O Movimento Grêmio Novo – MGN vem manifestar publicamente a sua posição sobre o processo eleitoral em andamento para o Conselho de Administração do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
O MGN empenhou-se desde o início do processo eleitoral na construção de um ambiente respeitoso e em uma pauta de debates com foco em projetos e na modernização do clube, como convém aos interesses maiores do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Nesse sentido, fomos procurados por diversas forças políticas com o propósito de dialogar, inclusive pelas forças da oposição à atual gestão.
A partir disso, foi aberto o debate no âmbito interno do MGN. Em reunião marcada por expressivo número de integrantes, com ampla discussão, o Movimento Grêmio Novo deliberou no sentido de sustentar a continuidade da atual administração no campo eleitoral, por entender que é o melhor caminho para o crescimento do clube. O MGN optou por compor e apoiar a Chapa 4 – Gestão para Vencer, encabeçada pelo presidente Paulo Odone.
Os números comprovam que o crescimento do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense foi avassalador entre 2004 e 2012, em todas as suas áreas. Investimentos ampliados, receitas expandidas, dívidas quitadas e uma casa nova: poucas administrações podem se orgulhar de ter feito tanto pelo clube, recuperando-o de uma situação quase falimentar e recolocando-o no patamar dos maiores clubes do mundo.
Há muito por fazer. O caminho da modernização e da sustentabilidade é longo e árduo, não admitindo interrupções. É preciso prosseguir no que tem sido feito de bom, sem solução de continuidade. O MGN muito contribuiu para essa evolução e, em razão disso, por coerência e lealdade, pretende auxiliar na continuidade desse progresso administrativo.
Assim, o MGN indicou para a Chapa 4 dois de seus melhores quadros, que têm trabalhado muito pelo clube nos últimos anos: Eduardo Antonini e Rodrigo Karan.
O Movimento Grêmio Novo espera que o debate eleitoral seja marcado pela discussão de ideias e conceitos, fugindo ao personalismo que assola a cultura política nacional. Espera também que as relações entre as forças políticas do clube permaneçam construtivas e civilizadas, trazendo orgulho à coletividade tricolor. Espera, enfim, que o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense seja o grande vitorioso nesse processo eleitoral, emergindo mais coeso e unido ao fim do pleito.
Saudações tricolores.
MOVIMENTO GRÊMIO NOVO
Em face das informações veiculadas na imprensa sobre as eleições que ocorrerão neste ano, o Movimento Grêmio Novo vem a público informar que o conselheiro Odorico Roman não mais integra o MGN, tendo se desligado voluntariamente do movimento.
Deseja-se sorte e sucesso ao amigo Odorico Roman, companheiro de grande capacidade técnica e estimado por todos no Movimento Grêmio Novo. Independente de posições eleitorais, o GRÊMIO precisa do amplo engajamento de gremistas retos e qualificados, dispostos a dar o melhor em prol do clube.
Saudações tricolores.
Porto Alegre, 27 de agosto de 2012.
MOVIMENTO GRÊMIO NOVO
O Movimento Grêmio Novo vem externar publicamente o seu posicionamento sobre as eleições que ocorrerão neste ano para o Conselho de Administração do GRÊMIO.
O Movimento Grêmio Novo nutre profundo respeito pela candidatura do ex-presidente Fábio Koff, o dirigente mais vitorioso da história do clube, portador de uma biografia digna da admiração de todos os gremistas.
No entanto, por uma questão de lealdade com a gestão de que participou ativamente, no período 2011-2012, o Movimento Grêmio Novo optou por trilhar um caminho de afirmação e defesa dos avanços administrativos conquistados nestes dois anos.
Nesse período de dois anos, o Movimento Grêmio Novo teve a presença de Eduardo Antonini e Jorge Bastos na Grêmio Empreendimentos, participou do Conselho de Administração, contribuiu com o Departamento Jurídico, colaborou com a Assessoria de Relações Institucionais, auxiliou na Escolinha e cooperou no Planejamento do GRÊMIO.
Em todas essas áreas, o Movimento Grêmio Novo esforçou-se ao máximo para trazer ideias modernas de organização e de gestão, especialmente no desenvolvimento de nossa ARENA, para que o GRÊMIO possa novamente se afirmar como um clube vencedor, em conformidade com sua história centenária, vindo a sustentar um alto patamar de competitividade de forma consistente e duradoura.
Por essas razões, o Movimento Grêmio Novo tomou a decisão de auxiliar na construção de uma chapa de situação para o Conselho de Administração do GRÊMIO. Em reunião que contou com a maciça presença de seus integrantes, após intenso e produtivo debate, afirmou-se a necessidade de expandir o processo de profissionalização do clube para todas as suas áreas, de forma irreversível.
Para essa tarefa, o Movimento Grêmio Novo empenhará sua confiança e seus esforços na manutenção da parceria franca e leal que possui com a administração do GRÊMIO e com os demais movimentos, especialmente com os companheiros dos movimentos Grêmio Sem Fronteiras e Movimento Grêmio Democrático, em condições de absoluta igualdade no diálogo e na ação.
O Movimento Grêmio Novo quer o melhor para o GRÊMIO, hoje e sempre. Acreditando no convívio fraterno entre todos os gremistas, de forma respeitosa e civilizada, espera que prevaleçam os conceitos de gestão mais avançados, para alcançarmos um Grêmio mais moderno e vitorioso.
Saudações tricolores!
Porto Alegre, 25 de agosto de 2012.
MOVIMENTO GRÊMIO NOVO
O entrevistado de hoje é o conselheiro Jorge Eduardo Saraiva Bastos. Integrante do Movimento Grêmio Novo desde 2000, Bastos é empregado há 30 anos da CEEE, formado em Administração de Empresas pela UFRGS, especializado em Gestão pela Qualidade Total pela UlBRA e com pós-graduação em Gestão Empresarial pela UFRGS. Conselheiro Deliberativo da ELETROCEEE – Fundação CEEE Previdência Privada. Sócio do Grêmio desde 1994, Conselheiro Deliberativo do Clube na Gestão 2004-2010 e 2010-2016 e Vice- presidente em 2005/2006. Atualmente, é integrante do Conselho da Grêmio Empreendimentos.
MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.
A decisão da Libertadores da América contra o Peñarol em 1983. Chegamos ao estádio às 17 horas e saímos do Olímpico depois da meia-noite. Um jogo eletrizante. Um adversário de tradição, qualidade técnica e garra, mas um Grêmio copeiro, com o talento do Tita, liderança do Hugo de León, oportunismo do Oswaldo e o brilhantismo do Renato Portaluppi. Aquele gol memorável do César ocorreu na minha frente. Simplesmente o estádio foi à loucura. Foram momentos inesquecíveis.
MGN – Porque o MGN? Podes contar um pouco da tua história no Movimento?
Em abril de 2000, participei de uma reunião a convite dos sócios que estavam iniciando a criação do Grêmio Novo e imediatamente fui integrado ao grupo. Eram poucos integrantes com muitas ideias e sonhos, mas em poucas semanas conseguimos consolidar o Movimento de forma a buscar um espaço nas decisões da vida política do clube. Passamos por momentos difíceis: falta de recursos financeiros para estruturar o MGN e divulgar seu ideário; dificuldade de acesso à Direção e ao Conselho do Clube para pedir e obter informações; problemas de acesso à mídia, pois éramos pouco conhecidos. Muitos apostavam que o Grêmio Novo não duraria mais do que 2 ou 3 anos. Vamos para 13 anos de constituição do Movimento. Fui Presidente do MGN em 2003 e 2004 com a missão de termos uma atuação ativa e forte nas eleições para o Conselho Deliberativo em 2004. Voltei a ser Presidente do Movimento no final de 2009 e continuei em 2010, também com o desafio de participarmos ativamente nas eleições para renovação de metade do conselho. Findo este 2º mandato de Presidente, promovemos a saudável renovação dos dirigentes do MGN, aproveitando jovens com alto potencial e que estarão à frente do Movimento nos próximos anos. Estes 12 anos de Grêmio Novo me trouxeram muita alegria e satisfação. Minha história se confunde com a do MGN, tanto é, que até hoje a mídia me vincula ao Movimento. Não tenho dúvidas que o Grêmio Novo foi o principal protagonista na participação dos associados na vida política do clube e como tal merece de minha parte a total e eterna fidelidade.
MGN – Como integrante do Conselho de Administração em 2005-2006 e atual integrante do Conselho da Grêmio Empreendimentos, poderias falar sobre a experiência de participar da gestão do clube? Quais foram os desafios encontrados nestas oportunidades?
Em 2004, ao final no processo eleitoral para renovação do Conselho, onde ingressamos com 10 integrantes do MGN, tínhamos o compromisso de realizar uma reforma estatutária. Nesta, queríamos desde 2000, as eleições diretas para Presidente. Ocorreu a dita reformulação e participamos da primeira eleição, no final de 2004, para o Conselho de Administração. Eram 3 chapas, passamos para o segundo turno em segundo lugar e vencemos a eleição junto ao associado. A Gestão 2005/2006 iniciou de forma bastante difícil. Ser Vice-Presidente do Grêmio na época, assumindo o clube na 2ª divisão e tentando resgatar a dignidade do torcedor gremista era um grande desafio. Não faltaram dificuldades de toda ordem, porém, retornamos à elite naquele jogo fatídico, a Batalha dos Aflitos, onde eu estava presente junto com a delegação. Em 2006 já estávamos em um patamar melhor e pudemos iniciar um trabalho de melhor planejamento. Houve as primeiras tratativas para realização do nosso sonho, a Arena Tricolor. Lembro-me, inclusive, que participei do programa Conversas Cruzadas, gravado pela manhã para ser apresentado à noite, no dia do debate para o segundo turno das eleições para o governo do Estado. O tema que defendi no debate foi: Arena do Grêmio, diferenciação e não elitização no clube de futebol. A mídia não era clara, mas muitos eram incrédulos à realização do nosso projeto. Naquela época, existia muita especulação e a dúvida pairava, inclusive no nosso tradicional adversário que estava representado neste programa. Hoje, participo da Grêmio Empreendimentos, sob a liderança do nosso companheiro, o competente Presidente Eduardo Antonini, em minha opinião, atualmente no Brasil, a maior autoridade no assunto referente à Arenas. Estamos concretizando este sonho iniciado na Gestão 2005/2006 e que fará do Grêmio um clube com um dos estádios mais modernos do mundo.
MGN – Profissionalização do departamento de futebol. Qual tua opinião sobre o tema? Qual o modelo que acreditas que seja o ideal para o clube?
Acredito que o profissionalismo deva existir em clubes de futebol. A necessidade de executivos para gerenciar o dia-a-dia da instituição foi diagnosticada em 2004. Tanto que houve a alteração estatutária prevendo estas novas condições. Acho fundamental termos um executivo de futebol, que , juntamente com o Assessor vinculado à Gestão, fará a interface das políticas do clube ditadas pelo Conselho de Administração com o gerenciamento do futebol. Por isso, defendo a presença destas duas figuras, o Diretor executivo de futebol remunerado e o Assessor, não remunerado, ligado à Gestão do Clube.
MGN – Arena: qual o impacto no futuro do Grêmio? Quais são as transformações necessárias para que o clube possa evoluir?
Muito impacto. O upgrade será enorme. As receitas geradas e a possibilidade de adequação de custos tornará o Grêmio um clube superavitário e com grande potencial competitivo no mercado do futebol. Juntamente com a profissionalização, teremos a médio prazo o Grêmio entre os 20 maiores clubes do mundo. Pode ser um sonho. Mas a Arena começou como um sonho em 2006 e hoje está 80% construída.
MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.
O MGN nasceu nas sociais. Toda a sua história, sua luta, foi voltada para compatibilizar uma maior participação de seus associados na vida do Grêmio com o intuito de ajudar o clube em todas as suas instâncias. O associado que quiser participar da vida do clube tem uma porta aberta no Grêmio Novo. O MGN foi e sempre será a melhor alternativa para quem quer ingressar na política do clube.
O Movimento Grêmio Novo aprovou, em sua última reunião ordinária, documento elaborado pela sua Diretoria Executiva. Tal documento apresenta, detalhadamente, o ambiente de governança considerado ideal pelo grupo para os clubes de futebol, em especial, obviamente, o Grêmio FBPA.
Abaixo, a íntegra do documento com a proposta do Movimento Grêmio Novo:
LINHAS GERAIS PARA PROPOSIÇÃO DE UM AMBIENTE DE GOVERNANÇA CORPORATIVA PARA CLUBES DE FUTEBOL
Diretoria do Movimento Grêmio Novo, em 23.02.2012.
Atualmente, percebe-se grande mudança no paradigma administrativo dos clubes de futebol brasileiros. O contínuo aumento dos recursos financeiros e a ampla competitividade do mercado do futebol – em contraposição à acirrada busca de talentos para uso nos diversos campeonatos disputados pelas instituições – fazem com que cada vez mais as estruturas administrativas precisem ser trabalhadas, buscando sua otimização através de instrumentos já popularizados em outros tipos de companhias.
Essencialmente, clubes de futebol são entidades associativas que, com o aumento da necessidade de tomada de recursos e campanhas publicitárias, nos últimos anos aumentaram sua base de associados – atualmente, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense possui cerca de 65.000 sócios com direito a voto (para efeito de comparação, em 2005 contava com cerca de 3.000 associados aptos a votar). É fato inerente a esse direito a possibilidade de cada associado influir no modo de gestão da entidade; entretanto, o rápido crescimento da base de associados (e, consequentemente, dos elegíveis) faz com que a representatividade do associado seja prejudicada em função do status quo vigente – e, ainda, produz certa desestruturação organizacional que pode ser regrada através da instituição de regras estabelecidas para a definição de papéis entre as diversas instâncias administrativas e de representação em um clube de futebol.
Segundo a legislação em vigor no Brasil, clubes de futebol possuem três instâncias básicas para a constituição de uma estrutura administrativa representativa: i) Presidência/Diretoria Executiva/Conselho de Administração (com formato à escolha de cada instituição), ii) Conselho Deliberativo e iii) Conselho Fiscal. As atribuições de cada instância são definidas à semelhança do que a Lei das Sociedades Anônimas prevê; entretanto, os papéis instituídos pela norma não garantem um perfeito ambiente de pesos e contrapesos em que o processo administrativo possa ser conduzido diretamente às metas e objetivos que cada instituição deva atingir (em última instância, a solidez administrativa e a conquista de títulos). A proposta a seguir é a instituição de fluxos de comunicação/relação entre os órgãos e os profissionais contratados pelo clube para que as rotinas administrativas sejam direcionadas a obter o melhor desempenho da organização em todos os aspectos, controlando-se as atividades desempenhadas e os processos executados.
A figura a seguir propõe, de forma ilustrativa, como funcionam esses eixos de relação e comunicação entre as diversas instâncias – partindo-se sempre do pressuposto de que uma administração organizada possua, por primeiro, um planejamento estratégico de longo prazo que determine suas metas e objetivos de forma plurianual:
Figura 1 – Estrutura de governança proposta para um clube de futebol (fonte: própria).
Considerando-se a hipótese da existência de um planejamento estratégico, o responsável pela sua produção sempre será o Conselho Deliberativo. Este órgão, de função definida pela norma vigente como de acompanhamento e controle das ações do Conselho de Administração (além da representação da totalidade dos associados), deverá estabelecer a abrangência do planejamento estratégico, prazo de vigência, metas e objetivos a serem alcançados dentro de cada eixo proposto dentro do planejamento e quais serão os principais controles e formas de reporte a serem instituídos para o acompanhamento do desempenho da administração. Dentro da sua atuação, o Conselho Deliberativo possui comissões temáticas específicas ligadas a cada diretoria executiva relacionada no nível operacional – que deverá acompanhar os principais indicadores definidos para cada célula de trabalho e o cumprimento dos desdobramentos do planejamento estratégico executados pelos níveis táticos e operacionais. No mesmo sentido, caso detectar a necessidade de adaptação das diretrizes do planejamento estratégico provocado por fatores endógenos ou exógenos, as comissões também devem relatar isso ao presidente do Conselho Deliberativo para que proceda com o devido processo.
Como órgão paralelo e fiscalizador dos atos da administração e da instituição, o Conselho Fiscal atua no acompanhamento dos procedimentos executados pelo Conselho Deliberativo e pelo Conselho de Administração (que, como veremos mais tarde, controla os profissionais contratados). O atestado da regularidade administrativa da instituição é tarefa precípua deste órgão.
Num segundo nível, o Conselho de Administração guia-se pelo planejamento estratégico para desenhar seus planos de ação – que são os desdobramentos das metas e objetivos relacionados pelo planejamento estratégico para o atingimento destas valências. Esses planos de ação devem considerar, normalmente, seu tempo de mandato – mas podem, dada a especificidade de cada tópico, ultrapassar esse lapso temporal, sendo considerados assim planos de ação de longo prazo. Da mesma forma que as comissões do Conselho Deliberativo, caso o Conselho de Administração localizar desvios em relação ao planejamento estratégico, deve deliberar e estudar se há a necessidade da modificação em seu planejamento tático ou se a própria estrutura do planejamento estratégico deve ser modificada para que a situação atual seja representada nos planos.
O terceiro nível – basicamente operacional – são os profissionais contratados para a execução dos planos de ação. Propõe-se que esses profissionais contratados sejam regulados por um executivo-chefe, que deverá direcionar todas as ações do nível operacional para que estejam alinhados com o que se espera dos planos de ação. Esses profissionais devem ter metas e objetivos definidos não só pelos planos de ação determinados, mas também pelas tarefas ligadas ao gerenciamento da rotina (ou seja: a instituição não vive só de projetos, mas também das atividades triviais diárias dos processos a que estejam ligados) – e, constantemente, serem avaliados e qualificados para as atividades a que estão alocados. Toda a atividade desses profissionais é acompanhada pelos indicadores de execução e cumprimento ou do planejamento estratégico – realizada pelos três níveis, operacional (executivo-chefe), tático (Conselho de Administração) e estratégico (comissões do Conselho Deliberativo) – ou das atividades relacionadas ao gerenciamento da rotina, que também podem comprometer a imagem e a solidez da instituição caso não sejam perfeitamente desempenhadas.
Note-se que, dentro dessa proposta, deve ser definidas claramente o escopo das atividades ligadas ao plano tático e ao plano operacional – e, preferencialmente, o plano operacional deve ser executado por profissionais remunerados e com dedicação exclusiva, dada a necessidade da cobrança pelo desempenho inerente à sua função dentro da hierarquia organizacional.
É sabido que os clubes de futebol possuem diferentes níveis de maturidade administrativa – proveniente, principalmente, da sua maior ou menor propensão à ambientes democráticos. O modelo descrito aqui é uma projeção ideal de ambiente, com procedimentos de controle isentos dos atos administrativos – sem considerar alçadas internas de deliberação (como, por exemplo, execução de contas acima de determinados patamares). Enfatize-se, também, que esta proposta tem como base organizar o ambiente de governança de uma instituição com estas características para que seja possível a instituição referencial e prática da aplicação de um planejamento estratégico – dependendo de desdobramentos futuros para a implementação efetiva de um ambiente seguro de governança. Entretanto, os princípios aqui discorridos favorecem em muito a criação desse tipo de ambiente.