Prezado Jornalista Hiltor Mombach,
No dia de hoje, o Senhor publicou matéria em seu blog intitulada “Começa a limpa no Quadro Social do Grêmio”, que possui uma série de inverdades que somente servem para semear a insegurança com relação aos direitos dos Associados tricolores com relação à transição para a Arena.
Para seu conhecimento e dos inúmeros gremistas que acessam o blog, a atual gestão do Grêmio nomeou o Conselheiro Rodrigo Karan como Assessor do Departamento Jurídico para que o mesmo, juntamente com um grupo qualificado de advogados (Drs. Luiz Fernando Moreira, João Pedro Motta, Robson Rodrigues Gomes, Roberto Santos Silveiro e Edson Berwanger), tivesse como atribuição, dentre vários assuntos jurídicos, a realização de um estudo aprofundado sobre os diversos planos de sócios existentes no clube com a finalidade de apresentar-se um parecer ao atual Conselho de Administração sobre a devida condução para a transição das diversas modalidades de Associados para a futura Arena.
Informamos que, em conjunto com o Departamento Jurídico remunerado do Clube, o qual havia iniciado este estudo, não estamos medindo esforços para finalizar o trabalho o quanto antes, pois sabemos que os Associados estão ansiosos em ter conhecimento dos desdobramentos deste processo.
Entretanto, este trabalho vem sendo prejudicado por informações maldosas publicadas por grupos políticos, e muitas vezes reproduzidas pelos meios de comunicação como se verdadeiras fossem, sem que sejam ouvidos quaisquer membros da gestão atual do Clube, nem mesmo o referido grupo de apoio do Departamento Jurídico do Grêmio.
Com relação à notificação publicada no dia de hoje nos meios de comunicação, informamos que a mesma tem o propósito de atualizar as informações cadastrais dos Associados das categorias Remidos e Titulados para que o Clube tenha um cadastro atualizado e completo dos mesmos.
Por se tratar de Associados muito antigos do Clube, faz-se necessário o recadastramento, previsto, inclusive, no Estatuto do Clube, uma vez que grande parte não possui informações atualizadas no banco de dados do Quadro Social dificultando-se a comunicação com estes Associados.
Sendo assim, pedimos inclusive teu apoio para que possamos divulgar para o maior número de Associados que integram estas modalidades associativas, de forma que os mesmos realizem este recadastramento até o dia 1º de agosto evitando o dissabor de ter a sua carteira bloqueada.
Ressaltamos que este bloqueio tem caráter temporário bastando que o Associado realize o recadastramento, pois o interesse da atual gestão do Clube jamais foi de “eliminar” Associados, mas, sim, respeitar os seus direitos adquiridos.
Temos o compromisso passado pela atual gestão do Grêmio de realizar um trabalho e apresentar um parecer sempre levando em consideração os direitos adquiridos dos Associados do Clube. Nosso objetivo principal será apresentar caminhos para que a gestão atual do Clube possa realizar este processo de transição para a futura Arena sem infringir direitos adquiridos dos Associados.
Sem mais, colocamo-nos à sua inteira disposição e informamos aos Associados do clube que, tão logo este trabalho esteja concluído, o mesmo será apresentado ao Conselho de Administração do Grêmio, o qual dará o devido encaminhamento.
Atenciosamente,
Grupo de Apoio do Departamento Jurídico do Grêmio: Coordenador Advogado Rodrigo Karan; Integrantes: Advogados Luiz Fernando Moreira, João Pedro Motta, Robson Rodrigues Gomes, Roberto Santos Silveiro e Edson Berwanger.
Muito tem se falado em profissionalizar a gestão do futebol, e, nos últimos anos, surgiu nos clubes a função do “executivo” para atuar na área.
Culturalmente, os clubes brasileiros têm em seus quadros diretivos membros de seus conselhos deliberativos ou sócios exercendo papeis de comando nos diversos âmbitos da instituição. Com a exigência de resultados cada vez maior das agremiações frente aos certames e, ainda, com os vultosos valores envolvidos em transações e folhas de pagamento, o mercado acaba demandando um profissional que dedique o seu tempo integral ao “negócio” futebol.
Nesses casos, é saliente a dificuldade de estabelecer-se uma política de governança e incorporá-la ao escopo desse líder, de modo a dar-lhe autonomia nos processos. Como o esporte no País tem como regra o imediatismo de resultados, a continuidade do trabalho de um especialista no ramo fica comprometida pelos insucessos eventuais no campo.
Apesar do crescimento do número de cursos de gestão voltados ao futebol – indo da extensão à especialização –, da crescente procura pela carreira e da maior atenção que, progressivamente, os clubes nacionais têm dado ao oficio “executivo de futebol”, ainda somos aprendizes no assunto.
Outra dificuldade que desponta é a falta de padronização da função, pois a maioria dos clubes contratantes tem dificuldades em discernir o trabalho do executivo de futebol das tarefas do(s) dirigente(s) de departamento.
Mais um óbice a ser levado em conta é a ainda “baixa amostragem” que se tem desses profissionais. Como a função é relativamente nova, alguns clubes ficam em dúvida sobre como selecionar o perfil adequado e como avaliar seu rendimento. Tudo acaba restrito, mais uma vez, aos resultados de campo – os quais, convenhamos, não podem ser parâmetro para avaliar o impacto que um profissional do setor é capaz de causar no desempenho de um time.
Ademais, é fundamental ter em mente que na estrutura do clube está o segredo do sucesso. É necessário preparar os jovens e formar uma cultura de agremiação que facilite a reposição e a ascensão das categorias de base, sempre tendo em vista abastecer a equipe principal.
As categorias de base são uma fonte inesgotável de promessas e receitas. Como nem todos poderão jogar, é através de convênios com clubes menores, cuja estrutura é condizente às necessidades do formador principal, que os atletas iniciantes poderão demonstrar seus predicados técnicos, auferir resultados para dentro de campo e, também, retorno financeiro.
Isso só pode ser alcançado se a meta da administração for, de fato, priorizar a formação de um corpo de colaboradores especializados e atualizados, regidos sob um princípio: a continuidade. O trabalho em um clube não pode ficar refém da política interna da instituição. É preciso ter um plano de governança abrangente, onde todos atuem com um fim: guarnecer a equipe principal – que pode se tornar um time competitivo e sair campeão de uma ou mais temporadas.
Um clube grande, exitoso, é assim reconhecido por encurtar as fases de transição de seus times vencedores. A labuta é árdua para conquistar um certame, e inicia-se anos antes de erguer-se a taça.
As sementes vitoriosas são os jovens competitivos formados no clube. A partir do empenho integrado de todos, eles abastecerão a equipe principal. É uma missão sem fim, uma busca diária pela manutenção do espírito de jogar e competir em alto nível. Seguindo essa fórmula, o Grêmio continuará trilhando o caminho do sucesso.
Alessandro Alves, André Morini, Lucas Sacchet e Rafael Lima
Conselheiros do Grêmio FBPA e integrantes da Comissão de Futebol do MGN
O Movimento Grêmio Novo teve duas motivações principais para o seu surgimento, ocorrido no ano 2000:
1) o desejo de ver o associado atuando de forma mais ativa na vida do Clube; e
2) a renovação das idéias de gestão do clube, preparando-o para os desafios que se desenhavam em seu futuro. Em outras palavras, trabalhar para o surgimento de um novo Grêmio, mais forte, mais democrático e mais moderno.
Atuando de forma coerente com os ideais que nortearam a sua fundação, o MGN vem ao longo do tempo propondo ações e se comprometendo com propostas cujos objetivos são o crescimento e a modernização do nosso Grêmio.
Dentre estas, citamos:
No campo político, nossa atuação é pautada pela ausência de sectarismo. Entendemos que todos os grupos atuantes na vida do Clube podem contribuir com o Grêmio e mesmo divergências históricas devem ser superadas quando estão em pauta os interesses do nosso Tricolor.
Do mesmo modo, o MGN não se alinha automaticamente com nenhuma liderança. Emprestamos nosso apoio àqueles que atuam com o objetivo de cumprir nossos compromissos históricos.
Assim, se quisermos definir o espírito do nosso movimento, poderíamos dizer que o MGN é um movimento que defende idéias e não pessoas. Julgamos ser a melhor forma de trabalhar para que o nosso clube do coração reencontre o caminho das vitórias e possa ter um futuro condizente com a sua grandeza.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
Há muito se discute sobre a Profissionalização na Gestão dos clubes de futebol. Mas o que seria essa profissionalização e de que forma ela teria influência no atingimento dos bons resultados de campo que, em primeira e última instância, seria aquilo que, do presidente ao torcedor, desejam de seu clube.
E o que seria ainda melhor do que o atingimento de bons resultados de campo? Um Título. Melhor ainda que um título seria vermos as taças de Campeão acumulando-se no “armário”, numa ininterrupção de bons resultados, de participação em decisões de campeonatos e de conquistas do nosso clube de futebol.
O objetivo primeiro de um clube de futebol é garantir à sua marca uma imagem vitoriosa. E essa imagem vitoriosa não é criada de uma hora para outra, mas sim com a repetição das conquistas e dos bons resultados.
É aí, na busca desse objetivo de dar continuidade aos bons resultados, de garantir a sustentabilidade do clube nas primeiras posições dos campeonatos que disputa, sem aquele indesejado intercalar de ótimos e péssimos resultados, que se encaixa a Gestão Profissional no clube de futebol.
Já se ouviu por diversas vezes que a Gestão de Empresas não se aplica aos clubes de futebol. Discordamos! A Gestão das Empresas é a mesma Gestão que pode ser aplicada na sua casa, no seu condomínio, na escola de suas crianças e, SIM, pode e deve ser aplicada aos clubes de futebol. E os resultados esperados, em termos de importância e continuidade, sãopromissores.
O caminho a ser seguido para a implantação de uma Gestão Profissional ao caso específico do nosso Grêmio FBPA passa inicialmente pela mais DIFÍCIL das etapas, que é a adequação de todo o clube a uma nova Cultura, envolvendo seus dirigentes, funcionários e associados, que em primeira instância são aqueles que decidem o modelo de Gestão que o Grêmio FBPA seguirá. Num segundo momento e em paralelo à etapa de consolidação desta nova Cultura, estará colocadaa estruturação do clube e a contratação de profissionais, habilitados nos aspectos técnicos e de liderança, para levar adiante o modelo de Gestão, garantir a execução e manter o foco no atingimento dos resultados.
O detalhamento maior destes pontos estará sendo discutido num próximo texto. O que queremos nesse momento como este artigo é deixar clara a importância da aplicação de um modelo de Gestão Profissional ao nosso Grêmio FBPA para que se permita não apenas a retomada dos Grandes Títulos, mas acima disso a manutenção do nosso clube entre aqueles considerados de Ponta no futebol Mundial.
Movimento Grêmio Novo