultados em futebol, com consistência, que se mantenham ano após ano, não acontecem em um ou dois anos. Dependendo do estágio em que se encontra o clube de futebol, podem ser necessários de 5 a 6 anos para consolidação de um padrão que renda a perenidade de bons resultados dentro de campo. E esse é o modelo que defendo para o futebol.

MGN – Gestão, mudança para a Arena e Planejamento Estratégico no Grêmio. Quais as ações e desdobramentos necessários para o sucesso?

A ação campeã, de sucesso em gestão, é simples: colocar os profissionais com a competência na gestão das áreas de sua competência. Não se pode colocar um exímio Contador para ser gestor do Departamento Jurídico, por exemplo. Existem excelentes advogados para essa função. Essa é a receita. Sem segredo.

A mudança para a Arena já está acontecendo em sua etapa de planejamento. E entendo que essa transição terá o sucesso proporcional à competência das pessoas que a estão conduzindo. Envolver nessa transição equipes com expertise em pesquisa de mercado, MKT, vendas, gestão de imagem, além de bons arquitetos, fará toda a diferença para o sucesso deste delicado trabalho que envolve essa transição. A Arena terá, acertadamente, preservada a memória da história do Olímpico Monumental e da Baixada. Acredito que o Olímpico Monumental poderá ser muito lucrativo para o Grêmio após sua desativação como estádio. Já externei essa idéia ao pessoal de gestão e acredito que pode e deve ser um ponto a ser explorado pelo clube. Quem não irá querer ter a oportunidade de possuir lembranças físicas do Olímpico?

E o Planejamento Estratégico é uma ferramenta importantíssima, mas não um fim, em qualquer modalidade de gestão. Sem a execução sendo realizada de maneira competente e continuada, focando na manutenção das ações que vão bem e corrigindo o rumo no que não apresentou o resultado esperado, o melhor planejamento não vai atingir seu objetivo que é o de estruturar o caminho e organizar as ações para que sejam atingidos os resultados. O MGN desde seu princípio tem sido participante ativo da implementação desta ferramenta de gestão no nosso clube, tendo parceiros que atuaram no mesmo sentido. A Arena vem a ser um facilitador para a consolidação desse trabalho, pois permitirá termos uma estrutura organizada de gestão das diferentes áreas que compõem a estrutura do Grêmio, com indicadores bem definidos e resultados mais facilmente mensuráveis.

6. Uma mensagem final para o associado tricolor.

Ser Gremista é saber que o esporte chamado de futebol tem mais de 100 anos de existência, que não se trata de uma inovação esportiva com menos de 10 anos, como algumas outras torcidas menores desse país acreditam.

Ser Gremista é muito mais que ser apenas um mero torcedor de um clube de futebol, é um estado de espírito, UM SENTIMENTO! Ser sócio Gremista é tudo isso somado com atitude e com o orgulho de estar ajudando a manter o Grêmio, a preservar seu passado e a construir o seu futuro.

Aquele Gremista que busca tudo isso e acredita que pode ajudar ainda mais no crescimento e consolidação da instituição Grêmio, esse Gremista tem a cara do Movimento Grêmio Novo. Junte-se a nós do MGN, porque o Grêmio não pode abrir mão de você.

 

MGN Entrevista – Rafael Bacchin

O entrevistado de hoje é o sócio tricolor Rafael Bacchin. Sócio do clube desde 1990, Bacchin tem 36 anos de idade, é perito contábil trabalhista, fã e conhecedor do futebol portenho e foi um dos primeiros integrantes do MGN. Após um período afastado, retornou ao MGN em 2010.

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.

Poderia citar inúmeras, mas sendo um privilegiado por ter acompanhado a grande decisão da noite de 11 de dezembro de 1983, certamente aponto a final do Mundial. Era uma criança de apenas 8 anos, mas já com um fanatismo imenso pelo Grêmio. Lembro bem de toda a preparação, sofrimento e explosão de alegria da minha família gremista naquela noite histórica. O apito final do jogo adentrou a madrugada, com festa em Porto Alegre, onde juntos com os familiares nos atiramos na piscina de casa para comemorar o feito heróico. Recordo também que após o jogo, foi colocada uma gravação pela emissora de TV, de uma entrevista que Renato havia concedido dias antes da partida, falando da possibilidade de ser vendido para outro clube. Aquela alegria para mim se transformou imediatamente em tristeza, pois na inocência da infância, não poderia conceber que o grande herói nos abandonasse. Que dia…

 
MGN – Porque o MGN? Podes contar um pouco da tua história no Movimento?

Fui um dos primeiros integrantes do movimento, passando a participar na segunda ou terceira reunião após a fundação. Grupo formado por grandes sócios gremistas, que sonhavam em ver o Grêmio com gestão mais moderna, transparente e democrático. Me afastei por algum tempo, retornando somente em 2010, onde encontrei o movimento ainda muito mais qualificado e experiente, com pessoas extremamente capazes nas mais diversas áreas de atuação. No tempo em que estive afastado da política gremista, observava que o movimento que se mantinha coerente com seu ideário era o MGN, sempre propositivo e propulsor de mudanças importantes na participação mais ativa do sócio, bem como na busca da modernização do plano de gestão do clube. Hoje realizo trabalho na Comissão de Comunicação do movimento, e também na Comissão de Futebol.

MGN – Tu és reconhecido como um grande apreciador e observador do futebol sul americano, em especial o argentino. Na tua opinião, também na condição de integrante da comissão de futebol do MGN, o clube consegue explorar totalmente o mercado sul americano na busca de reforços para o plantel de atletas?

Pois é, quem me conhece sabe que este é um ponto em que insisto em tocar. Penso que o mercado da América do Sul é extremamente subaproveitado. Gastamos fortunas repatriando jogadores já consagrados da Europa, sem maiores ambições em suas carreiras, enquanto que aos nossos olhos temos um mercado relativamente barato para os padrões brasileiros, e com um potencial imenso. Citando exemplos recentes, Conca e Montillo caíam de maduro, jogando muito no mediano futebol chileno. O resto da história todos já sabem… Anos atrás a concorrência era até mais complicada com o poderio financeiro dos grandes clubes argentinos, porém hoje com a crise geral vivida no futebol portenho, os clubes brasileiros possuem um potencial muito maior de negociação. Contudo, é preciso conhecimento e pesquisa de scout do mercado. Contratar por tape, amostragem de poucas partidas, ou por influencia de empresários realmente não tem como lograr êxito.

MGN – A profissionalização do departamento de futebol. Qual tua opinião sobre o tema? Qual o modelo que acreditas que seja o ideal para o clube?

O clube iniciou este processo anos atrás, mas ainda segue engatinhando no tema, com retrocessos motivados por influencia política e resultados de campo. Profissionalização não significa somente remunerar um profissional, cobrar resultados e demiti-lo no caso de insucesso no futebol. É preciso montar uma estrutura que acolha esta prática. O executivo contratado deve seguir diretrizes estratégicas, traçadas pelo clube como instituição. É preciso fixar uma identidade de procedimentos com limites estabelecidos ao executivo contratado. A política de futebol é do clube, devendo o profissional estar subordinado ao Conselho de Administração, executando sua atividade através de critérios previamente estabelecidos. A eventual troca do executivo deve ocorrer pela ineficiência do profissional em cumprir o protocolo estabelecido. Isto é vital para a saúde da continuidade do departamento de futebol, onde peças podem ser substituídas, mas o alicerce de sustentação está montado.

MGN – Atualmente tu desempenhas função de assessor de relacionamento institucional no clube. Em que consiste exatamente a função? Quais as dificuldades e desafios encontrados?

Desempenho hoje esta função em conjunto com o companheiro de MGN André Morini. Consiste em recepcionar as delegações das equipes adversárias que enfrentam o Grêmio no Olímpico, demonstrando que somos hospitaleiros, cordiais, e sobretudo bons desportistas. Recebemos o ônibus das equipes no vestiário adversário, onde presenteamos os dirigentes com um kit de boas vindas ofertado pelo clube. Enquanto os jogadores se preparam para a partida, trocamos idéias e experiências sobre futebol com os diretivos visitantes, e finalmente conduzimos os mesmos aos camarotes quando iniciado o jogo. É um trabalho importante porque tem influencia direta na boa recepção que teremos quando formos visitantes, além de todo trabalho de relacionamento com os dirigentes dos demais clubes, que sempre agrega e pode trazer facilidades em situações futuras envolvendo ambos os clubes. A maior dificuldade ocorre quando as delegações são muito numerosas, extrapolando o limite do camarote destinado ao time adversário no Olímpico. Nesta hora é preciso de um pouco de jogo de cintura, para conseguir acomodar bem os visitantes excedentes em um bom local com completa segurança. Para o Campeonato Brasileiro entregaremos uma placa ao presidente de todos os clubes, fazendo menção ao “Ultimo jogo realizado entre Grêmio x ………. no Estádio Olímpico”.

 
MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.

Continue acreditando sempre no nosso Grêmio. Este clube incomum capaz do impossível, e que insiste em desafiar o improvável. Teremos um grande marco na nossa história que será a inauguração da Arena, a nossa nova casa de conquistas e glórias. Este projeto inevitavelmente nos forçou a projetar a formatação de uma estrutura mais enxuta, funcional e moderna de gestão. Acredito em novas lideranças dentro do Grêmio, proporcionando uma efetiva renovação com pessoas de reconhecida capacidade e competência, oriundas do MGN e de vários outros movimentos. Sangue novo querendo uma renovação estrutural do Grêmio.

 

 

 

 

 

 

 

 

MGN Entrevista – Alessandro Alves dos Santos

A conversa de hoje é com o conselheiro Alessandro Alves dos Santos. Apaixonado por futebol e, acima de tudo um grande estudioso do esporte, Alessandro tem 37 anos de idade, é militar com 19 anos de carreira e integra o Movimento Grêmio Novo desde 2008.

 

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.

Um jogo marcante foi o da grande final da Copa do Brasil de 2001, pois sair de Porto Alegre com o empate, após a vantagem de dois gols do adversário, foi um preparo para o que aconteceu no Morumbi. Com o clube desacreditado perante a crônica, o que me restava era viajar de coração aberto e não pensar em outra coisa que não fosse o título. Em um estádio lotado, brindamos a nação tricolor com a maior e melhor exibição em finais de campeonato. Um jogo tenso, mas uma verdadeira demonstração de organização tática e intensidade de ações. Foi o mais lindo 3 x 1 que vi em minha vida. Uma festa inesquecível! De coração aberto vi o Grêmio Campeão!

MGN – Por que o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento Grêmio Novo?

Sempre fui um observador dos bastidores do futebol e atento às movimentações políticas do clube. Em 2008, senti que era o momento de integrar um grupo de sócios e o MGN me chamava a atenção por estar livre de amarras políticas tradicionais. Foi através do anúncio de uma reunião de novos integrantes que possibilitou minha chegada no grupo.

MGN – Conta um pouco da tua história no MGN?

No movimento encontrei pessoas com as quais me identifiquei e logo fui integrado a um grupo de trabalho. Precisamente a Comissão de Futebol. Como membro, participei de muitas reuniões e inúmeras discussões sobre tudo que envolve este esporte. Acabei sendo indicado e eleito para o mandato 2011/12 como Vice-Presidente de Futebol do MGN. Antes já ocupava o cargo de conselheiro conquistado no pleito de 2010.

MGN – Profissionalização na gestão do futebol. Qual tua opinião sobre o tema?

Muito se tem falado sobre este tema. Este processo requer, antes de remunerar pessoas, diagnósticos internos a repeito das metas da entidade. Uma ampla investigação da identidade do clube deve indicar um discurso institucional. Vejo o caminho da verticalização da política de futebol como algo que deva ser aplicado. Integrar o Futebol Profissional com a Categoria de Base, através de uma metodologia padrão de treinamentos, contratações e implementação de um protocolo que vire regra dentro do clube. Chegar ao denominador comum do que é o Grêmio e aperfeiçoar este modelo. Os profissionais contratados devem acrescentar para o aprimoramento do modelo estabelecido, sem ditar regras ou alterar a política do clube.

MGN – Tu ocupa o cargo de Vice-Presidente de Futebol do MGN. Qual o trabalho que a comissão de futebol do Movimento desenvolve?

Recebi a missão de integrar a comissão em atividades práticas e assim estou conduzindo o trabalho. Já são mais de 70 jogos da Base observados, acompanhamento do processo de captação, participação em seminários e cursos, reuniões com dirigentes, encontros com comissões técnicas, viagens com delegações menores e a idealização do Seminário sobre Futebol realizado em novembro de 2011. Tal evento contou com a ilustre participação do Dr. Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do São Paulo FC. Todo este trabalho visa enriquecer o conhecimento dos integrantes do movimento, elucidando as metas e visão estabelecidas pelo clube no desenvolvimento das atividades.

MGN – Na tua opinião, quais os principais problemas enfrentados pelo clube de futebol profissional. Quais são as tuas sugestões e propostas?

Necessitamos firmar uma nova ordem, estabelecendo uma política de governança que envolva todos os processos do clube. Criar uma integração administrativa. Temos que superar a instabilidade vinda dos processos eleitorais, onde cada diretoria eleita se perde em meio as mudanças de prioridades. Iniciamos mandatos com esperança e terminamos preocupados com a eleição e não com o Grêmio a longo prazo. Uma ideia seria o mandato do Presidente passar para 3 anos, o que fortaleceria os processos internos. Temos que transformar nossa cultura através do trabalho que garanta a continuidade de um plano institucional pré-estabelecido. Este trabalho visa ir além do simples cumprimento de mandatos. Enquanto conselheiro, procurarei defender as ideias que avancem neste sentido.

MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.

O MGN ao longo dos anos vem formando um plantel qualificado de integrantes e segue este caminho com o objetivo de tornar a instituição cada vez mais qualificada. O recado que deixo para os associados é que o clube representa o sócio nos seus interesses, desde que estes estejam concatenados e alinhados com a política, metas e visão da entidade chamada Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Creio que nossa instituição pode muito mais. Um abraço amigos!

 

 

 

Nota Oficial da Diretoria do Movimento Grêmio Novo

A Diretoria do Movimento Grêmio Novo vem a público expressar sua preocupação com os últimos acontecimentos envolvendo a gestão de futebol do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

As decisões tomadas pelo Departamento de Futebol, em especial a quarta mudança de treinador em 14 meses, não indicam a existência de um planejamento de longo prazo, tão necessário ao reerguimento do clube.

Além disso, decisões importantes estão sendo tomadas sem consulta a amplos setores do clube, dando-se pouca atenção à opinião dos associados e conselheiros.

O Movimento Grêmio Novo luta por profissionalização, transparência e democracia. A persistir esse quadro, será nosso dever reavaliar o apoio que temos prestado à atual gestão.

Diretoria do Movimento Grêmio Novo

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