A partir de iniciativa dos conselheiros do Movimento Grêmio Novo e Grêmio Independente, o Conselho Deliberativo do Grêmio FBPA publicou hoje edital de convocação para sessão extraordinária do órgão, a ser realizada no próximo dia 15 de abril. Os dois movimentos colheram entre seus integrantes as 50 assinaturas necessárias para justificar a realização de reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Clube.
O encontro terá como pauta única a discussão de assuntos relacionados ao Projeto Arena, como aponta o edital reproduzido abaixo.
CONSELHO DELIBERATIVO – EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Na forma do Estatuto Social, artigo 69, II, letra a, são convocados os Senhores Conselheiros do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense a reunirem-se no Salão Nobre Patrono Fernando Kroeff, dia 15 de abril de 2013, às 19h30min (dezenove horas e trinta minutos) em primeira chamada, e às 20h (vinte horas) em segunda, para sessão extraordinária subordinada à seguinte
ORDEM DO DIA
- Assuntos correlatos ao Projeto Arena.
Porto Alegre, 26 de março de 2013.
Raul Regis de Freitas Lima
Presidente do Conselho Deliberativo
Saudações tricolores,
Movimento Grêmio Novo
Gremistas,
O ano que se aproxima, para todos nós será incomum. Temos pela frente uma Copa Libertadores, o grande desafio, a nossa obsessão e objeto de desejo. Já sabemos o caminho. Colorimos a América em duas oportunidades de azul, preto e branco, e chegou a hora do TRI.
Contaremos com o entusiasmo da fantástica e inigualável torcida tricolor, em uma Arena pulsante e vibrante incentivando o nosso Grêmio. Este gigante que nos orgulha erguido no Humaitá, com a força de todos os gremistas, será o palco de glórias e fator de desequilíbrio das partidas. A América conhecerá o novo caldeirão tricolor.
Desejamos a todos, um Feliz 2013, com muita paz, prosperidade e saúde nos lares gremistas. Que em nossa nova casa, possamos já em pouco tempo, festejar o tricampeonato continental e muitas outras glórias e conquistas que certamente virão.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
Em reunião realizada neste sábado, dia 15 de dezembro, a chapa única inscrita para eleição da diretoria do MGN obteve a aprovação unânime dos presentes. O novo presidente do MGN será Pablo Rodrigo Nicolau (conselheiro do Grêmio), que comandará o Movimento Grêmio Novo no biênio 2013/2014 em sucessão a Luciano Brasil, que conduziu o grupo de forma brilhante nos últimos dois anos.
Após terminados os trabalhos, os integrantes confraternizaram em partida de futebol 7, seguida por um belo churrasco, onde em clima de descontração e amizade, todos celebraram o gremismo e o espírito de união que caracteriza o MGN.
A nominata da diretoria do Grêmio Novo eleita para o biênio 2013/2014 é a seguinte:
Presidente: Pablo Rodrigo Nicolau
Vice-presidente de Planejamento: Jeferson Thomas
Vice-presidente de Futebol: Alessandro Alves
Vice-presidente de Comunicação: Rafael Bacchin
Vice-presidente de Marketing: Diego Casagrande
Vice-presidente Jurídico: Rafael Lima
Vice-presidente Financeiro: Nilton César Lima
Tesoureiro: Milton Mello
Secretário-Geral: Luciano Brasil
Também foram eleitos os membros do Conselho Consultivo e Fiscal. O Consultivo contará com Flávio Vasconcellos, Fábio Andretta e Gabriel Mello. Já o Conselho Fiscal terá como integrantes titulares Rodrigo Karan, Michel Giacobo e Daniel Carrion, e ocuparão a suplência os integrantes Jeferson Bez, Mauricio Bohrer e José Germano Pires.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
Conhecemo-nos num domingo, mais precisamente em 31/08/1975, numa partida pela primeira fase do brasileiro daquele ano, o resultado foi um 0 x 0, mas isto não importou, pra um guri de 9 anos, vindo a pouco de Rio Grande, ter te conhecido ficou marcado, tu já era um guri metido, de pouco mais de 20 anos, ainda não estavas pronto, mas já eras respeitável, sempre sem esquecer o passado de tua irmã mais velha, a Baixada do Moinhos de Vento.
Desde então, comecei a te visitar, a conviver contigo, assisti ao nosso bom time que montamos em 1976, mas que não foi suficiente para derrotar a esquadra adversária.
Em 1977 ajustamos a equipe, buscamos gente experiente, além do mestre Tele Santana fomos campeões, com a maravilhosa cambalhota do André Catimba.
Em 1978 meu pai comprou um título do Grêmio, pra mim foi a gloria, poderíamos ir a todos os jogos do nosso Grêmio, daí nossa relação ficou mais estreita, você já estava em vias de ficar adulto, completo para receber nossa imensa torcida e com isso atingimos nossa maturidade.
Vi o Grêmio ser campeão em 1979, contra o Brasil de Pelotas, com mais de “dez corpos” de vantagem sobre o tradicional adversário.
Assisti aos jogos do brasileiro de 1981 que você sediou, com aquele nosso maravilhoso time de garotos, reforçado de alguns cascudos, como Tadei e Paulo Isidoro, por exemplo. Nesta época eu já procurava chegar mais cedo em teus jogos, para assistir um “porra louca” dos juvenis (juniores da época) que jogava com a 7, um tal de Renato.
Presenciei o inicio de nossa maior caminhada, com a conquista do vice-campeonato de 1982, decido de forma bem discutível, contra o ótimo Flamengo de Zico e Junior, mas este vice nos levou á Libertadores de 1983, onde literalmente passamos por cima da equipe da Gávea.
Ainda na Libertadores de 1983, assisti o gol do Caio, contra o Peñarol ali no acesso grande onde entram os veículos, nunca esqueci o fato que eu não sabia se vibrava ou ajudava um senhor que teve um mal súbito de emoção, com a glória que se aproximava. Neste mesmo jogo, todos sabem, eu postado no muro da social, bem em frente onde hoje tem a placa, gritei pro Renato cruzar aquela bola mágica, num balão maravilhoso que chegou à cabeça de um iluminado Cesar. Em 1984, sofremos juntos aquela derrota até hoje pouco explicada para o Independiente, mas derrotas são coisas da vida.
Na década de 80, ainda vi surgir no teu gramado, um dos maiores jogadores que o Grêmio já produziu, Valdo Candido Filho, o nosso Valdo.
Em 1989, você estava lotado, mas ainda assim avisei aos amigos que iria lá pro outro lado, atrás do gol, pra ver o gol do título, que o Cuca ia fazer, acertei na mosca, mesmo sentado no segundo degrau de tuas arquibancadas, lembro como hoje!
No inicio da década de 90, um grande revés, mas que aumentou ainda mais nossa relação afetiva. Depois vi surgir o time com o Gilson “cabeção”, tive o prazer de apreciar Dener em seu velho e já machucado gramado, isto antes de surgir nosso time de guerreiros, comandado por Scolari: Danrlei, Arce, Rivarola, Adilson, Roger, Dinho, Goiano, Arilson, Carlos Miguel, Paulo Nunes e Jardel.
Em 1996 você me deu a maior alegria da minha vida, vi várias vitórias, títulos de maior expressão, mas não explicar o porquê, mas tenho a certeza de que aquele dia da vitória do Brasileirão de 1996 eu entrei em êxtase, chorei, vibrei numa alegria incontrolável.
No final da década de 90 morei dois anos em São Paulo, mas sempre que eu podia eu fugia pra te ver, pra ter contato contigo, velho amigo, afinal não sabia quando voltaria.
No inicio dos anos 2000 vi surgir uma das maiores equipes que já tivemos, o time de Tite, que conquistamos nossa última copa do Brasil.
Tivemos nosso segundo grande revés e tu não te entregou, pulsava, renascia a cada partida, nosso time não era muito forte, mas tua energia era contagiante. Ressurgimos, renascemos a ponto de chegar a uma final de Libertadores.
Seguimos na nossa batalha, sempre tentando nos superar mais e mais e você já demonstrava sinais de cansaço, ainda é pujante, impõem respeito, mas todos nós acabamos envelhecendo, todos nós temos o nosso ciclo e o seu, a exemplo de sua irmã mais velha, está terminando.
Olímpico, amigo velho, desculpe se nestas linhas eu esqueci ou errei algum dado, mas o único que pesquisei, pra te dizer com exatidão, foi a data em que te conheci, as demais estão guardadas em meu coração e mente e estas lembranças são como você, amigo querido, eternas, indestrutíveis e maravilhosas como o nosso Grêmio.
Olímpico, velho casarão, sua irmã mais nova, a Arena está nascendo, linda, moderna e funcional, mas a grande missão dela, ela já sabe, é nos dar tantas glórias quanto você nos deu.
Obrigado, Olímpico! Tu és eterno!
José Germano Pires Junior – gremista, conselheiro do Grêmio FBPA e integrante do MGN
Retomamos hoje a seção MGN Entrevista. O objetivo deste espaço é apresentar ao associado e torcedor gremista um pouco mais de cada integrante do MGN, suas idéias e visões sobre o Clube. Eventualmente, poderão ser entrevistadas personalidades gremistas que não necessariamente façam parte do MGN.
O entrevistado de hoje é o nosso integrante Jeferson Thomas. Conselheiro do Grêmio, integrante do Conselho Fiscal do Clube e um dos representantes do MGN no Fórum de Debates dos movimentos políticos do Clube.
MGN – Qual o jogo que não sai da memória?
Grêmio 3 x 1 Palmeiras, quartas-de-final do campeonato brasileiro de 1996. Frequento o Olímpico desde 1987 – e, desde então, dá pra mencionar muitos jogos nesse sentido, mas o que referi antes é o que me traz maior carga de emoção. Escrevi até uma crônica publicada há algum tempo atrás num blog de torcedores gremistas (blogremio.blogspot.com/...) com a narrativa deste jogo – mas o mais marcante foi o fato da superação, união e força de vontade vencer qualquer dificuldade. A sintonia que havia entre equipe (tanto coletivamente quanto individualmente), comissão técnica e torcida era como poucas já vistas no futebol. E, como descrevo no texto, a foto de capa da Zero Hora no dia seguinte traduz o sentimento de cada gremista ao final do jogo.
MGN – Por que o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento Grêmio Novo?
Sou um dos integrantes de primeira hora do MGN – e, dessa forma, ajudei a moldar junto com os companheiros de ontem e de hoje o que se tornaram os valores máximos do MGN: transparência e participação, sempre buscando a subsistência e rentabilização do clube através da gestão profissional. Acredito nesses valores como os que representam os principais anseios do associado em relação ao clube – e também entendo que são os que fundamentam uma gestão que permita fortalecer tanto os processo meio (por exemplo, a administração da relação com o quadro social) quanto os fim do clube (vitórias no futebol). Creio fortemente que, aonde o MGN tem condições de aplicá-los, se pratica esses valores quando ocupa espaços dentro do clube – mas, como toda e qualquer estrutura que esteja em constante processo de modernização, ainda há espaço dentro do Grêmio para que essas práticas sejam ainda aperfeiçoadas e aplicadas a pleno para que possamos tornar ainda mais sólida e vitoriosa a instituição.
MGN – Conte um pouco de sua história no MGN.
Como já disse na resposta anterior, sou um dos integrantes de primeira hora do MGN. Só não participei da reunião de fundação do grupo – mas, a partir da primeira reunião, sempre me mantive ativo nas discussões do grupo (alguns diriam que até demais… mas isso faz parte do perfil que tenho: sem ser excessivamente contestador, mas querendo sempre ter uma visão crítica sobre nossas intenções em relação ao que fazemos para que possamos agregar valor no que propomos e queremos fazer pelo clube). Isso data já de 2000… com o correr dos anos, passei por diversas funções dentro do movimento, atuando nas comissões internas de planejamento estratégico, finanças ou como secretário-geral do MGN, dentre outras. Em 2004, fui um dos escolhidos do grupo para participar da chapa que elegeu quatro conselheiros titulares e seis suplentes – e, em 2007, da mesma forma fui um dos escolhidos pelo movimento para ser candidato a conselheito titular. Como corolário dessa atuação, fui escolhido no final de 2009 para concorrer e posteriormente integrar também o Conselho Fiscal do clube.
Dentro do MGN, sempre procurei fazer o contraponto de nossas idéias para que pudéssemos extrair o melhor de todo grupo – muitas vezes, sem contestação não conseguimos evoluir no nosso planejamento e mesmo nas práticas executadas. Esse tipo de conduta, aliás, é o que entendo também que deva ser desenvolvido dentro do clube – proporcionando um ambiente amplo de discussão conceitual de idéias – fazendo com que estas fomentem tanto a manutenção de um planejamento estratégico que contemple todos os cenários em que o Grêmio esteja inserido quanto os desdobramentos e ações que devem ser tomadas para que este planejamento seja colocado em prática. Entendo que essa prática é essenciamente válida dentro de um ambiente de harmonia mínima que deva ser construído ao longo dos próximos anos.
Como conquistas ao longo desse tempo dentro do processo democrático que me deixaram satisfeito, preciso fazer uma menção especial: a queda das cláusulas de barreira (primeiro, a criação da cláusula de 30%, em 2007, e a posterior redução dessa cláusula para 20% em 2011). Fui um dos primeiros defensores dessa idéia dentro do conjunto de propostas do MGN – e, ao vê-las implementadas, já tenho um sentimento de dever cumprido (ou de um dos deveres cumpridos). É claro que essa cláusula pode ser ainda menor – mas esse processo precisa ter maturidade suficiente entre todos os agentes políticos do clube para que seja adotado a pleno.
MGN – Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar o Conselho Fiscal do Grêmio?
Desde que dentro dos limites éticos impostos pela função, claro que sim! Ao longo dos anos, o Conselho Fiscal sempre foi tido pela imprensa e pelo próprio clube como um órgão “referendador” (se é que a palavra existe) das ações já executadas pela administração. Entretanto, as últimas composições desse órgão tem alterado essa prática – fazendo com que este seja realmente um órgão fiscalizador do cumprimento de todos os postulados presentes no Estatuto do Grêmio e nas boas práticas de governança corporativa. Meu sentimento com relação a essa proposta de trabalho é a melhor possível – dado que precisamos ainda evoluir muito nessas questões dentro do clube (não desconhecendo, obviamente, os avanços que as gestões passada e atual já fizeram no sentido da implementação dessas práticas).
MGN – A profissionalização é hoje o problema mais urgente no clube. Como encaras essa questão?
Vejo que existem vários paradigmas para serem rompidos no Grêmio quando se fala de profissionalização. O primeiro, mais urgente, vem sendo quebrado com a contratação de profissionais específicos como determina o Estatuto do Clube. Entretanto, não basta apenas isso para que possamos considerar o clube profissionalizado – e o próximo desafio é estabelecer uma gestão profissional, coordenada entre o Conselho Deliberativo, Conselho de Administração e os executivos do clube (cada um com seu papel específico: o Conselho Deliberativo com o papel de elaboração e acompanhamento constante do planejamento estratégico, o Conselho de Administração do clube determinando quais são as ações a serem praticadas enquanto gestão para o cumprimento desse planejamento e os executivos do clube, comandados pelo CEO, executando as ações determinadas). Pelo que vejo na atual gestão, esse caminho está sendo seguido com a execução do desdobramento do planejamento estratégico – e, agora, devemos (como membros do Conselho Deliberativo) acompanhar os indicadores de desempenho do cumprimento de cada desdobramento para validar esse desempenho – ou, dentro do possível, colaborar na adequação do planejamento para que estes reflitam a realidade tanto do clube quanto dos cenários aonde ele esteja inserido.
Um exemplo claro, para mim, é a Arena e as adequações de projeto que vêm sendo realizadas desde a primeira contratação da OAS – ainda em 2008 até agora. Se conseguirmos fazer isso em todas as áreas do clube, mediante um processo de melhoria contínua, poderemos ter também esse sucesso em outras áreas.
MGN – Uma mensagem final ao torcedor.
O Grêmio só é o gigante que é em função de sua torcida. Não quero dizer aqui que devemos dar o apoio incondicional ao clube – até porque, como comentei antes, se não houver uma análise crítica sobre o que vem sendo feito, não há como evoluir em suas atividades e processos. Entretanto, essa crítica precisa ser despersonalizada – e relacionada diretamente com os pontos que precisam ser melhorados. Digo ao torcedor que procure o seu conselheiro – seja ele de qual grupo pertencer, esteja na situação ou na oposição – para cobrar esse posicionamento de forma a colaborar com o clube. Tenho a certeza de que os companheiros do MGN estarão sempre à disposição para fazer essa ponte e procurar tanto esclarecer as dúvidas dos torcedores quanto levar aos diferentes órgãos representativos do clube as sugestões e idéias propostas – afinal, é esse o papel de um representante eleito pelo torcedor.
Jeferson Thomas tem 38 anos e é administrador formado pela UFRGS, com MBA em Administração em Tecnologia da Informação pela UNISINOS. Atua profissionalmente em gerenciamento de riscos em uma instituição financeira gaúcha, tendo passado por várias áreas de conhecimento ao longo de sua carreira profissional. Dentro dessa atividade, liderou vários fóruns e comitês de discussão no RS sobre gerenciamento de risco e governança corporativa.
Ouça no link abaixo entrevista concedida pelo Conselheiro Eduardo Antonini à Rádio Gaucha na última quinta-feira, a respeito do momento do Clube.