A Diretoria do Movimento Grêmio Novo vem a público expressar sua preocupação com os últimos acontecimentos envolvendo a gestão de futebol do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
As decisões tomadas pelo Departamento de Futebol, em especial a quarta mudança de treinador em 14 meses, não indicam a existência de um planejamento de longo prazo, tão necessário ao reerguimento do clube.
Além disso, decisões importantes estão sendo tomadas sem consulta a amplos setores do clube, dando-se pouca atenção à opinião dos associados e conselheiros.
O Movimento Grêmio Novo luta por profissionalização, transparência e democracia. A persistir esse quadro, será nosso dever reavaliar o apoio que temos prestado à atual gestão.
Diretoria do Movimento Grêmio Novo
O Movimento Grêmio Novo saúda o novo passo dado pelo Conselho de Administração do Grêmio na direção da profissionalização do clube. A contratação de Alexandre Faria como novo executivo do futebol representa um avanço na gestão da mais complexa área da Instituição.
Esperamos que o plexo de competências do novo executivo seja amplo o suficiente para manter as decisões do futebol a salvo de ingerências políticas, que historicamente prejudicam o desempenho deste departamento.
Desejamos a Alexandre Faria todo o sucesso em seu trabalho no Grêmio.
Movimento Grêmio Novo
Muito tem se falado em profissionalizar a gestão do futebol, e, nos últimos anos, surgiu nos clubes a função do “executivo” para atuar na área.
Culturalmente, os clubes brasileiros têm em seus quadros diretivos membros de seus conselhos deliberativos ou sócios exercendo papeis de comando nos diversos âmbitos da instituição. Com a exigência de resultados cada vez maior das agremiações frente aos certames e, ainda, com os vultosos valores envolvidos em transações e folhas de pagamento, o mercado acaba demandando um profissional que dedique o seu tempo integral ao “negócio” futebol.
Nesses casos, é saliente a dificuldade de estabelecer-se uma política de governança e incorporá-la ao escopo desse líder, de modo a dar-lhe autonomia nos processos. Como o esporte no País tem como regra o imediatismo de resultados, a continuidade do trabalho de um especialista no ramo fica comprometida pelos insucessos eventuais no campo.
Apesar do crescimento do número de cursos de gestão voltados ao futebol – indo da extensão à especialização –, da crescente procura pela carreira e da maior atenção que, progressivamente, os clubes nacionais têm dado ao oficio “executivo de futebol”, ainda somos aprendizes no assunto.
Outra dificuldade que desponta é a falta de padronização da função, pois a maioria dos clubes contratantes tem dificuldades em discernir o trabalho do executivo de futebol das tarefas do(s) dirigente(s) de departamento.
Mais um óbice a ser levado em conta é a ainda “baixa amostragem” que se tem desses profissionais. Como a função é relativamente nova, alguns clubes ficam em dúvida sobre como selecionar o perfil adequado e como avaliar seu rendimento. Tudo acaba restrito, mais uma vez, aos resultados de campo – os quais, convenhamos, não podem ser parâmetro para avaliar o impacto que um profissional do setor é capaz de causar no desempenho de um time.
Ademais, é fundamental ter em mente que na estrutura do clube está o segredo do sucesso. É necessário preparar os jovens e formar uma cultura de agremiação que facilite a reposição e a ascensão das categorias de base, sempre tendo em vista abastecer a equipe principal.
As categorias de base são uma fonte inesgotável de promessas e receitas. Como nem todos poderão jogar, é através de convênios com clubes menores, cuja estrutura é condizente às necessidades do formador principal, que os atletas iniciantes poderão demonstrar seus predicados técnicos, auferir resultados para dentro de campo e, também, retorno financeiro.
Isso só pode ser alcançado se a meta da administração for, de fato, priorizar a formação de um corpo de colaboradores especializados e atualizados, regidos sob um princípio: a continuidade. O trabalho em um clube não pode ficar refém da política interna da instituição. É preciso ter um plano de governança abrangente, onde todos atuem com um fim: guarnecer a equipe principal – que pode se tornar um time competitivo e sair campeão de uma ou mais temporadas.
Um clube grande, exitoso, é assim reconhecido por encurtar as fases de transição de seus times vencedores. A labuta é árdua para conquistar um certame, e inicia-se anos antes de erguer-se a taça.
As sementes vitoriosas são os jovens competitivos formados no clube. A partir do empenho integrado de todos, eles abastecerão a equipe principal. É uma missão sem fim, uma busca diária pela manutenção do espírito de jogar e competir em alto nível. Seguindo essa fórmula, o Grêmio continuará trilhando o caminho do sucesso.
Alessandro Alves, André Morini, Lucas Sacchet e Rafael Lima
Conselheiros do Grêmio FBPA e integrantes da Comissão de Futebol do MGN
Há muito se discute sobre a Profissionalização na Gestão dos clubes de futebol. Mas o que seria essa profissionalização e de que forma ela teria influência no atingimento dos bons resultados de campo que, em primeira e última instância, seria aquilo que, do presidente ao torcedor, desejam de seu clube.
E o que seria ainda melhor do que o atingimento de bons resultados de campo? Um Título. Melhor ainda que um título seria vermos as taças de Campeão acumulando-se no “armário”, numa ininterrupção de bons resultados, de participação em decisões de campeonatos e de conquistas do nosso clube de futebol.
O objetivo primeiro de um clube de futebol é garantir à sua marca uma imagem vitoriosa. E essa imagem vitoriosa não é criada de uma hora para outra, mas sim com a repetição das conquistas e dos bons resultados.
É aí, na busca desse objetivo de dar continuidade aos bons resultados, de garantir a sustentabilidade do clube nas primeiras posições dos campeonatos que disputa, sem aquele indesejado intercalar de ótimos e péssimos resultados, que se encaixa a Gestão Profissional no clube de futebol.
Já se ouviu por diversas vezes que a Gestão de Empresas não se aplica aos clubes de futebol. Discordamos! A Gestão das Empresas é a mesma Gestão que pode ser aplicada na sua casa, no seu condomínio, na escola de suas crianças e, SIM, pode e deve ser aplicada aos clubes de futebol. E os resultados esperados, em termos de importância e continuidade, sãopromissores.
O caminho a ser seguido para a implantação de uma Gestão Profissional ao caso específico do nosso Grêmio FBPA passa inicialmente pela mais DIFÍCIL das etapas, que é a adequação de todo o clube a uma nova Cultura, envolvendo seus dirigentes, funcionários e associados, que em primeira instância são aqueles que decidem o modelo de Gestão que o Grêmio FBPA seguirá. Num segundo momento e em paralelo à etapa de consolidação desta nova Cultura, estará colocadaa estruturação do clube e a contratação de profissionais, habilitados nos aspectos técnicos e de liderança, para levar adiante o modelo de Gestão, garantir a execução e manter o foco no atingimento dos resultados.
O detalhamento maior destes pontos estará sendo discutido num próximo texto. O que queremos nesse momento como este artigo é deixar clara a importância da aplicação de um modelo de Gestão Profissional ao nosso Grêmio FBPA para que se permita não apenas a retomada dos Grandes Títulos, mas acima disso a manutenção do nosso clube entre aqueles considerados de Ponta no futebol Mundial.
Movimento Grêmio Novo