Democracia

Talvez um dos ideais que mais tenha nos mobilizado nos nossos primeiros anos de vida foi lutar para que o sócio participasse mais ativamente da vida política do clube. A visão que se tinha era do Conselho gremista como uma tribuna aristocrática. Nosso questionamento era: como os sócios, aqueles que todo mês dão sua parcela de contribuição e fazem com que o Grêmio tenha a torcida mais respeitada do Brasil, poderiam ter voz?

Mas não nos limitamos a isso. Queríamos ajudar mais. Queríamos renovar as idéias dentro do clube e prepará-lo para o futuro, para o novo cenário que se desenhava para o futebol profissional. Assim, começamos a participar da vida do Grêmio, da forma mais honesta e abnegada possível. O nosso incentivo não era financeiro, era a paixão. Trabalhamos no Quadro Social, atuamos como orientadores de portões, contribuímos na formulação de projetos para o clube, desprovidos de qualquer intenção que não a de ajudar o nosso time do coração. Paulatinamente, esta dedicação foi gerando frutos, foi sendo reconhecida e os ideais começaram a se tornar realidade.