Aproveitando a remodelação de nosso site, estreamos hoje a seção MGN Entrevista. O objetivo deste espaço é apresentar ao associado e torcedor gremista um pouco mais de cada integrante do MGN, suas idéias e visões sobre o Clube. Eventualmente, poderão ser entrevistadas personalidades gremistas que não necessariamente façam parte do MGN.
Inaugurando a coluna, o primeiro entrevistado é nosso integrante Eduardo Antonini. Conselheiro do Grêmio, integrante do Conselho de Administração e presidente da Grêmio Empreendimentos, Antonini tem despontado nos últimos anos como uma das novas e jovens lideranças políticas do Grêmio.
Boa leitura!
MGN – Um bate bola rápido pra descontrair – Qual a primeira lembrança como Gremista que te vem a mente?
EA – O primeiro jogo que me recordo de assistir no Olímpico foi o Gre-nal da final de 1977, aos sete anos. Uma memória inesquecível!
MGN – Qual é o jogo que não te sai da lembrança?
EA – São tantos, mas os que realmente destaco são: a final da Libertadores de 1983, a final do Mundial de 1983 e a Batalha dos Aflitos.
MGN – Como foi o processo de deixar de ser torcedor e passar para o outro lado como dirigente?
EA – Começou em 2001, quando um grupo de associados começou a questionar a falta de participação dos sócios na vida política do clube. Todos nós, apaixonados, sempre temos críticas e sugestões e, por isso mesmo, devemos ter, democraticamente, acesso e possibilidade de implementar nossas propostas no clube. Foi assim que surgiu o Movimento Grêmio Novo que, na minha opinião, foi o catalizador dessa grande transformação política pela qual o clube passou nesses últimos anos.
MGN – Perdeu alguma coisa nesse processo? Quero dizer, a paixão continua a mesma?
EA – A paixão é cada vez maior, prova disso é que deixamos, muitas e muitas vezes, de privar da família e de momentos de lazer para trabalhar pelo clube. Mas apenas paixão não basta, tem que ter objetivos claros e lutar por eles, mesmo que isso traga “custos” políticos. Sempre lutei, de forma muito transparente, por aquilo que acredito que seja o melhor para o clube, e não por aquilo que traga mais dividendos políticos.
MGN – Você talvez seja um dos melhores exemplos de renovação que podemos observar no Grêmio – embora já seja conselheiro, atingiste um cargo eletivo com relativa baixa idade – o que é um sonho para muitos gremistas, ver uma renovação efetiva, com pessoas novas e idéias novas. O que podes dar como dica para quem seguir a mesma linha?
EA – Posso dizer que é necessário ter muita convicção e perseverança pois é mais fácil se acomodar e acreditar no discurso daqueles que dizem estar no clube há décadas e que as coisas sempre foram assim e dessa forma nosso clube centenário ganhou o mundo. Respeito muito o passado e aqueles que construíram o clube, mas nosso futuro só será brilhante se percebermos que o futebol mudou – e muito – nos últimos anos e que precisamos de uma rápida e grande modernização.
MGN – Ainda na linha da renovação e de novos ares: É possivel alinhar o profissionalismo necessário aos novos tempos da administração esportiva com política de clube?
EA – Talvez esse seja o maior desafio da atual gestão, que teve como plataforma política a profissionalização da gestão e está, nesse início de mandato, cumprindo ao máximo esse objetivo. É claro que existem locais em que não basta apenas colocar um profissional, sem a presença de algum dirigente “abnegado”. Acredito que nosso novo estatuto (cuja concepção tive a oportunidade de ajudar a construir, em 2004) seja um belo norte para as administrações do clube, quanto mais fiel for seu cumprimento, melhor.
MGN – Não podia deixar passar a oportunidade de falar sobrea a Arena e Grêmio empreendimentos. De onde saiu o embrião da idéia da Arena. Muito se ouviu falar, mas gostaríamos de expor como tudo começou.
EA – Tudo começou no início de 2006, quando tínhamos acabado de retornar da série B, que foi o foco principal de nosso primeiro ano de gestão, 2005. Decidimos que 2006 daríamos especial atenção a ações estruturantes visando que o clube não voltasse a passar pelas dificuldades que havíamos encontrado. Coube a mim fazer o “plano Diretor do Estádio Olímpico”, pois naquele momento surgiam muitos interessados em explorar áreas no estádio. Fiz uma análise do que existia e aproveitei para visitar as Arena construídas para a Copa da Alemanha. Voltei da Copa convencido que não havia como reformar o Olímpico. O que precisávamos viabilizar era a construção de uma nova e moderna arena multiuso. Daí contratamos a Amsterdam Arena Advisory para fazer um estudo de viabilidade e, o resto da história vocês sabem .
MGN – O que nossos leitores podem esperar para o futuro do Grêmio? Sabemos que a palavra planejamento foi muito judiada em anos anteriores, mas é possível esperarmos um planejamento factível e que eleve o Grêmio novamente ao seu merecido lugar?
EA – Planejamento é muito importante, mas sem ação, atitude, comprometimento, não se obtem resultados satisfatórios. É essa linha que procuramos adotar no clube. Certamente cometeremos erros, o que é normal, mas não nos omitiremos nesses anos que serão, certamente, decisivos para o futuro do clube. Não se pode ignorar toda a transformação que a mudança para a Arena vai acarretar ao Grêmio, portanto temos menos de dois anos para preparar o clube, ou seja, realizar uma grande reforma administrativa. O Grêmio poderá ser ainda muito maior após a mudança para a Arena. Isso está na mão de todos os gremistas.
MGN – Desde quando faz parte do MGN? E qual o papel e importância do MGN na construção de tua participação na vida do clube o o papel do próprio MGN atualmente na vida política do clube?
EA – Sou, com muito orgulho, um dos fundadores do MGN, fato ocorrido em 2001. O MGN tem papel de destaque na abertura do clube e em sua busca por uma gestão cada vez mais profissional e próxima ao associado. E, não posso deixar de destacar, sempre me apoiou incondicionalmente no desenvolvimento do Projeto Arena, mesmo nos momentos mais difíceis em que muitos tentaram acabar com esse sonho. Tenho certeza de que o MGN terá cada vez mais um papel de relevância na política tricolor, especialmente pela qualificação dos componentes que tem se integrado à nossa causa.
Em sessão realizada ontem à noite, o Conselho Deliberativo do Grêmio referendou os nomes indicados pelo Conselho de Administração para compor o novo Conselho de Sócios da Grêmio Empreendimentos.
Eduardo Antonini, integrante do Movimento Grêmio Novo e do Conselho de Administração do clube é o novo presidente da empresa responsável pela gestão do Projeto Arena. Além de Antonini, o ex-presidente do MGN Jorge Bastos fará parte do Conselho de Sócios juntamente com os conselheiros gremistas Alexandre Grendene, Irno Bordignon, Antônio Frizzo, Sérgio Pegoraro e Claúdio Ness Mauch.
As indicações são um reconhecimento ao trabalho realizado e ao comprometimento de Antonini e todos os demais integrantes com o Projeto Arena.
Na mesma sessão, o CD também referendou a indicação do conselheiro Marco Antônio Scapini para ocupar um lugar no Conselho de Administração do clube, em substituição à Alfredo Oliveira, o Carioca, falecido no final do último ano.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo