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MGN Entrevista – Rafael Bacchin

O entrevistado de hoje é o sócio tricolor Rafael Bacchin. Sócio do clube desde 1990, Bacchin tem 36 anos de idade, é perito contábil trabalhista, fã e conhecedor do futebol portenho e foi um dos primeiros integrantes do MGN. Após um período afastado, retornou ao MGN em 2010.

MGN – Lembrança de um jogo inesquecível.

Poderia citar inúmeras, mas sendo um privilegiado por ter acompanhado a grande decisão da noite de 11 de dezembro de 1983, certamente aponto a final do Mundial. Era uma criança de apenas 8 anos, mas já com um fanatismo imenso pelo Grêmio. Lembro bem de toda a preparação, sofrimento e explosão de alegria da minha família gremista naquela noite histórica. O apito final do jogo adentrou a madrugada, com festa em Porto Alegre, onde juntos com os familiares nos atiramos na piscina de casa para comemorar o feito heróico. Recordo também que após o jogo, foi colocada uma gravação pela emissora de TV, de uma entrevista que Renato havia concedido dias antes da partida, falando da possibilidade de ser vendido para outro clube. Aquela alegria para mim se transformou imediatamente em tristeza, pois na inocência da infância, não poderia conceber que o grande herói nos abandonasse. Que dia…

 
MGN – Porque o MGN? Podes contar um pouco da tua história no Movimento?

Fui um dos primeiros integrantes do movimento, passando a participar na segunda ou terceira reunião após a fundação. Grupo formado por grandes sócios gremistas, que sonhavam em ver o Grêmio com gestão mais moderna, transparente e democrático. Me afastei por algum tempo, retornando somente em 2010, onde encontrei o movimento ainda muito mais qualificado e experiente, com pessoas extremamente capazes nas mais diversas áreas de atuação. No tempo em que estive afastado da política gremista, observava que o movimento que se mantinha coerente com seu ideário era o MGN, sempre propositivo e propulsor de mudanças importantes na participação mais ativa do sócio, bem como na busca da modernização do plano de gestão do clube. Hoje realizo trabalho na Comissão de Comunicação do movimento, e também na Comissão de Futebol.

MGN – Tu és reconhecido como um grande apreciador e observador do futebol sul americano, em especial o argentino. Na tua opinião, também na condição de integrante da comissão de futebol do MGN, o clube consegue explorar totalmente o mercado sul americano na busca de reforços para o plantel de atletas?

Pois é, quem me conhece sabe que este é um ponto em que insisto em tocar. Penso que o mercado da América do Sul é extremamente subaproveitado. Gastamos fortunas repatriando jogadores já consagrados da Europa, sem maiores ambições em suas carreiras, enquanto que aos nossos olhos temos um mercado relativamente barato para os padrões brasileiros, e com um potencial imenso. Citando exemplos recentes, Conca e Montillo caíam de maduro, jogando muito no mediano futebol chileno. O resto da história todos já sabem… Anos atrás a concorrência era até mais complicada com o poderio financeiro dos grandes clubes argentinos, porém hoje com a crise geral vivida no futebol portenho, os clubes brasileiros possuem um potencial muito maior de negociação. Contudo, é preciso conhecimento e pesquisa de scout do mercado. Contratar por tape, amostragem de poucas partidas, ou por influencia de empresários realmente não tem como lograr êxito.

MGN – A profissionalização do departamento de futebol. Qual tua opinião sobre o tema? Qual o modelo que acreditas que seja o ideal para o clube?

O clube iniciou este processo anos atrás, mas ainda segue engatinhando no tema, com retrocessos motivados por influencia política e resultados de campo. Profissionalização não significa somente remunerar um profissional, cobrar resultados e demiti-lo no caso de insucesso no futebol. É preciso montar uma estrutura que acolha esta prática. O executivo contratado deve seguir diretrizes estratégicas, traçadas pelo clube como instituição. É preciso fixar uma identidade de procedimentos com limites estabelecidos ao executivo contratado. A política de futebol é do clube, devendo o profissional estar subordinado ao Conselho de Administração, executando sua atividade através de critérios previamente estabelecidos. A eventual troca do executivo deve ocorrer pela ineficiência do profissional em cumprir o protocolo estabelecido. Isto é vital para a saúde da continuidade do departamento de futebol, onde peças podem ser substituídas, mas o alicerce de sustentação está montado.

MGN – Atualmente tu desempenhas função de assessor de relacionamento institucional no clube. Em que consiste exatamente a função? Quais as dificuldades e desafios encontrados?

Desempenho hoje esta função em conjunto com o companheiro de MGN André Morini. Consiste em recepcionar as delegações das equipes adversárias que enfrentam o Grêmio no Olímpico, demonstrando que somos hospitaleiros, cordiais, e sobretudo bons desportistas. Recebemos o ônibus das equipes no vestiário adversário, onde presenteamos os dirigentes com um kit de boas vindas ofertado pelo clube. Enquanto os jogadores se preparam para a partida, trocamos idéias e experiências sobre futebol com os diretivos visitantes, e finalmente conduzimos os mesmos aos camarotes quando iniciado o jogo. É um trabalho importante porque tem influencia direta na boa recepção que teremos quando formos visitantes, além de todo trabalho de relacionamento com os dirigentes dos demais clubes, que sempre agrega e pode trazer facilidades em situações futuras envolvendo ambos os clubes. A maior dificuldade ocorre quando as delegações são muito numerosas, extrapolando o limite do camarote destinado ao time adversário no Olímpico. Nesta hora é preciso de um pouco de jogo de cintura, para conseguir acomodar bem os visitantes excedentes em um bom local com completa segurança. Para o Campeonato Brasileiro entregaremos uma placa ao presidente de todos os clubes, fazendo menção ao “Ultimo jogo realizado entre Grêmio x ………. no Estádio Olímpico”.

 
MGN – Uma mensagem final para o associado tricolor.

Continue acreditando sempre no nosso Grêmio. Este clube incomum capaz do impossível, e que insiste em desafiar o improvável. Teremos um grande marco na nossa história que será a inauguração da Arena, a nossa nova casa de conquistas e glórias. Este projeto inevitavelmente nos forçou a projetar a formatação de uma estrutura mais enxuta, funcional e moderna de gestão. Acredito em novas lideranças dentro do Grêmio, proporcionando uma efetiva renovação com pessoas de reconhecida capacidade e competência, oriundas do MGN e de vários outros movimentos. Sangue novo querendo uma renovação estrutural do Grêmio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os anfitriões do Olímpico

Confira abaixo matéria publicada hoje no site oficial do Grêmio falando sobre o trabalho institucional realizado pelos integrantes do Movimento Grêmio Novo Rafael Bacchin e André Morini.

Muita gente não sabe, mas desde o final da década de 70 do século passado o Grêmio possui um serviço de recepção às delegações visitantes que vem ao Estádio Olímpico. O trabalho que demonstra toda a hospitalidade que deve existir em um clube de futebol é coordenado por Paulo Roberto Sampaio, o mesmo responsável por receber no Olímpico os visitantes que participam do Tour Tricolor. Sampaio conta com a colaboração de dois voluntários que respondem pelas relações institucionais, que são André Luís Morini e Rafael Bacchin.


Mais do que recepcionar a chegada do ônibus da delegação visitante ao Olímpico, o grupo presenteia os visitantes com brindes do Grêmio e apresenta a Arena, futura casa do Tricolor, e, com todo o conforto e segurança, acompanha o deslocamento da comitiva visitante até um camarote exclusivo oferecido pelo Clube.

Na noite desta quarta-feira, Sampaio, Morini e Bacchin receberam a direção santista.

Independente da agremiação e da competição que está sendo disputada, o Grêmio sempre oferecerá aos visitantes este comitê de recepção que condiz com a grandeza da instituição anfitriã.

Fonte: www.gremio.net