O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Fornasier, Gerente de Processos e Qualidade:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.
Embora sejam muitos os jogos do Grêmio que ficam na lembrança, que perduram eternamente na memória, os jogos aos quais até hoje consigo reviver em detalhes a emoção do momento são, sem dúvida alguma, as finais da Libertadores da America de 1995 e 2007.
Aquelas finais de 1995 com o primeiro jogo no estádio Olímpico, são a minha primeira identidade viva do Grêmio multi-campeão, consigo ainda hoje relembrar com exatidão aqueles momentos, a mobilização em Porto Alegre em torno daquele jogo, a expectativa e aquele sentimento vivo de confiança no título da América e naquele grande time. Lembro também da consagração, da festa que vivenciei nas ruas de Porto Alegre, onde literalmente um mar azul saudava os campeões da America pelas principais ruas e avenidas da capital, culminando em uma grandiosa recepção no estádio Olímpico. Estas lembranças serão sempre inesquecíveis para mim, jamais as suprirei da memória, por maior que sejam as conquistas que ainda virão pela frente.
As finais de 2007 também me rebatem a momentos inesquecíveis, mesmo após sermos derrotados na Argentina, toda aquela semana que antecedeu a grande final no estádio Olímpico foi marcada pelo entusiasmo da torcida, pela expectativa de viver aquele momento novamente, a confiança e o apoio eram enormes. Ver o estádio Olímpico completamente lotado e empurrando o time foi emocionante, mas com certeza a maior emoção foi ver aquele templo consagrar de pé um time que saia derrotado. Foi a maior manifestação de amor pelo Grêmio que presenciei na minha vida.
MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?
Desde sempre fui gremista apaixonado pelo Grêmio, e no ano de 2004 foi muito difícil acompanhar e assimilar o que acontecia com o Grêmio. Aquela frustração que vinha de dentro de campo aliada a indignação e vontade de fazer algo pelo clube, me fez começar a acompanhar as coisas do Grêmio fora de campo. Comecei a me interar das coisas do Grêmio, dos movimentos que circundavam o clube e etc.
Foi justamente daí que conheci o MGN, e desde o princípio me chamou muito a atenção. Causava-me admiração ver um movimento nascido das Sociais do Olímpico, um movimento criado por sócios e para os sócios. Isto era um diferencial, era pioneiro.
Pra mim o MGN é o grande marco na historia democrática do Grêmio. O MGN em apenas 13 anos de vida já tem muitas contribuições em prol do Grêmio, e com certeza muitas outras virão.
MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?
Ingressei no MGN a convite do amigo Jorge Bastos, e desde o princípio me sinto lisonjeado por integrar um grupo composto por pessoas tão distintas que compartilham do mesmo objetivo, de doar seus conhecimentos profissionais e pessoais em prol do clube do coração.
No início procurei ser um bom ouvinte, e aprender com aqueles que ali estavam a mais tempo e por conseqüência já possuíam uma vasta bagagem de Grêmio, meu objetivo era o de aprender o máximo possível para que também pudesse contribuir de alguma forma com o Grêmio.
Como profissional de TI, pude participar de um grupo de trabalho que auxiliou no plano de migração da TI do Olímpico para a Arena. Também pude contribuir com meu conhecimento em TI na organização para o pleito de 2012.
Hoje como integrante do MGN, procuro dar o meu melhor e me fazer sempre presente para ajudar da melhor maneira possível e estar sempre a postos para qualquer coisa que possa fazer pelo Grêmio.
Este é o objetivo, puro e simples, ajudar o Grêmio em tudo que estiver ao meu alcance.
MGN- A profissionalização do departamento de futebol e demais áreas do Grêmio. Qual tua opinião sobre o tema ? Como vê o estágio atual do clube neste processo ?
Hoje a profissionalização do departamento de futebol e das demais áreas do Grêmio é uma realidade, embora ainda estejamos vivendo um período transitório, não vejo espaço no futebol moderno para os clubes que não seguirem por este caminho.
O departamento de futebol, vejo como sendo o mais complicado de se realizar esta transição. A própria cultura estabelecida no futebol brasileiro, onde se trabalha muito em cima de resultados imediatistas, e a falta de planejamento e projetos de longo prazo, dificulta muito a profissionalização da gestão de futebol. No meu entender, neste período transitório de profissionalização da gestão do clube, o departamento de futebol deve ter em seu comando um gestor profissional, contratado especificamente para este fim. E ainda contar com um assessor político, nomeado pela gestão do clube, onde este ente político seria responsável por dar o suporte necessário ao profissional contratado, garantindo a excelência na gestão do departamento.
O clube necessita encontrar um equilíbrio que permita a convivência de uma gestão política com uma gestão profissional de forma independente, porém com ambas trabalhando no mesmo sentido, no mesmo objetivo. Enquanto não se encontrar esta formula teremos sempre a gestão profissional como subsidiária da gestão política do momento no clube.
Nas demais áreas da gestão do clube, vejo como imprescindível a utilização de um gestor profissional. Um clube como o Grêmio que hoje possui um faturamento anual equivalente a grandes empresas, necessita ser administrado por profissionais capacitados para gerir o clube como em uma grande empresa.
Embora um clube de futebol como o Grêmio não vise o lucro, a gestão do clube em suas diversas áreas deve visar possibilitar recursos financeiros para a área fim, o futebol profissional.
Assim formaremos um circulo virtuoso onde o futebol profissional será o fiador do seu próprio sucesso, e as demais áreas do clube impulsionadas pelo sucesso dentro de campo, terão condições de financiar o futebol profissional com a grandeza que o Grêmio merece.
MGN- Você sendo um profissional de TI, acredita que o Grêmio ainda precisa evoluir nesta área ?
Vejo a tecnologia hoje como uma forte aliada na comunicação global, e acredito que justamente neste ponto o Grêmio poderia evoluir muito. Temos a maior torcida do sul do Brasil e talvez a mais apaixonada do país, e este público consome Grêmio, respira Grêmio. Este público é ávido por informações do seu clube do coração, basta ver a quantidade de blogs que existem hoje na internet falando de Grêmio que se têm uma idéia do tamanho deste público. Se o clube explorar este público, inovando nesta comunicação entre clube e torcedor, acredito que esta paixão abrangerá ainda mais suas fronteiras pelo Brasil e pelo mundo.
Acredito também que o Grêmio poderia se utilizar da tecnologia para prestar melhores serviços ao seu sócio e torcedor, proporcionando conforto e agilidade na venda de seus serviços, seja na venda de ingressos para jogos, na venda de produtos, ou até mesmo no atendimento do Quadro Social.
Enfim, acredito que em uma instituição como o Grêmio, a TI deve servir como ferramenta para as demais áreas do clube, a fim de alavancar o trabalho e os resultados destas. No mundo de hoje é imprescindível que a TI tenha um papel de destaque em qualquer instituição e creio que com clubes de futebol como o Grêmio não deva ser diferente. Por conseqüência deve a TI também ter um profissional da área a frente de sua gestão profissional.
MGN- Qual sua expectativa do futebol do Grêmio em 2013 ?
Particularmente estou confiante, acho que o Grêmio acertou muito na formação do elenco para este ano de 2013, o departamento de futebol atuou com muita competência preenchendo as principais carências do plantel e assim qualificando o grupo para a disputa das competições que temos este ano, principalmente a Libertadores da América no primeiro semestre.
O que me preocupa um pouco é que embora tenhamos um time de primeira e um treinador de ponta, vejo o Grêmio em um momento conturbado fora de campo, tanto o clube como instituição como os próprios torcedores e associados que acabam refletindo este ambiente. No meu entender temos um time com capacidades técnicas para ser muito vitorioso este ano, porém não vejo um ambiente favorável.
Lembrando campanhas recentes como da Libertadores de 2007 e o Brasileirão de 2008, onde tínhamos em ambas ocasiões um elenco não tão qualificado, mas em contra-ponto tínhamos um ambiente totalmente favorável fora de campo, com a torcida jogando junto com o time, literalmente “empurrava” o Grêmio para as vitórias. Tenho convicção que com esse plantel e com a mobilização do clube e torcida e clube em torno deste time, teremos um 2013 excepcional.
MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.
O Grêmio vive um ano especial de sua historia, que o associado ajude a fazer do Grêmio em 2013 o time multi-campeão de outrora.
Temos uma bela casa nova, a Arena mais moderna da América Latina, temos um presidente eleito democraticamente pelo associado justamente alicerçado no sonho do tricampeonato da América, temos um ótimo time montado com jogadores de primeira linha e acima de tudo temos uma torcida apaixonada !
Chegou a hora da mobilização pela re-conquista da América e do Mundo !
Todos os gremistas devem fazer este pacto, pelo Grêmio !
O Futebol não tem lógica alguma…….só loucos para assistirem 22 marmanjos correndo atrás de uma esfera. Mais loucos ainda, aqueles que até podem assistir os jogos pela TV, no conforto da sua casa, mas faz…em questão de ir até o estádio, enfrentando todas as coisas ruins, tais como: congestionamentos, gastos, filas, chuva, sol e etc. E, por fim, os loucos atados não contentes de ir ao estádio, resolvem acompanhar o time do coração nos estádios dos adversários, tanto na própria cidade, na cidade vizinha, na região vizinha, no estado vizinho, no país vizinho e até no continente não tão vizinho assim (como eu fiz em 1995 no Japão).
Quem nos acham loucos é por que nunca sentiram as emoções que aqueles marmanjos, vestidos com nossos mantos sagrados, nos fazem sentir. O desespero, a angústia, a raiva, a apreensão, o “uhhh” pelo quase gol, a esperança, a felicidade, o grito de gol, o grito de “é campeão”, o choro pela tristeza, o choro pela alegria, o abraço apertado num cara que tu nunca viu e que hipótese alguma faria em qualquer outra situação…….enfim, sentimentos infinitos que só os loucos podem sentir ao acompanhar o seu time do coração onde quer que jogue.
Para mim, o futebol é uma verdadeira cachaça !!! Viciante !!!
Além disso tudo, dizem que nunca devemos deixar de ter um pouco de criança no decorrer das nossas vidas. A alegria, a ingenuidade e a transparência das crianças são verdadeiras e contagiantes.
É impossível não se emocionar e tentar se colocar no lugar da Piratinha. Já faz mais de 30 anos que acompanho o Grêmio. Mas ao ler a reportagem, tentei imaginar a sensação, as experiências e, principalmente, a alegria que sentiu essa bonequinha, que carinhosamente está sendo chamada de Piratinha.
Há muitas coisas ruins que envolvem o Futebol. No entanto, há inúmeras coisas boas que nos fazem cada dia mais loucos por aqueles marmanjos correndo atrás de uma simples esfera.
Daniel Carrion
Integrante MGN / Conselheiro do Grêmio FBPA
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2013/05/pe-quente-pop-e-guerreira-noite-dos-sonhos-da-piratinha-na-arena.html

Ontem à noite, o Movimento Grêmio Novo promoveu a terceira edição do “Projeto Futebol: Que Negócio é Esse?”. O evento discutiu a captação e formação de atletas nas Categorias de Base, tendo como palestrantes profissionais do Grêmio FBPA na área, Francisco Barletta (Coordenador de Captação das Categorias de Base do Grêmio) e Gustavo Fragoso (Auxiliar Técnico dos Juvenis do Grêmio).
Nesta edição em formato Pocket, para consumo interno dos integrantes do MGN, e convidados dos outros movimentos políticos do clube, discutimos entre outros temas, o entendimento do mercado e do processo de formação, os agentes envolvidos na captação, a divisão de mercado, bem como as tendências de captação e perfil de atletas.
O “Projeto Futebol: Que Negócio é Esse?” tem a intenção de criar uma cultura de produção de conhecimento científico, acadêmico e sistemático, tendo por objetivo mostrar as boas práticas de administração do futebol.
Na primeira edição do Projeto em 2011, em formato de seminário aberto ao público em geral, contamos como palestrantes o ex-dirigente e multicampeão pelo São Paulo, Marco Aurélio Cunha e o ex-atleta e atualmente executivo de futebol Sandro Blum. No ano passado, o tema foi a Justiça Desportiva e os Clubes de Futebol, com os debatedores Dr. Carlos Schneider (procurador do STJD), Dr. Juliano Ferrer (auditor do TJD-RS) e Dr. Gustavo Pinheiro (diretor jurídico do Grêmio na época).
Outro grande Seminário aberto ao público, está sendo programado para os próximos meses, na busca de institucionalizar a produção de informação, aliando profissionalismo e experiência, para que ela seja cada vez mais respeitada e aplicada ao futebol, tratando o esporte, antes de mais nada, como um negócio, no qual o principal capital são os títulos.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
O entrevistado de hoje é nosso integrante Tomás Hartmann, Advogado e conselheiro do Grêmio:
MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.
Essa para mim é fácil: foi Grêmio 2 x 0 Portuguesa, pois foi meu primeiro jogo no estádio! Sim, tinha 16 anos e, como era do interior, morando há quase 500km de distância, não tinha tido a oportunidade de vir. Mas que jogo para se iniciar: Grêmio bicampeão brasileiro! Paulo Nunes, o diabo loiro, inaugurou o placar logo cedo, aos 5 minutos do primeiro tempo, dando a impressão de que golearíamos com facilidade. Depois, um jogo tenso até o gol consagrador do contestadíssimo Aílton. Simplesmente inesquecível para minha memória de torcedor. O primeiro jogo, um grande título com toques de muita dramaticidade, assim como é a história do grêmio.
MGN- Porque o MGN? Quais as razões para integrar o Movimento?
O ingresso foi quase um acaso: fui convidado para ir a uma reunião por uma amigo, que tinha recebido um convite para ingressar no movimento, mas estava com vergonha de ir sozinho. Fui sem a pretensão de retornar… Porém, estou há 4 anos no movimento. De cara, senti o clima de gremismo, democracia e diálogo dentro do grupo. Manifestei-me na primeira reunião, e fui ouvido como se integrasse o grupo desde o início. Esse ambiente democrático e a paixão incondicional pelo Grêmio de seus integrantes cativaram-me. Por isso, permaneço até hoje!
MGN- Podes contar um pouco da tua história no Movimento Grêmio Novo?
Ingressei em setembro de 2.009, quando, desde logo, passei a integrar a comissão de futebol do movimento. Passado algum tempo, convidado pelo companheiro Nilton César, fui para a comissão jurídica porque tinha maior afinidade na área. Nessa comissão, tivemos a oportunidade trabalhar, auxiliando o jurídico do Grêmio na gestão Paulo Odone, com a migração dos sócios – mais especificamente na questão de estudar os direitos de cada categoria de associado, de forma a preservá-los quando da mudança para a Arena. Foi muito interessante, pois foi possível fazer um agrupamento das quase infinitas categorias para quatro grandes grupos, o que, entendo, facilitou o estudo da migração e o próprio trabalho do Quadro Social. Acho que, no ponto, o movimento contribuiu muito para o Grêmio, o que é nossa razão de existir.
MGN- Conte sobre o seu trabalho na direção da Escolinha do Grêmio.
Primeiramente, um esclarecimento: a Escolinha do Grêmio tem dois nortes distintos, quais sejam, iniciação e formação. Na parte de iniciação (recreativa, lúdica), funciona como uma escola de futebol paga, ou seja, qualquer menino pode inscrever-se, treinar e jogar – há, exigência, entretanto, por óbvio, de que se vista com o uniforme tricolor para treinos. Há dois treinos semanais e um torneio interno, aos sábados. São seis categorias com crianças de 05 a 16 anos divididas pela idade (dois em dois anos). Na parte de formação (competitiva), a escolinha coordena as duas primeiras categorias de base do Grêmio, a sub-10 e a sub-11. No período em que estive a frente da escolinha, o primeiro trabalho foi redefinir o organograma dos profissionais, estabelecendo funções definidas a cada um deles e readequando alguns quadros. O resultado que tivemos é que, na categoria sub-11, de cinco torneios disputados, vencemos todos. Foram o Campeonato Gaúcho, o torneio de Uruguaiana, uma competição em Córdoba na argentina, o tradicional torneio de Três Coroas e um torneio inaugural na região metropolitana. Tínhamos um grande projeto, que era a remodelagem do CT Cristal, em frente ao Barra Shopping, para exploração inclusive mediante a colocação de alguns campos de grama sintética, mas, em razão de o Grêmio estar, com razão, priorizando a transição para arena (aumento do CT de Eldorado, construção do centro de treinamentos, área administrativa na Arena) não havia verba para tanto – também não conseguimos patrocinadores interessados no investimento, que é alto (embora a área seja nobre, ainda mais agora com o Shopping Barra e com o pier do Catamarã). De resto, buscamos a máxima profissionalização da Escolinha, em todos os setores, que é o que o MGN idealiza também para o Grêmio, como um todo.
MGN- Podes falar um pouco sobre a experiência de integrar a Comissão para Assuntos Legais e Estatutários do Conselho Deliberativo?
A comissão é importantíssima, pois analisa, previamente, as condições de procedibilidade de todas as propostas de alteração estatutária. Desde que ingressei na comissão, analisamos temas importantes como, por exemplo, a redução da cláusula de barreira (finalmente aprovada pelo CD). Outro assunto de destaque que analisamos foi o denominado “caso Guerreiro”, em que a comissão, por unanimidade, entendeu pela reabertura do processo, o que, contudo, democraticamente, não foi acatado no plenário do Conselho Deliberativo. Atuei, no caso, como revisor do parecer, relatado pelo colega de comissão Leandro Vidal. É uma honra e uma responsabilidade enorme fazer parte dessa comissão tão vital aos interesses do clube.
MGN- Qual a sua expectativa para 2013, um ano com competições importantes incluindo a Libertadores?
Minha expectativa é das melhores, pois, apesar desse início difícil e um tanto irregular na Libertadores, tenho convicção que o Grêmio passará de fase. A partir disso, entendo que o elenco e o time devem incorpar. Teremos mais opções qualificadas com as prováveis inscrições do Fábio Aurélio e do menino Guilherme Biteco – ambos seriam, por exemplo, ótimas alternativas para suprir o desfalque do Elano no último jogo. Entendo que o Grêmio carece, ainda, de um zagueiro, seja para grupo, seja para disputar vaga de titular. Bressan é um menino com futuro, tem qualidade e potencial, mas é normal que se afobe um pouco entrando em fogueiras como a de quarta-feira. Entendo que o Grêmio, nesse ano, tem todas as condições de buscar o tão almejado grande título, e, aqui, quero enaltecer o grande trabalho da direção anterior que deixou o clube saneado e uma bela base de time que, com os reforços contratados, nos permite sonhar concretamente!
MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor
Acredite na Arena e seja feliz! A Arena é nossa, é o nosso estádio, a nossa casa, o nosso (novo) templo do futebol. Abraçe-a e, quando tiver que criticar alguma falha, faça-o propositivamente, com intuito de melhorá-la e não de denegrir sua imagem. Ademais não acredite em tudo que se ouve e lê na mídia, pois às vezes, as informações são divulgadas pela metade, somente a parte que dá audiência, ou são apenas “meias-verdades” – quando não invencionices totais. Por fim, torça e empurre o time, compre produtos oficiais – é uma forma de ajudar o clube -, enfim, viva o clube!
Embora respeitando as razões apresentadas para o adiamento da próxima sessão do Conselho Deliberativo, o MOVIMENTO GRÊMIO NOVO lamenta o ocorrido, esperando que essa sessão se realize muito em breve. O Conselho Deliberativo é o local adequado para que os representantes dos associados gremistas possam conhecer e debater as atuais condições do projeto Arena.
A circulação de informações desencontradas na imprensa desportiva tem levado à confusão e desesperança entre os sócios. Isso deve acabar, restaurando-se a confiança na viabilidade de nossa nova casa, que necessita ser gerida com eficiência, honestidade e visão de futuro!
O MOVIMENTO GRÊMIO NOVO permanecerá vigilante, insistindo na necessidade de esclarecimentos e esperando que – muito em breve – se realize a tão esperada sessão do Conselho Deliberativo destinada ao debate franco e aberto sobre a atual gestão da Arena do Grêmio.
Saudações tricolores!
Movimento Grêmio Novo
A partir de iniciativa dos conselheiros do Movimento Grêmio Novo e Grêmio Independente, o Conselho Deliberativo do Grêmio FBPA publicou hoje edital de convocação para sessão extraordinária do órgão, a ser realizada no próximo dia 15 de abril. Os dois movimentos colheram entre seus integrantes as 50 assinaturas necessárias para justificar a realização de reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Clube.
O encontro terá como pauta única a discussão de assuntos relacionados ao Projeto Arena, como aponta o edital reproduzido abaixo.
CONSELHO DELIBERATIVO – EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Na forma do Estatuto Social, artigo 69, II, letra a, são convocados os Senhores Conselheiros do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense a reunirem-se no Salão Nobre Patrono Fernando Kroeff, dia 15 de abril de 2013, às 19h30min (dezenove horas e trinta minutos) em primeira chamada, e às 20h (vinte horas) em segunda, para sessão extraordinária subordinada à seguinte
ORDEM DO DIA
- Assuntos correlatos ao Projeto Arena.
Porto Alegre, 26 de março de 2013.
Raul Regis de Freitas Lima
Presidente do Conselho Deliberativo
Saudações tricolores,
Movimento Grêmio Novo
O entrevistado de hoje é nosso integrante Rodrigo Karan, Advogado e conselheiro do Grêmio:

MGN- Lembrança de um jogo inesquecível.
São tantos os jogos inesquecíveis do nosso Grêmio, mas acredito que para mim a final da Copa do Brasil de 1989 tem um sentimento especial.
Neste jogo eu tinha 13 anos e lembro de ter ido nesta final acompanhado de meu pai, meu irmão Thiago e meu avô materno. Este acredito que tenha sido o único jogo que meu avô me acompanhou e assistimos juntos nas cadeiras do estádio Olímpico. Acabou se tornando um jogo inesquecível não só pelo fato do Grêmio ter ganho de 2 x 1 do Sport e conquistado a primeira Copa do Brasil, mas sem dúvida nenhuma por eu ter tido a oportunidade de comemorar o meu primeiro título brasileiro no estádio Olímpico ao lado de meu avô materno que foi sem dúvida alguma a minha maior referência para me tornar um grande gremista. Meu avô nem gaúcho era, pois nasceu em Sergipe, mas quando chegou para morar em Porto Alegre e descobriu que existia um time com as cores de seu Confiança e que comemorava aniversário no mesmo dia que o seu, virou um dos gremistas mais fanáticos que eu já conheci. Saudades de meu avô e saudades do tempo em que a gente comemorava grandes títulos.
MGN- Você é um dos mais antigos integrantes do Grêmio Novo? Conte como surgiu o MGN?
Na verdade não tive a honraria de ser um dos fundadores do Grêmio Novo, pois iniciei no movimento no inicio de 2001 e o movimento foi fundado no ano 2000. Lembro que estava cursando a faculdade de Direito no PUC, quando em uma noite de aula um colega meu, hoje também Conselheiro do Grêmio, Fernando Bonato, levou para a aula uma matéria publicada no jornal Zero Hora sobre a existência de um grupo de associados do Grêmio que haviam fundado um movimento político chamado Grêmio Novo.
Convidado pelo Fernando Bonato resolvi participar da reunião do movimento e para a mesma também convidei nosso colega Jorge D’avila e meu irmão Thiago Karan. Isso ocorreu em março de 2001 e depois desta primeira reunião em que tomei conhecimento do que era o MGN, aceitei o desafio, pois me identifiquei muito com os ideais do grupo que pregava uma maior participação do associado na vida política e administrativa do Grêmio, lutava pela eleição direta do Presidente pelos seus associados e pela eleição proporcional para o Conselho Deliberativo. Além de defender mecanismos de profissionalização do clube e tantas outras coisas mais.
Com orgulho eu e meus colegas de faculdade Fenando Bonato e Jorge D’avila, além de meu irmão Thiago Karan, continuamos até hoje no movimento, grupo político este que me acolheu muito bem e que me possibilitou conhecer gremistas valorosos e de um caráter sem igual.
MGN- Podes contar um pouco da tua trajetória tanto no MGN quanto no Grêmio?
Em março de 2001 ingressei no MGN e desde a primeira reunião já me coloquei a disposição da diretoria da época para auxiliar no que fosse preciso.
Lembro que o movimento estava organizando as festividades de seu primeiro ano de existência e resolvi auxiliar na organização da festa. A festa ocorreu em um restaurante chamado Buona Pasta onde realizávamos a maioria de nossas reuniões. Infelizmente não contamos com a presença de nenhum integrante da diretoria do Grêmio da época, mas da ilustre presença do nosso grande jogador Anchieta.
Depois, com o passar dos anos fui conquistando meu espaço no grupo e tenho orgulho de hoje olhar para trás e perceber que já tive a oportunidade de ser coordenador de eventos, vice-presidente jurídico do MGN e presidente do MGN de 2005 a 2008.
Já em nosso Grêmio tive a oportunidade de assessorar o quadro social nos anos de 2003/2004 também realizando a função de orientador de jogos neste mesmo período.
Em 2004 fui eleito Conselheiro do Grêmio pela primeira vez e em 2010 meu mandato foi renovado novamente.
Nas eleições para a diretoria do Grêmio no biênio 2009/2010 e 2013/2014 tive a honra de ser escolhido como candidato do MGN para o cargo de integrante do Conselho de Administração.
Dentro do Conselho Deliberativo participei da Comissão relativa ao Projeto Arena e também da Comissão Especial de Reforma Estatutária.
Em 2011 fui convidado pelo então Presidente Paulo Odone e sua diretoria para assumir a função de diretor político jurídico do Grêmio, onde tive a oportunidade de liderar um grupo de Conselheiros Advogados que, juntamente com os advogados remunerados do Grêmio, conduziram o processo de transferência das diversas modalidades associativas do Grêmio do Olímpico para a Arena.
MGN- Quais as contribuições mais importantes que o Grêmio Novo trouxe ao Grêmio ao longo dos anos de existência do movimento?
Acredito que a principal contribuição que o MGN trouxe para o Grêmio foi mostrar para o associado comum do clube que era possível sim, com vontade e organização, participar da vida política e administrativa do Grêmio. Acho que o movimento foi fundamental para mostrar que o Grêmio não era de poucas pessoas, que as decisões importantes não poderiam mais ser tomadas pela vontade de uma minoria. O Grêmio precisa olhar mais para seu associado, escutar mais o mesmo e trazer ele para compartilhar as decisões do clube. Como diria nosso colega de MGN Jeferson Thomas após a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as eleições proporcionais para o Conselho Deliberativo e eleições da Diretoria do Clube pelos seus associados. “Se hoje o MGN deixasse de existir e eu deixasse de ser Conselheiro do Grêmio, sairia de cabeça erguida e feliz, pois nossa principal missão estaria cumprida”.
Claro que as contribuições para o Grêmio não se resumem apenas nisso, mas sem dúvida nenhuma isso foi o principal para que o clube possibilitasse a participação de novos dirigentes e pudesse comemorar o fato de possuir mais de 60 mil associados. Nossa contribuição não parou por ai e nem ira parar, tenho orgulho em dizer que o MGN possui em seus quadros gremistas de muita competência e que sempre que assumiram desafios no Grêmio desempenharam bons trabalhos. Posso destacar dentre tantos o trabalho desenvolvido por Sérgio Bombassaro, Ronei, Jorge D’avila, André Morini e Lucas Sacchet no quadro social, reestruturando e preparando o mesmo para poder oferecer um serviço de qualidade para os mais de 60 mil sócios hoje existentes. O trabalho desenvolvido na condição de integrante do Conselho de Administração do Grêmio desempenhado pelos colegas Jorge Bastos e Eduardo Antonini. O trabalho desenvolvido na ouvidoria por Evandro Janovik, bem como a dedicação desempenhada por Gabriel Mello no auxilio a área administrativa do Grêmio. Esta é uma pequena amostra de tudo que o MGN já contribuiu para o nosso Grêmio nestes quase 13 anos de existência. Sem contar ainda a participação ativa de nossos conselheiros nas comissões que os mesmos representam no Conselho Deliberativo e o trabalho do secretário geral do Conselho, Luciano Brasil.
MGN- Você acompanhou o desenrolar do Projeto Arena desde o seu embrião. Comente um pouco quando a idéia de construir este fantástico estádio foi tomando corpo.
Com relação ao projeto Arena realmente tive uma participação muito atuante, pois acompanhei de perto quando este assunto iniciou em nosso Grêmio, no ano de 2006, quando o associado e integrante no MGN, Francisco Dal Forno, apresentou, ao então Vice-Presidente Jorge Bastos, os representantes da empresa Amsterdam Arena Advisory que tinham interesse em apresentar ao Grêmio uma proposta de construção de um estádio moderno (Arena).
Depois esta idéia, na época impensável, amadureceu e criou forma na segunda gestão do Presidente Paulo Odone, que teve na liderança de todo o projeto o então Vice-Presidente Eduardo Antonini, dirigente que soube conduzir e ainda está conduzindo este projeto, que hoje é uma realidade, com extrema competência para orgulho de todos nós gremistas.
Além de acompanhar todo o projeto arena nas gestões do presidente Paulo Odone em que o movimento Grêmio Novo teve a oportunidade de conduzir o mesmo, tive também a honra de fazer parte da Comissão criada no Conselho Deliberativo para acompanhar o desenvolvimento do Projeto Arena e nesta comissão acompanhei a evolução ao longo de todos estes anos daquilo que era somente um projeto, passando pelos contratos, pelas aprovações no Conselho Deliberativo até a assinatura final da documentação que selou a parceria existente hoje entre Grêmio e a construtora OAS.
Ao contrário de uma minoria de Gremistas, tenho orgulho de ter atuado de forma direta neste projeto que hoje é uma realidade e que tenho certeza que é um divisor de águas na vida de nosso Grêmio para melhor.
Neste momento o que mais me preocupa é se realmente iremos conseguir realizar essa transição institucional do Grêmio para a arena, assim como já foi realizada a transição do associado para a mesma, pois se a empresa OAS conseguir cumprir o contrato no prazo determinado, a Arena será entregue para o Grêmio 100% pronta no dia 31 de março de 2013. Será que o Grêmio conseguirá fazer a sua parte e realizar a migração institucional nesta data? Espero que sim.
MGN- Qual sua expectativa para 2013 onde o Grêmio lutará pelo terceiro título da Libertadores empurrado pela força de uma apaixonada torcida com a Arena lotada?
Com relação ao nosso time estou otimista, pois entendo que a nova administração teve a sabedoria de manter o técnico e a base de time do ano de 2012, acrescentando ao mesmo qualidade e experiência com a contratação de Vargas, Cris, André Santos e Barcos. Entendo que para campeonatos curtos como Copa Libertadores, Copa do Brasil este time tem grandes possibilidades de conquistar títulos, entretanto para campeonatos longos, como o Brasileirão, acredito que ainda precisamos de peça de reposição mais qualificadas, principalmente no setor defensivo e no setor de criação (leia-se, reserva para Elano e Zé Roberto). Com um time bom, uma Arena espetacular só falta mesmo o torcedor do Grêmio abraçar a causa para transformar a Arena em um verdadeiro caldeirão.
MGN- Uma mensagem final para o associado tricolor.
A mensagem que eu deixaria para o Associado do Grêmio é que ele tenha consciência que a participação vai muito além de simplesmente torcer para o Grêmio em dias de jogos, pois não tenho dúvidas de que o nosso Grêmio irá retomar o caminho dos grandes títulos se tiver um quadro associativo atuante que participa da vida política e administrativa de nosso clube, fiscalizando e cobrando nossos dirigentes. Nunca esqueçam que no futebol chegar ao topo não é difícil, difícil sim é conseguir permanecer no mesmo. Nós do MGN seguiremos na luta para que nosso clube permaneça nos trilhos de uma boa gestão administrativa e financeira para que esta base possibilite o clube conquistar títulos e permanecer no topo para sempre.
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